<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261</id><updated>2012-02-23T07:13:45.617-08:00</updated><category term='Filosofando'/><category term='Agende-se'/><category term='Mundo real'/><category term='Lado poético'/><category term='Conversa fiada'/><title type='text'>. PURFA .</title><subtitle type='html'>...pensamentos, teorias e devaneios...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>186</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-4658930729360592530</id><published>2012-02-22T17:16:00.005-08:00</published><updated>2012-02-22T17:39:56.131-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Duas experiências, uma dúvida e nenhuma conclusão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vn-pdJrMfNk/T0WYyzX0fYI/AAAAAAAAAWk/tcpBRzbLfz8/s1600/Ipad%2B003.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 377px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vn-pdJrMfNk/T0WYyzX0fYI/AAAAAAAAAWk/tcpBRzbLfz8/s400/Ipad%2B003.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5712139700940340610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei de mais um carnaval memorável no Rio de Janeiro e, no auge da minha velha conhecida "deprezinha-pós-Rio", fui ver "Os Descendentes". Canditaço ao Oscar em várias categorias, o filme é sensível, tocante, além de nos trazer na bandeja um George Clooney cada vez melhor (em TODOS os aspectos!!). Mas como as nossas experiências são as responsáveis diretas pelas sensações que qualquer tipo de arte nos provoca, esse &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; não é sobre a história ou a moral do filme, mas sobre uma fala específica do personagem principal, a introdução de todo o roteiro e que se encaixa tão bem no turbilhão que povoa a minha cabeça a cada volta do Rio de Janeiro. Diz o personagem principal, que vive no Hawaii, que os havaianos, ao contrário do que acham os que vivem no continente, não são imunes a vida. Que a dor deles não é menor, o sofrimento não é mais ameno. Pois então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu vou para o Rio de Janeiro a minha vida parece acontecer como tem que ser e me bate essa vontade absurda de simplesmente largar tudo e ficar por lá, essa impressão de "me pertence", de "eu pertenço", essa familiaridade que não parece existir por acaso. Ao mesmo tempo, eu me pego pensando se tudo isso não se deve muito à eventualidade. Minha válvula de escape, o lugar que eu vou quando estou a ponto de explodir em Porto Alegre e de onde sempre volto plena. Será que não é isso que faz do Rio um lugar tão especial para mim? Será que morar lá me traria a mesma satisfação - ou algo próximo dela - que me trazem as visitas esporádicas? Afinal, como o Hawaii de Clooney, o Rio não pode ser imune à vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o mesmo pé no chão que me traz esses questionamentos, me diz que uma identificação tão grande não vem a toa e que eu deveria tentar. Porque o Rio pode não ser imune à vida, mas ele é, para mim, o que eu quero da vida. É vivo. Vício. É bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-4658930729360592530?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/4658930729360592530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=4658930729360592530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4658930729360592530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4658930729360592530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2012/02/duas-experiencias-uma-duvida-e-nenhuma.html' title='Duas experiências, uma dúvida e nenhuma conclusão'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vn-pdJrMfNk/T0WYyzX0fYI/AAAAAAAAAWk/tcpBRzbLfz8/s72-c/Ipad%2B003.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3210164808362210558</id><published>2011-12-28T18:00:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T18:02:53.942-08:00</updated><title type='text'>Clichê bom</title><content type='html'>Textinho meio óbvio, desses que recebemos por email, mas nem por isso menos verdadeiro. Daqueles clichês que todo fim de ano pede:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil não sentir esperança. A vida parece ter sido feita para isso. Em vez de um tempo contínuo e inacabável, dentro do qual a nossa existência teria o ritmo dos bichos, habitamos um tempo fragmentado, dividido, que se encerra e recomeça por ciclos – de uma hora, de um dia, de um ano. Esses períodos definem a nossa existência e ajudam a dar sentido a ela. Eles fomentam a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de uma conversa, já antiga, em que alguém me explicava, do fundo de uma grande tristeza, o alento que recebia de cada manhã. “Hoje”, ela me disse, “eu posso ser totalmente diferente do que fui ontem, mudar a minha vida, mudar eu mesma e começar do zero. Cada novo dia me apresenta a possibilidade de ser outra pessoa e deixar a dor para trás.” Essa não é uma definição soberba de estar vivo? Andamos tão presos ao passado que ignoramos a possibilidade de mudança embutida no futuro. Começar de novo é a maior delas – para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo, quando criança, em que eu costumava me imaginar um homem feito. Teria 25 ou 30 anos, seria veterinário ou agrônomo, seria casado com uma mulher com cabelos de índia e olhos de jabuticaba e viveria, com ela e três filhos, numa casinha rural rodeada de colinas, com cerca de madeira e chaminé, como as crianças costumam desenhar. Nesse cenário idílico, que nunca se materializou, eu seria feliz, destemido e generoso, como os heróis dos livros. Sobretudo, eu estaria pronto, teria me tornado um adulto perfeito – e os adultos, toda criança sabe, não têm medos ou dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos se passaram e, a cada 12 meses, a criança que eu era se confronta com o adulto que eu sou. A conversa nem sempre é tranquila, mas é fundamental que ela aconteça. O cara que eu me tornei deve satisfações à criança que eu fui. Tem de lidar com os sonhos dela e com as ilusões que ela engendrava sobre o futuro. O homem tem de contar para o menino que as coisas não são como ele sonhava, que a gente não faz a vida exatamente como quer, mas que, nem por isso, deixamos de ser dignos e bons. É importante que a criança dentro de nós saiba, também, que nunca estamos realmente prontos, nunca crescemos inteiramente, e que as nossas dores – e essa é a pior parte da conversa – não somem quando ficamos adultos. Seguem conosco, mesmo não sendo parte de nós. São como espinhos na nossa carne, e é preciso arrancá-los. Existe, afinal, a esperança de viver sem eles no ano que vem, na semana que vem, amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça com cabelos de índia e olhos de jabuticaba tomou outras formas ao longo do tempo. Foi loira, teve olhos castanhos, cabelos crespos. Mas, em cada mulher real, havia algo da Eva infantil, primordial, que eu procurava como se fosse uma resposta absoluta. Aí há outra complexidade que o menino não previra. Parece não haver uma mulher na nossa história, mas várias. Parece não haver uma única resposta, uma única possibilidade. Também nesse terreno (o do amor), podemos tentar, recomeçar, sonhar, sofrer – ter alegrias e surpresas, enormes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eu penso, que venha o Ano Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venham os velhos e novos amigos. Que o amor encontre o seu lugar na nossa vida e que saibamos reconhecê-lo, preservá-lo ou deixá-lo morrer, quando for preciso. Que o ano nos traga coragem para fazer coisas novas, coragem também para lidar com as coisas antigas que deixamos de lado. Que neste ano a gente se encontre – uns aos outros e a nós mesmos – de um jeito que produza mudança e transformação. Sem auto-indulgência, sem auto-piedade, sem mi-mi-mi. Que 2012 venha para alegrar a criança que fomos e nos ajudar a ser os adultos que merecemos ser – no novo ano, na próxima semana, no dia que vem por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3210164808362210558?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3210164808362210558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3210164808362210558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3210164808362210558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3210164808362210558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/12/cliche-bom.html' title='Clichê bom'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7671323452341937381</id><published>2011-12-14T17:57:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T18:10:05.760-08:00</updated><title type='text'>Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma a vida não para. A vida é tão rara.</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/je-RTYbzoEk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7671323452341937381?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7671323452341937381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7671323452341937381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7671323452341937381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7671323452341937381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/12/mesmo-quando-tudo-pede-um-pouco-mais-de.html' title='Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma a vida não para. A vida é tão rara.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/je-RTYbzoEk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-92986773699365765</id><published>2011-12-01T10:13:00.001-08:00</published><updated>2011-12-14T18:11:07.871-08:00</updated><title type='text'>Cinco mile.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-SJTj0aAnYpQ/TtfEaz0lBWI/AAAAAAAAAWY/X6qOZi28uEM/s1600/93044479_large.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SJTj0aAnYpQ/TtfEaz0lBWI/AAAAAAAAAWY/X6qOZi28uEM/s320/93044479_large.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681225419817551202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quase 5.000 visualizações desta tentativa de blog. Pouco, comparada com os bam-bam-bãs da web. Muito para quem se limita a falar de vez em quando sobre uma ou duas coisas que passam pela cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-92986773699365765?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/92986773699365765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=92986773699365765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/92986773699365765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/92986773699365765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/12/cinco-mile.html' title='Cinco mile.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SJTj0aAnYpQ/TtfEaz0lBWI/AAAAAAAAAWY/X6qOZi28uEM/s72-c/93044479_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5606238749140062488</id><published>2011-11-20T15:18:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T15:43:35.824-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Growing up</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NHFP8qyZPIY/TsmQhnUNg4I/AAAAAAAAAWM/sCG4G12YYxM/s1600/1305257880znNGX6B_thumb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NHFP8qyZPIY/TsmQhnUNg4I/AAAAAAAAAWM/sCG4G12YYxM/s400/1305257880znNGX6B_thumb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677227712441058178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou. Acho que chegou. Chegou a hora em que eu olho para trás e constato, inequivocamente, que estamos crescendo. Meio tarde, posso antever alguns pensando. Não é bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até pouco tempo atrás era assunto comum na minha roda de amigas como nós, com vinte e poucos anos, ainda não éramos tão diferentes daquelas gurizainhas de dezessete, que se encontravam nos mesmos bares e falavam praticamente sobre as mesmas coisas. À exceção de um pouco mais de responsabilidade, um trabalho para comparecer e algumas experiências a mais, acho que realmente não éramos tão diferentes assim. Não éramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2011 talvez seja o ano mais marcante do início da minha vida adulta. Minha e das minhas amigas mais próximas (que acaba sendo uma extensão da minha). Estive tão absorta nas milhões de coisas que eu tinha para fazer ao longo deste ano que mal reparei - ou notei, mas não dei tanta atenção assim - nas inúmeras mudanças que, pouco a pouco, foram acontecendo na minha volta. E em mim mesma. Para além de casamentos, novos apartamentos, uma gravidez, mudanças de cidade e até de país, evidências óbivas da chegada à tão falada maturidade, o que salta aos olhos mesmo é o nascer de problemas e preocupações muito maiores do que a roupa da próxima festa ou o telefone que não toca. Ah, futuro, que grande ponto de interrogação irritante tu és! Aparentes pequenas mudanças na personalidade que, do correto ponto de vista, não são tão insignificantes assim. O interessante é que isso não quer dizer que a mudança seja ruim, pelo contrário: junto com os problemas mais intrincados vem uma maior segurança sobre como lidar com eles e uma consciência agora formada sobre com quem podemos contar nesse caminho. Bom, né? E melhor ainda é observar que, a despeito de todo esse "crescimento", quando junta todas essas "velhas novas meninas" naquela mesma mesa de bar dos dezessete e dos vinte e dois, o divertimento e o nível de besteiras e risadas continuam exatamente os mesmos e, muitas vezes, o assunto final acaba sendo qual roupa usaremos no final de semana ou porque a porra do telefone não toca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescer é inevitável, amadurecer necessário, mas enquanto a gente continuar sabendo rir de nós mesmas, eu estarei tranquila.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5606238749140062488?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5606238749140062488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5606238749140062488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5606238749140062488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5606238749140062488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/11/growing-up.html' title='Growing up'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NHFP8qyZPIY/TsmQhnUNg4I/AAAAAAAAAWM/sCG4G12YYxM/s72-c/1305257880znNGX6B_thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-109276250894343764</id><published>2011-10-20T19:10:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T19:14:02.305-07:00</updated><title type='text'>Freedom calling</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VwVLb1rOorM/TqDVVOQm9qI/AAAAAAAAAWA/nAg5wz-jIl4/s1600/tumblr_lllkpsMjJv1qik67lo1_500_thumb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-VwVLb1rOorM/TqDVVOQm9qI/AAAAAAAAAWA/nAg5wz-jIl4/s400/tumblr_lllkpsMjJv1qik67lo1_500_thumb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665762891813811874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BXZpDbt6hgM/TqDVUueF89I/AAAAAAAAAV0/OnOJ0FkLt9s/s1600/tumblr_lk38bdWJv41qdusdao1_400_large.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-BXZpDbt6hgM/TqDVUueF89I/AAAAAAAAAV0/OnOJ0FkLt9s/s400/tumblr_lk38bdWJv41qdusdao1_400_large.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665762883280434130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G_VHdXvBp4U/TqDVUj2J_QI/AAAAAAAAAVk/TZa5pjIwnb0/s1600/tumblr_lrdnoeyv5s1qb078eo1_1280_thumb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-G_VHdXvBp4U/TqDVUj2J_QI/AAAAAAAAAVk/TZa5pjIwnb0/s400/tumblr_lrdnoeyv5s1qb078eo1_1280_thumb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665762880428571906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kxJg-yiWpqo/TqDVUdxEuQI/AAAAAAAAAVc/Qlj0sKasBvc/s1600/tumblr_llnnqeP5qh1qd0uiio1_500_thumb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-kxJg-yiWpqo/TqDVUdxEuQI/AAAAAAAAAVc/Qlj0sKasBvc/s400/tumblr_llnnqeP5qh1qd0uiio1_500_thumb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665762878796642562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-109276250894343764?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/109276250894343764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=109276250894343764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/109276250894343764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/109276250894343764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/10/freedom-calling.html' title='Freedom calling'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VwVLb1rOorM/TqDVVOQm9qI/AAAAAAAAAWA/nAg5wz-jIl4/s72-c/tumblr_lllkpsMjJv1qik67lo1_500_thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-8894236897387923716</id><published>2011-10-09T06:14:00.000-07:00</published><updated>2011-10-09T06:48:58.814-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>"   "</title><content type='html'>Ando lendo um livro de crônicas do Miguel Fallabella. Estranho, eu sei, mas caiu nas minhas mãos, comecei e gostei. E não só gostei do livro, como passei a gostar mais do Miguel depois de lê-lo. Maitê Proença, mesma coisa: passou, no meu conceito, de uma futilóide global para alguém, digamos assim, admirável. Quando? Depois que li o livro em que ela conta a história da (nada fácil) vida dela, com um belo texto, mesclando real e imaginário. Não adianta, inteligência e cultura me seduzem demais. Conteúdo, mesmo no meio da futilidade geral diária dos veículos de massa (e talvez por isso!), salta aos olhos. A pessoa fala três frases e já me dá um clique: "opa, quero ouvir mais"! Por isso que eu paro de zapear na hora em que me deparo com algum programa/entrevista/texto com Caetano Veloso, Luis Fernando Veríssimo, Pedro Bial, Zeca Camargo, Alex Atala, Marília Gabriela, Woody Allen, Fernanda Young, Chico Buarque, Jô Soares, Marina Person, Cláudia Laitano, Fernando Meirelles, Fernanda Torres, Fernando Henrique Cardoso, Wagner Moura, Steve Jobs, Natalie Portman. Pop, sim, mas com algum conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que uma das minhas maiores aspirações é saber. Já ter lido, já ter visto, poder opinar sobre. Uma frase do João Paulo Paes resume o que eu quero ter: cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Cultura é tudo aquilo de que a gente se lembra após ter esquecido o que leu. Revela-se no modo de falar, de sentar-se, de comer, de ler um texto, de olhar o mundo. Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica o seu olhar".&lt;/strong&gt;  &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-8894236897387923716?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/8894236897387923716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=8894236897387923716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8894236897387923716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8894236897387923716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/10/cult.html' title='&quot;   &quot;'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3965741805441742708</id><published>2011-09-23T19:32:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T19:50:29.199-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lado poético'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Se...</title><content type='html'>Transições, transições. Quem disse que era fácil? Tem que ouvir Pato Fu e manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo, atender o Axl Rose quando me sussurra "woman, take it slow, and it'll work itself fine... all we need is just a little patience". Ler um pouco de Fernando Pessoa suplicando por qualquer música que tire da alma essa incerteza que quer qualquer impossível calma ou de Clarice Lispector, que menciona que a impaciência dela chega a ser tão grande que às vezes dói. Por fim, encontrar em um poeminha-quase-auto-ajuda de Kipling a tônica da minha sexta à noite. &lt;em&gt;Voila&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de manter o senso e a calma&lt;br /&gt;Quando os demais os perdem e dizem que os perdeste,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de confiar em ti quando de ti duvidem&lt;br /&gt;E no entanto perdoares que duvidem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de esperar sem perder a esperança&lt;br /&gt;E de não caluniar os que te caluniem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de, odiando, enternecer-te&lt;br /&gt;E sem julgar que és sábio ou exemplo de bons,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de sonhar sem que o sonho  te empolgue&lt;br /&gt;E pensar sem que o pensar chegue ao vazio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de passar por sucesso e fracasso&lt;br /&gt;Sem muito distinguir entre os dois impostores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de escutar o que afirmas de certo&lt;br /&gt;Alterado por  vis para enganar os tolos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de ver perdido um alvo de tua vida&lt;br /&gt;E seguir atrás dele com a força que sobrar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de arriscar os teus haveres&lt;br /&gt;Na audácia de um lance e sorrindo ao que ocorra,&lt;br /&gt;E perder, e começar a batalhar de novo&lt;br /&gt;Sem que ouça um suspiro quem esteja ao teu lado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de exigir da carne combalida&lt;br /&gt;Que prossiga avançando, ainda que aos tropeços,&lt;br /&gt;E vá te sustentando quando já nada reste,&lt;br /&gt;A não ser a vontade que te diz: continua,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de falar aos comuns e ser digno&lt;br /&gt;Ou de andar com reis permanecendo o mesmo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não pode desviar-te inimigo ou amigo&lt;br /&gt;Nem se decepcione o que conte contigo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se podes preencher com uma tarefa certa&lt;br /&gt;Os sessenta segundos de um  minuto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim fores, meu filho, a Terra te pertence,&lt;br /&gt;Tudo o que nela existe será teu,&lt;br /&gt;Não receies que o tomem,&lt;br /&gt;Porque acima da Terra, então, serás um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rudyard Kipling)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-E1kPoQvQ2qk/Tn1E0LZy-XI/AAAAAAAAAVU/mkQRYsWZM34/s1600/226208_183657328350010_100001172310972_425912_4741603_n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 347px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-E1kPoQvQ2qk/Tn1E0LZy-XI/AAAAAAAAAVU/mkQRYsWZM34/s400/226208_183657328350010_100001172310972_425912_4741603_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655752370252085618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3965741805441742708?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3965741805441742708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3965741805441742708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3965741805441742708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3965741805441742708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/09/se.html' title='Se...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-E1kPoQvQ2qk/Tn1E0LZy-XI/AAAAAAAAAVU/mkQRYsWZM34/s72-c/226208_183657328350010_100001172310972_425912_4741603_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3800390586396066593</id><published>2011-09-11T18:34:00.000-07:00</published><updated>2011-09-11T18:58:19.042-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3na5lgSIP2E/Tm1mVVnRqpI/AAAAAAAAAVM/7ClPwKIkaXA/s1600/159988-1277923364-0_large.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3na5lgSIP2E/Tm1mVVnRqpI/AAAAAAAAAVM/7ClPwKIkaXA/s400/159988-1277923364-0_large.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651285624185006738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um domingo de sol, coroando o desenrolar das coisas. Um brinde ao que há por vir, outro ao que vem sendo conquistado. Ansiedade de lado, equilíbrio ampliado. Como diria Fernando Pessoa, "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;há metafísica bastante em não pensar em nada&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3800390586396066593?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3800390586396066593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3800390586396066593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3800390586396066593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3800390586396066593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/09/um-domingo-de-sol-coroando-o-desenrolar.html' title=''/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3na5lgSIP2E/Tm1mVVnRqpI/AAAAAAAAAVM/7ClPwKIkaXA/s72-c/159988-1277923364-0_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1514346098230788990</id><published>2011-08-17T16:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T16:22:59.270-07:00</updated><title type='text'>Insustentável</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CZYNoUB8J8M/TkxNSKZgXxI/AAAAAAAAAVE/FAaE1bGKNYk/s1600/251087_10150186191941594_589976593_6762473_5258956_n_large.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-CZYNoUB8J8M/TkxNSKZgXxI/AAAAAAAAAVE/FAaE1bGKNYk/s320/251087_10150186191941594_589976593_6762473_5258956_n_large.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641969407612706578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que eu estava lendo "A insustentável leveza do ser" e me deparo com essa passagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A jovem falava da tempestade, o rosto banhado de um sorriso sonhador, e ele a olhava pasmo e quase envergonhado: ela vivera uma coisa bonita e ele não a vivera com ela. A reção dicotômica da memória dos dois à tempestade exprimia toda a diferença que pode haver entre o amor e o não-amor.&lt;br /&gt;Por não-amor, não quero dizer que Tomas tenha se comportado com cinismo em relação a essa moça, que tenha visto nela, como se diz, somente um objeto sexual: ao contrário, gostava dela como amiga, apreciava seu caráter e inteligência, estava sempre pronto a ajudá-la quando precisasse. Não era ele que se comportava mal em relação a ela; era a sua memória que, independente da vontade, excluíra-a da esfera do amor.&lt;br /&gt;Parece que existe no cerébro uma zona específica, que poderíamos chamar de memória poética e que registra o que nos encantou, o que nos comoveu, o que dá beleza à nossa vida. (...) Não havia lugar para ela na memória poética de Tomas. Só havia lugar para ela no tapete&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORRA, MILAN KUNDERA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1514346098230788990?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1514346098230788990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1514346098230788990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1514346098230788990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1514346098230788990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/08/insustentavel.html' title='Insustentável'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CZYNoUB8J8M/TkxNSKZgXxI/AAAAAAAAAVE/FAaE1bGKNYk/s72-c/251087_10150186191941594_589976593_6762473_5258956_n_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-4127329473365994524</id><published>2011-08-13T05:30:00.001-07:00</published><updated>2011-08-13T07:41:57.795-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Conecting the dots</title><content type='html'>Não se pode dizer que o último ano de faculdade é uma coisa tranquila na vida de uma pessoa. Não só objetivamente, em relação a quantidade de coisas por fazer, mas também no aspecto subjetivo, na cabeça fervilhante de inquietações e ansiedade em relação ao futuro próximo. O que fazer, por onde seguir, será que vai dar certo, terei estudado o suficiente, vou ganhar dinheiro ou não, será que sou qualificada, qual o próximo passo, entre milhares de outros questionamentos que pipocam na nossa cabeça aleatoriamente, aparecendo do nada às dez da manhã de um sábado qualquer. Não há zen-budismo que aplaque o desequilíbrio desse milhão de dúvidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, indo além dessa ansiedade latente, eu ainda consigo enxergar em mim, bem lá no fundo, alguma coisa parecida com tranquilidade, uma espécie de certeza de que a vida se encaminha de nos mostrar o caminho a seguir. Se eu pensar, saí do colégio nove anos atrás com a mais completa certeza de que em cinco eu seria uma arquiteta. Fiz, não gostei, e sem maiores dilemas morais fui procurar o que realmente me agradava, até então sem sequer cogitar a possibilidade de fazer Direito. Flertei com a Comunicação em um semestre de Cinema, fui dar uma banda por outro continente e enquanto isso continuava elaborando o que realmente me satisfaria profissionalmente. Lembro das associações mentais que eu fiz enquanto buscava entender o que realmente me agradava e posso dizer que, muito embora tenha sido um período de profunda racionalidade, acho que eu não entrei no Direito com completa certeza de que era aquilo que eu queria. E assim, meio tateando no escuro, me achei. Olhando para trás hoje, parece até meio estúpido eu não ter me dado conta antes do quanto tenho a ver com Direito. Por caminhos tortos, cheguei exatamente onde eu, mesmo sem saber, queria estar. Obrigada, escolhas erradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stanford, 2005. Steve Jobs discursa para uma turma de formandos. Basicamente conta três histórias: fala sobre perda e morte e sobre como após as experiências podemos ligar os pontos e perceber como os tropeços nos fazem de alguma maneira chegar lá. "Connecting the dots". Não temos como fazer isso antes, mas lá no futuro, olhando para trás, podemos facilmente perceber como é fator determinante para alcançar o resultado esperado a experiência dolorosa. Ele cita o momento em que largou a faculdade e a sua demissão da Apple, a  empresa que ele próprio havia criado, como as experiências mais devastadoras que teve e, ao mesmo tempo, as melhores coisas que podiam ter lhe acontecido. "Awful tasting medicine, but I guess the patient needed it". E segue Jobs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Sometimes life hits you in the head with a brick. Don't lose faith. I'm convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did. You've got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers. Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven't found it yet, keep looking. Don't settle. As with all matters of the heart, you'll know when you find it. And, like any great relationship, it just gets better and better as the years roll on. So keep looking until you find it. Don't settle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma — which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of others' opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre, 2011. Palestra com os estagiários do escritório onde eu trabalho pelo CEO da firma, outro exemplo de pessoa brilhante que nos mostra que ninguém chega lá à toa. Dentre os conselhos para o futuro, um crucial: "&lt;em&gt;mantenham-se sempre com um friozinho no estômago. Enquanto vocês tiverem esse friozinho, é sinal que estão indo pelo caminho certo. Não se acomodem&lt;/em&gt;". Voltando ao discurso do Jobs, seu fim é com a citação de uma frase de despedida de um periódico dos anos 70, como conselho para os recém formados e um exemplo do que ele próprio busca constantemente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Stay hungry. Stay foolish". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso prever o futuro e não tenho como fugir do medo natural dessa época da vida, mas de um simples discurso de formatura e de uma palestra de fim de tarde no trabalho consigo ver que, por mais aterrorizante que seja essa fase, lá no futuro eu vou ligar os pontos e ver que intuitivamente eu segui o caminho certo. Eu faço o que gosto. Acredito na minha intuição. E o friozinho no estômago está aqui, graças a Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-4127329473365994524?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/4127329473365994524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=4127329473365994524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4127329473365994524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4127329473365994524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/08/conecting-dots.html' title='Conecting the dots'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5797186465471507420</id><published>2011-07-25T13:54:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T18:17:55.352-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Caio, Clarice e Amy.</title><content type='html'>No olho do furacão-morte-de-Amy e ao passar os olhos pelas milhares de reportagens a respeito que surgem de tudo que é canto, me peguei pensando sobre a dupla genialidade / dor - duas palavras que tantas vezes andam juntas, como ocorria com a Amy. E com outros tantos artistas no mais puro sentido da palavra. Quem me veio em mente? Obviamente, Caio Fernando Abreu e Clarice Lispector. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disse aqui algumas vezes o quanto eu sou apaixonada pelos dois. O que que não sei dizer é o que, nas duas obras, eu acho mais genial. Sei, entretanto, que certas peculiaridades que são comuns aos dois &lt;strong&gt;me atraem demais&lt;/strong&gt;: a rebeldia entranhada, o espírito libertário, a busca constante, a racionalidade permeada da emoção mais insana. E tu vê: não seriam essas um pouco Winehouse também? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando um pouco mais a fundo, penso que além de todas as características citadas, o que realmente me impressiona ao terminar de ler cada um dos textos do Caio e da Clarice é a profunda compreensão do mundo e do ser humano que eles tem. Uma compreensão doída, como toda espécie de lucidez, e de uma sensibilidade arrebatadora. Comentou o Caio, certa vez, sobre Clarice: &lt;em&gt;“A primeira vez que conversamos eu chorei depois a noite inteira, porque ela inteirinha me doía, porque parecia se doer também, de tanta compreensão sangrada de tudo&lt;/em&gt;”. COMPREENSÃO SANGRADA DE TUDO. Não é lindo isso? E depois ainda cita outros artistas que também fizeram da solidão e da profunda compreensão a mola para atingir a genialidade: Joyce, Van Gogh, Kafka, Artaud, Rimbaud. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja isso. Talvez não exista lucidez sem tristeza, compreensão sem melancolia, genialidade sem dor. Não sei, mas Clarice e Caio sabiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acho que a Amy também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-r6SlEnJkiSw/Ti8h6WZ0QEI/AAAAAAAAAU0/2iaspTwL9Sg/s1600/amy-winehouse-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 303px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-r6SlEnJkiSw/Ti8h6WZ0QEI/AAAAAAAAAU0/2iaspTwL9Sg/s320/amy-winehouse-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633758945193771074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5797186465471507420?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5797186465471507420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5797186465471507420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5797186465471507420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5797186465471507420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/07/caio-clarice-e-amy.html' title='Caio, Clarice e Amy.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-r6SlEnJkiSw/Ti8h6WZ0QEI/AAAAAAAAAU0/2iaspTwL9Sg/s72-c/amy-winehouse-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5418423426308415152</id><published>2011-06-29T06:45:00.000-07:00</published><updated>2011-07-02T20:18:30.992-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><title type='text'>Diquinhas invernais</title><content type='html'>&lt;em&gt;Friaca braba, hein? Deve ser por ela que eu ingressei numa forte fase caseira, de filmes, livros, revistas, filmes, livros, revistas. Como eu sei que não é só sobre mim que o invernão tem esse efeito, deixo a dica das últimas coisas que andei vendo / lendo / descobrindo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NO CINEMA&lt;/strong&gt;: Meia noite em Paris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-vnW4SOP7gD8/TgswbBc-4dI/AAAAAAAAAUg/eveZrAFi3us/s1600/midinparis.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vnW4SOP7gD8/TgswbBc-4dI/AAAAAAAAAUg/eveZrAFi3us/s320/midinparis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623641800506794450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma delícia de filme do Woody Allen. Com o humor irônico recorrente em toda (ou grande maioria) da cinegrafia woodyana, mas seguindo a tônica dessa sua fase européia: a história transpira o cenário. O filme em Londres foi sombrio, em Barcelona quente e em Paris... ah, em Paris veio impregnado de nostalgia e de um saudosismo lírico cujo cenário não podia ser outro. De brinde, um recheio de referências históricas/culturais maravilhosas e uma panorâmica inicial de Paris à la "Manhattan". Vontade de sair do cinema direto para a cidade luz. A de hoje ou a de alguns (ou muitos) anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NA LOCADORA&lt;/strong&gt;: O primeiro que disse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-KrnDTnKEl0o/TgswaFndT3I/AAAAAAAAAUY/Zw6mB4Dt04k/s1600/o%2Bprimeiro%2Bque%2Bdisse.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 251px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KrnDTnKEl0o/TgswaFndT3I/AAAAAAAAAUY/Zw6mB4Dt04k/s320/o%2Bprimeiro%2Bque%2Bdisse.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623641784444604274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme franco-italiano di-ver-ti-dís-si-mo. Para fugir um pouco das bobalhadas das comédias americanas repetitivas e previsíveis e se deliciar com algumas agruras de uma típica (ou não tanto) família italiana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NO CRIADO-MUDO&lt;/strong&gt;: Um dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-gX2FjfFlYNg/TgswZw2vHXI/AAAAAAAAAUQ/ozA3JoUqeqs/s1600/livro%2Bum%2Bdia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 211px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-gX2FjfFlYNg/TgswZw2vHXI/AAAAAAAAAUQ/ozA3JoUqeqs/s320/livro%2Bum%2Bdia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623641778871541106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei de ler em dois. Livro fofíssimo, que conta a história de um casal, desde seu primeiro "encontro", no dia 15 de julho de 1988, em todos (e apenas) os dias 15 de julho dos 20 anos seguintes. Além da história entre os dois ser deliciosa, ainda retrata de forma absolutamente delicada a forma como vamos mudando(ou não) com o passar do tempo. Vai virar filme com a Anne Hathaway (que me parece perfeita para o papel!) e o carinha que fez "Across the Universe". Vale a pena ler antes de ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NO NOTEBOOK:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://tododiaumlook.com"&gt;Todo dia um look&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles (aquelas, devo dizer) que, como eu, sempre que podem bisbilhotam blogs de moda, &lt;em&gt;street style&lt;/em&gt; e looks diários das &lt;em&gt;it girls around the world&lt;/em&gt;. Quem acompanha essa montanha de sites fashionistas que tomaram conta da rede sabe que às vezes chegamos a ficar tontas tamanha a quantidade de conteúdo disponível, o que faz com que muitas vezes acabe repetitivo. Pois bem. Para dar uma espairecida e algumas risadas sem escapar completamente desse universo, dá uma olhadita no "todo dia um look". Três guris para lá de bem-humorados fizeram um site-paródia desse universo paralelo da web simplesmente sen-sa-cio-nal. Utilizando aquele vocabulário único, peculiar e próprio dos sites &lt;em&gt;trend&lt;/em&gt; (talvez podemos chamá-lo de "Voguiano" ou algo do tipo), eles seguem no mesmo ritmo, mesclando expressões em inglês, com palavrinhas-chave como o multifuncional "it" (it-bag, it-girl, it-shoe) e outras, como &lt;em&gt;must have, look, outfit&lt;/em&gt; e por aí vai com descrições hilárias das roupitchas usadas em cada ocasião. Como exeplo, no post "&lt;strong&gt;Look rastafari de apartamento&lt;/strong&gt;", vem a seguinte descrição do visú:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Camiseta &lt;em&gt;color blocking &lt;/em&gt;da reguêra com o sempre &lt;em&gt;t-shirtable &lt;/em&gt;Godfather do Reggae (constantemente visto em estampas de mash-ups com leões), &lt;em&gt;baggy pants&lt;/em&gt;, sunglasses pra esconder os red-eyes (conjuntivite tá super usando) no almoço da Vó Mirtes e essa touca que vai fazer com que você arrependa de cada segundo desperdiçado com bobagens na sua adolescência são o outfit perfeito pra dançar o Catch a Fire inteiro, bolar um bem prensado no parquinho da vizinhança e levar um atraque delicioso da PM (ou da Vó Mirtes, whatever)".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dar uma desopilada do circuito fashion, adentrar o mundo humorístico e permanecer no inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NA CIDADE:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.restaurantweek.com.br/default.asp?id=42"&gt;Restaurant Week&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só vai até o dia 10 de julho, então tem que correr: evento gastronômico mundial que também veio para Porto Alegre. Almoço a R$ 29,90 e jantar a R$ 39,90, com entrada, prato principal e sobremesa inclusos, em restaurantes que, regra geral, fariam sofrer um pouco mais o nosso bolso. O único porém é que os pratos são pré-estabelecidos, então tem que dar um conferes no site do evento para ver qual te agrada. O Jasmin, por exemplo, oferece como prato principal, no jantar, filé com crocante de pinhão, acompanhado de creme de batata aromatizado com pimentas verdes e arroz de jasmim e aniz ou (pode optar) salmão em crosta de gergelim negro, servido com risoto de açafrão e crispy de alho-poró. De sobremesa, sorvete de rosas, servido com damasco flamabado e aniz estrelado. Tem ainda coisas deliciosas no Koh Pee Pee, Press, Calamares, Barba Negra, Sharim, Sashiburi, Sushi do Cléber, Atelier das Massas e por aí vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma semana, hein? Corre lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5418423426308415152?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5418423426308415152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5418423426308415152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5418423426308415152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5418423426308415152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/06/diquinhas-invernais.html' title='Diquinhas invernais'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vnW4SOP7gD8/TgswbBc-4dI/AAAAAAAAAUg/eveZrAFi3us/s72-c/midinparis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7308169115556669951</id><published>2011-06-27T20:32:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T20:33:55.367-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>Um post gordo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--2yJ-IYgrLw/TglLkrCjUxI/AAAAAAAAAUI/SgTTfu-YfmU/s1600/tumblr_lc9m68TZnK1qeiyhjo1_500_large.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--2yJ-IYgrLw/TglLkrCjUxI/AAAAAAAAAUI/SgTTfu-YfmU/s320/tumblr_lc9m68TZnK1qeiyhjo1_500_large.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623108703149576978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Café passado de manhã. Ou depois do almoço. Uma balinha butter toffe depois do almoço. Uma tragada em um cigarro depois de um gole de cerveja. Um Red Bull Light antes de ir para a noite. Uma Coca Zero de garrafa estupidamente gelada em uma manhã de ressaca. Chimarrão e bergamota olhando o pôr do sol. Uma cervejinha gelada em um fim de tarde de verão. Ou em uma noite de verão. Ou em uma noite de qualquer estação. Churrasco domingo. Galeto sábado. Fondue em Gramado. Chá de boldo após tudo isso. Sopa de capeleti e vinho no auge do inverno. Queijos e frios também.  Água, sempre. Churrasquinho de gato depois de um jogo do Inter. Inter. Pipoca no cinema. Bibs passas no cinema. Cinema. Pizza e filmes em casa. Salada de frutas na Banca 40. Chopp Brahma. Cheetos requeijão em viagens. Biscoito de polvilho em viagens. Viagens! Um farroupilha e um café com leite quando falta café da manhã em casa. Batida de banana após corrida. Arroz e feijão no almoço da vó. Papaterra frita em São Simão. Massa a carbonara do meu pai. Omelete da minha mãe. Bolinho de arroz do Dedé. Qualquer invenção da Mari. Água com gás para matar a sede. Champagne para comemorar. Cachorro da república no fim da noite. Nella Pietra com a família. Quentão e pinhão em junho. Lentilha em dezembro. Crepe na praia. Queijo coalho na praia. Caipirinha na praia. Casquinha de siri após praia. Praia. Praia. Praia. Água de coco e Biscoito Globo no Rio. Koni no Rio. Rio. Rio. Rio. Pimenta. Picanha. Camarão. Twix. Pães. Uvas. &lt;br /&gt;Pois é, se o hedonismo e a gula me impedirem de ir para o céu, nem quero ir mesmo: deve ser bem chato por lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7308169115556669951?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7308169115556669951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7308169115556669951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7308169115556669951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7308169115556669951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/06/um-post-gordo.html' title='Um post gordo'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--2yJ-IYgrLw/TglLkrCjUxI/AAAAAAAAAUI/SgTTfu-YfmU/s72-c/tumblr_lc9m68TZnK1qeiyhjo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2340949417678093338</id><published>2011-05-29T15:07:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T15:58:02.401-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><title type='text'>Esses quereres...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CYGb-r3hlK0/TeLPOPYJ3kI/AAAAAAAAAT8/TKINem5tfTk/s1600/35ko19l.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-CYGb-r3hlK0/TeLPOPYJ3kI/AAAAAAAAAT8/TKINem5tfTk/s320/35ko19l.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612275929210019394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Nada como Caetanear num domingo cheio de pensamentos...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Onde queres revólver, sou coqueiro&lt;br /&gt;E onde queres dinheiro, sou paixão&lt;br /&gt;Onde queres descanso, sou desejo&lt;br /&gt;E onde sou só desejo, queres não&lt;br /&gt;E onde não queres nada, nada falta&lt;br /&gt;E onde voas bem alto, eu sou o chão&lt;br /&gt;E onde pisas o chão, minha alma salta&lt;br /&gt;E ganha liberdade na amplidão&lt;br /&gt;Onde queres família, sou maluco&lt;br /&gt;E onde queres romântico, burguês&lt;br /&gt;Onde queres Leblon, sou Pernambuco&lt;br /&gt;E onde queres eunuco, garanhão&lt;br /&gt;Onde queres o sim e o não, talvez&lt;br /&gt;E onde vês, eu não vislumbro razão&lt;br /&gt;Onde o queres o lobo, eu sou o irmão&lt;br /&gt;E onde queres cowboy, eu sou chinês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Bruta flor do querer&lt;br /&gt;Ah! Bruta flor, bruta flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde queres o ato, eu sou o espírito&lt;br /&gt;E onde queres ternura, eu sou tesão&lt;br /&gt;Onde queres o livre, decassílabo&lt;br /&gt;E onde buscas o anjo, sou mulher&lt;br /&gt;Onde queres prazer, sou o que dói&lt;br /&gt;E onde queres tortura, mansidão&lt;br /&gt;Onde queres um lar, revolução&lt;br /&gt;E onde queres bandido, sou herói&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria querer-te amar o amor&lt;br /&gt;Construir-nos dulcíssima prisão&lt;br /&gt;Encontrar a mais justa adequação&lt;br /&gt;Tudo métrica e rima e nunca dor&lt;br /&gt;Mas a vida é real e é de viés&lt;br /&gt;E vê só que cilada o amor me armou&lt;br /&gt;Eu te quero (e não queres) como sou&lt;br /&gt;Não te quero (e não queres) como és&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Bruta flor do querer&lt;br /&gt;Ah! Bruta flor, bruta flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde queres comício, flipper-vídeo&lt;br /&gt;E onde queres romance, rock'n roll&lt;br /&gt;Onde queres a lua, eu sou o sol&lt;br /&gt;E onde a pura natura, o inseticídio&lt;br /&gt;Onde queres mistério, eu sou a luz&lt;br /&gt;E onde queres um canto, o mundo inteiro&lt;br /&gt;Onde queres quaresma, fevereiro&lt;br /&gt;E onde queres coqueiro, eu sou obus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quereres e o estares sempre a fim&lt;br /&gt;Do que em ti é em mim tão desigual&lt;br /&gt;Faz-me querer-te bem, querer-te mal&lt;br /&gt;Bem a ti, mal ao quereres assim&lt;br /&gt;Infinitivamente impessoal&lt;br /&gt;E eu querendo querer-te sem ter fim&lt;br /&gt;E, querendo-te, aprender o total&lt;br /&gt;Do querer que há, e do que não há em mim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/0kuClLVeAfA" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2340949417678093338?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2340949417678093338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2340949417678093338' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2340949417678093338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2340949417678093338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/05/o-quereres.html' title='Esses quereres...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CYGb-r3hlK0/TeLPOPYJ3kI/AAAAAAAAAT8/TKINem5tfTk/s72-c/35ko19l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5409390400641053899</id><published>2011-05-14T21:52:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T22:16:49.888-07:00</updated><title type='text'>Um pouco de Caio F.</title><content type='html'>Que eu sou completamente apaixonada por ele não é segredo algum. Ele me emociona, me faz pensar, me toca de um jeito que poucos conseguem. Caio Fernando Abreu, companheiro de noites mil de cabeça fervilhante, porto seguro para acalmar a alma quando a ansiedade bate, usina de poesia das mais raras: a do dia a dia, da identificação. Nada como uma mente inquieta para aquietar mentes alheias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta minha época corrida e de inspiração e tempo zero para contribuir com o Purfa, nada melhor do que ficar com um belo conto do Caio, para mim, dos melhores. Constante no livro Morangos Mofados, com vocês: Transformações (Uma fábula).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Feito febre, baixava às vezes nele aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todos os esforços seriam para sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se modificaria. Mais que sensação, densa certeza viscosa impedindo qualquer movimento em direção à luz. E além da certeza, a premonição de um futuro onde não haveria o menor esboço de uma espécie qualquer não sabia se de esperança, fé, alegria, mas certamente qualquer coisa assim. &lt;br /&gt;Eram dias parados, aqueles. Por mais que se movimentasse em gestos cotidianos - acordar, comer, caminhar, dormir, dentro dele algo permanecia imóvel. Como se seu corpo fosse apenas a moldura do desenho de um rosto apoiado sobre uma das mãos, olhos fixos na distância. Ausentou-se, diriam ao vê-lo, se o vissem. E não seria verdade. Nesses dias, estava presente como nunca, tão pleno e perto que estava dentro do que chamaria - tivesse palavras, mas não as tinha ou não queria tê-las - vaga e precisamente de: A Grande Falta.&lt;br /&gt;Era translúcida e gelada. Tivesse olhos, seriam certamente verdes, com remotas pupilas. À beira da praia certa vez encontrara um caco de garrafa tão burilado pelas ondas, areias e ventos que cintilava ao sol, pequena jóia vadia. Apertou-o e&lt;br /&gt;ntre os dedos, sentindo um frio anestésico que o impedia de perceber as gotas de sangue brotando mornas da palma da mão. Era assim A Grande Falta. Pudessem vê-lo, pudesse ver-se, veriam também o sangue, ele e os outros. Acontece que tornava-se invisível nesses dias. Olhando-se ao espelho, sabia de imediato que estava dentro Dela. No vidro, além dele mesmo, localizava apenas um claro reflexo esverdeado.&lt;br /&gt;Ela estava tão dentro dele quanto ele dentro Dela. Intrincados, a ponto de um tornar-se ao mesmo tempo fundo e superfície do outro. Amenizava-se às vezes no decorrer do dia, nuvens que se dissipam, turvo de água clareando até o cair da noite surpreendê-lo nítido, passado a limpo, passado a ferro. Então sorria, dava telefonemas, cantava ou ia ao cinema. Mas em outras vezes adensava-se feito céu cada vez mais escuro, turvo agitado subindo do fundo, vidro bafejado. Sem dormir, fosforescia entre os lençóis ouvindo os ruídos da madrugada chegarem como abafados por uma grossa camada de algodão. Dissipava-se ou concentrava-se na manhã seguinte e, concentrando-se, não era uma manhã seguinte, mas apenas uma fluida e mansa continuação sem solavancos.&lt;br /&gt;Seu maior medo era o destemor que sentia. Íntegro, sem mágoas nem carências ou expectativas. Inteiro, sem memórias nem fantasias. Mesmo o não-medo sequer sentia, pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço. Fosse íntimo das águas ou dos ares, teria quem sabe parâmetros para compreender esse quieto deslizar de peixe, ave. Criatura da terra, seu temor era quem sabe perder o apoio dos pés. E criatura do fogo, A Grande Falta crepitava em chamas dentro dele. &lt;br /&gt;Sua invisibilidade no entanto não o invisibilizava: encadernava-o meticulosa em um determinado corpo e uma voz particular e uns gestos habituais e alguns trejeitos pessoais que, aparentemente, eram ele mesmo. Por isso não é verdade que não o veriam. Veriam e viam, sim, aquela casca reproduzindo com perfeição o externo dele. Tão perfeito que nem ao menos provocava suspeitas aumentando as pausas entre as palavras, demorando o olhar, ralentando o passo daquele falso corpo.&lt;br /&gt;Atrás da casca, porém, o cristal incandescia. Debaixo da terra, fogo-fátuo soterrado tão profundamente que a pele nem reluzia.&lt;br /&gt;Alguma coisa que jamais teria, e tão consciente estava dessa para sempre ausência que, por paradoxal que pareça, era completo nesse estado de carência plena.&lt;br /&gt; Isso acontecia apenas quando dentro Dela, pois ao desembarcar, em vez de sorrir ou fazer coisas, freqüentemente limitava-se a chorar penoso como se apenas a dor fosse capaz de devolvê-lo ao estágio anterior. A dor desconsolada e inconsolável, em soluços que o sacudiam cada vez mais fortemente, a cada um deles partindo-se a casca, quebrando-se a moldura, rachando-se o vidro, apagando-se o fogo.&lt;br /&gt;Como uma outra espécie de felicidade, esse desembaraçar-se de uma também felicidade. Emerso, chafurdava em emoções: tinha desejos violentos, pequenas gulas, urgências perigosas, enternecimentos melados, ódios virulentos, tesões insaciáveis. Ouvia canções lamurientas, bebia para despertar fantasmas distraídos, relia ou escrevia cartas apaixonadas, transbordantes de rosas e abismos. Exausto, então, afogava-se num sono por vezes sem sonhos, por vezes - quando o ensaio geral das emoções artificialmente provocadas (mas que um dia, em outro plano, aquele da terra onde, supunha, gostava de pisar, aconteceriam realmente) não era suficiente - povoado com répteis frios, a tentar enlaçá-lo com tentáculos pegajosos e verdes olhos de pupilas verticais.&lt;br /&gt;Não saberia dizer com certeza como nem quando aconteceu. Mas um dia - um certo dia, um dia qualquer, um dia banal - deu-se conta que. Não, realmente não saberia dizer ao menos do que dera-se conta. Mas foi assim: olhando-se ao espelho, pela manhã, percebeu o claro reflexo esverdeado. Está de volta, pensou. E no mesmo instante, tão imediatamente seguinte que confundiu-se com o anterior, cantava, novamente ele mesmo. No segundo verso, pequena contração, tinha novamente entre os dedos o caco de vidro luminoso. Mas antes que a mão sangrasse, havia preparado um drinque, embora fosse de manhã, e bebia lento, todo intenso. Antes de engolir o líquido, seu corpo ganhou vértices súbitos, emoldurando o desenho de um rosto apoiado sobre uma das mãos abertas, olhos fixos na distância.&lt;br /&gt;Foi um dia movimentado, aquele. Sua casca partia-se e refazia-se, entardecer sombrio e meio-dia cegante intercalados. Fumou demais, sem terminar nenhum cigarro. Bebeu muitos cafés, deixando restos no fundo das xícaras. Exaltou-se, ausentou-se. No intervalo da ausência, distraía-se em chamá-la também, entre susto e fascínio, de A Grande Indiferença, ou A Grande Ausência, ou A Grande Partida, ou A Grande, ou A, ou. Na tentativa ou esperança, quem saberia, de conseguindo nomeá-la conseguir também controlá-la.&lt;br /&gt;Não conseguiu. Desimportou-se com aquilo. Tomado a intervalos pelo anônimo, atravessou a tarde, varou a noite, entrou madrugada adentro para encontrar a manhã seguinte, e outra tarde, e outra noite ainda, e nova madrugada, e assim por diante. Durante anos. Até as têmporas ficarem grisalhas, até afundarem os sulcos em torno dos lábios. Houvesse uma pausa, teria pedido ajuda, embora não soubesse ao certo a quem nem como. Não houve. Mas porque as coisas são mesmo assim, talvez por certa magia, predestinações, sinais ou simplesmente acaso, quem saberá, ou ainda por ser natural que assim fosse, e menos que natural, inevitável, fatalidade, trágicos encantos - enfim, houve um dia, marco, em que o tocaram de leve no ombro.&lt;br /&gt;Ele olhou para o lado. Ao lado havia Outra Pessoa. A Outra Pessoa olhava-o com cuidadosos olhos castanhos. Os cuidadosos olhos castanhos eram mornos, levemente preocupados, um pouco expectantes. As transformações tinham se tornado tão aceleradas que, no primeiro momento, não soube dizer se a Outra Pessoa via a ele ou a Ela, se se dirigia à moldura, à casca, ao cristal ou ao desenho, ao corpo original, às gotas de sangue. Isso num primeiro momento. Num segundo, teve certeza absoluta que se tinha desinvisibilizado. A Outra Pessoa olhava para uma coisa que não era uma coisa, era ele mesmo. Ele mesmo olhava para uma coisa que não era uma coisa, era Outra Pessoa. O coração dele batia e batia, cheio de sangue. Pousada sobre seu ombro, a mão da Outra Pessoa tinha veias cheias de sangue, latejando suaves.&lt;br /&gt;Alguma coisa explodiu, partida em cacos. A partir de então, tudo ficou ainda mais complicado. E mais real.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5409390400641053899?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5409390400641053899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5409390400641053899' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5409390400641053899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5409390400641053899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/05/um-pouco-de-caio-f.html' title='Um pouco de Caio F.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6722900148725618112</id><published>2011-04-04T20:34:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T20:48:11.463-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Ode às Marias</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-v4kgmqgUOKU/TZqQ8yIKtYI/AAAAAAAAATk/P8iBWZAoqe8/s1600/maria.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 197px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-v4kgmqgUOKU/TZqQ8yIKtYI/AAAAAAAAATk/P8iBWZAoqe8/s320/maria.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591941261256471938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E veio o BBB11 e foi chato. Sempre me assumi viciada naquela suposta babaquice fútil, mas esse tava ruim de acompanhar, criar expectativas e ficar na torcida de alguém. E quando eu achei que finalmente ia chegar um Big Brother que não servisse de jeito nenhum para acrescentar mais um pouco de filosofia barata para as minhas teorias, veio a final. E nela falou o “poeta” Bial: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Até que chega uma mulher que esfrega na cara das mulheres tudo que elas detestam ser, ter sido ou vir a ser de novo por alguma circunstância”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opa! Bateu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulherada reunida na minha casa e, mesmo sem nenhuma ter acompanhado muito, a torcida era unânime: Maria! O gay da vez era divertidíssimo, o doutor era muso e educado, mas a Maria era... era a gente. Falava merda, se perdia, se embebedava, corria atrás de um cara que cagava e andava para ela. E ela nem aí, ou muitas vezes MUITO aí, jurava que não ia fazer mais nada, mas daqui a pouco lá ia ela e fazia. Umas mais, outras menos, mas convenhamos: todas já foram um pouco Maria um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão toda era se o público ia concordar com aquele choque de realidade feminina esfregado na cara. Hipocrisia, já ouviram falar? Fácil julgar, difícil às vezes é se controlar. Ressaca moral, oi? Discussão recorrente entre a mulherada é esse machismo que segue vigente – e que pelo jeito persistirá por muito tempo - dos pré julgamentos em relação as mulheres. A “puta”, a “vagaba”, a “humilhada”. O homem não, sempre vai ser o “pegador”, o “safado” (por incrível que pareça, no bom sentido) e, em últimíssimo caso, o “coitadinho”. E isso não parte só deles não, quantas vezes a gente não se pega destilando exatamente esse veneno em relação a outras mulheres, muitas que a gente mal conhece?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por isso que, do alto das minhas teorias sociológicas, me parecia que o público não ia aliviar muito para o lado da Maria. Ficou com um, caiu em cima do outro da forma mais vazada possível, resolveu que queria mesmo era o primeiro, deu uma mentidinha básica e rastejou atrás dele até não poder mais. Rolava um papo de um tal vídeo dela na internet um tanto promíscuo, ou que ela já tinha encarnado a Bruna Surfistinha uma vez ou outra e a partir daí as fofocas eram só ladeira abaixo. Até onde isso era verdade eu não investiguei, mas o que me parecia era que, aos olhos do público, o pensamento seria que onde há fumaça, há fogo, e onde há fogo, meus amigos - quanto mais aquele fogo descarado que ela destilava pela casa! - coisa boa não podia dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu não achasse que ela tinha a simpatia do público, pelo contrário: as Marias sempre tem. Geralmente elas são as mais divertidas, as que tem mais história para contar, as melhores companhias. O problema é que na hora do pega-pra-capar, lá vão os reis da hipocrisia escolher as “Adrianas”. Aquelas mesmo, da citação do Bial que morrem de medo de assumir já terem sido Marias uma vez ou outra. Bonitinhas, pseudo-santinhas, mas... chatas. Saqualé? Do tipo que toma álcool duas vezes por ano, uma taça de champagne no natal e outra no réveillon, e para quem os piores inimigos na vida são o carboidrato e a gordura trans. Blagh! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me esqueci um “conselho” que eu ouvi certa feita: “na hora de escolher com quem se vai casar, escolha alguém com quem goste de conversar. Porque paixão é bom, dinheiro é bom, status e beleza melhor ainda. Mas no fim, lá no final mesmo, a conversa vai ser tudo o que o casal vai ter”. O alto índice de divórcios que se vê por aí deve em muito ser resultado da falta de atenção a este preceito. Porque os homens acabam grudando o estigma de “&lt;em&gt;just for fun&lt;/em&gt;” nas Marias da vida e não percebem que, no fim, o “fun” é que devia ser o objetivo. Com cada vez mais gente mala no mundo, achar alguém com quem se consiga realmente rir é um presente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pois não é que dessa vez a hipocrisia usual deu lugar para a identificação (que seja para a compaixão!) e a maioria votou para ela ganhar o programa? Bela surpresa. Bom saber que tem gente no mundo querendo ver as Marias se darem bem, simpatizando e jogando a ignorância de lado para reconhecer que no fim de tudo, como disse o Bial, &lt;strong&gt;“JOGAR BEM É SE JOGAR”&lt;/strong&gt;. Ô!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6722900148725618112?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6722900148725618112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6722900148725618112' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6722900148725618112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6722900148725618112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/04/ode-as-marias.html' title='Ode às Marias'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-v4kgmqgUOKU/TZqQ8yIKtYI/AAAAAAAAATk/P8iBWZAoqe8/s72-c/maria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1756908368151502429</id><published>2011-02-22T05:44:00.000-08:00</published><updated>2011-02-22T07:00:41.220-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>The sartorialist</title><content type='html'>Muito melhor do que qualquer editorial da Vogue, quando se trata de observar modelitos, tendências e combinações, são os sites de &lt;em&gt;street style&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;Ver o que as pessoas conseguem trazer dos editoriais para as ruas e das passarelas para a realidade acaba sendo muito mais prazeroso do que ficar interpretando a idéia de um estilista. Talvez porque ultrapassa a condição de simples conceito e se torna algo palpável. Posso ficar horas e horas na frente do computador olhando o monte de sites deste tipo que atolam a minha lista de favoritos e saio coma cabeça borbulhando de idéias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos eles, entretanto, um é top. Não sou eu quem diz, é unanimidade mesmo. Scott Schumann, do site &lt;strong&gt;The sartorialist &lt;/strong&gt;(&lt;a href="http://thesartorialist.blogspot.com"&gt;http://thesartorialist.blogspot.com/&lt;/a&gt;) é o cara. Considerado o precursor deste tipo de enfoque, deixando de lado as &lt;em&gt;celebs&lt;/em&gt; e os tapetes vermelhos e captando pessoas comuns (mas EXTREMAMENTE estilosas), ele inverteu a roda fashion e acabou se tornando referência para estilistas, revistas especializadas e amantes de moda em geral.  Como? Fica mais fácil entender ao ver o vídeo "Intel Visual Life", uma produção da Intel que mostra um pouco da rotina do cara.     &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O que o filme me passa é que ele não vê moda como algo estático, não tenta observar se a pessoa está usando a última tendência, por exemplo: ele reaje instintivamente às imagens. Isso sim, para mim, é pensar moda: uma simples reação a algo que te provoca. Daí a dificuldade que as pessoas tem de ter estilo e até mesmo "perceber" estilo. Isso dificilmente se conquista, requer uma certa sensibilidade inata. O que se vê é que o "sartorialist", sem intentar, utilizando apenas da sua percepção e talento natos seleciona só o que o toca e com isso acaba fotografando tendências ou transformando as suas fotos em. Inncrível, não? Eu acho.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do filme, para mim, resume a filosofia de Schumann: &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;"You never know what it is, what that thing is that drags you to that person, but you just let it happen. It seems obvious, you know, its almost like going out there and let yourself fall in love a little bit everyday, let yourself be seduced a little bit everyday".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tá aí, enjoy: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/e5NgG5koPZU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1756908368151502429?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1756908368151502429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1756908368151502429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1756908368151502429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1756908368151502429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/02/sartorialist.html' title='The sartorialist'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/e5NgG5koPZU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3055398286648503865</id><published>2011-02-01T11:50:00.000-08:00</published><updated>2011-02-01T11:52:50.870-08:00</updated><title type='text'>Férias</title><content type='html'>Pobre do Purfa, tão abandonado em 2011. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que o ano começou corrido. E quente. Tão quente que nem dá vontade de ligar o computador ao chegar em casa. Aliás, nem dá vontade de ir para casa. Também não estou com o mínimo saco de comentar as notícias dos jornais, os desabamentos no Rio, a revolta no Egito, a posse dos deputados. Nããã. Tô fora. Analisar comportamento, então, deus me livre. Ainda mais se for o meu. Decidi parar de me analisar por um tempo. Meus neurônios passaram a entrar em recesso às seis da tarde e só retornam quando eu adentro a porta do trabalho no outro dia de manhã. A idéia é passar o resto do verão ligando o meu computador unicamente para ouvir as músicas que eu adoro, ler coisas fúteis, ficar com o ventilador na cara, olhar estrelas, correr pela cidade e depois mergulhar na piscina. Além do trabalho, está decidido que serão essas as únicas coisas com as quais eu irei me comprometer nesses dias. Então fica a dica: distorcendo um pouco aquele comercial de chinelos, dê férias para o seu cérebro. Eu dei, e junto dou mais um mês de férias para o Purfa.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TUhkgDryEzI/AAAAAAAAATY/uabmmZzHJbk/s1600/anonovo%2B134.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TUhkgDryEzI/AAAAAAAAATY/uabmmZzHJbk/s400/anonovo%2B134.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568811441151152946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3055398286648503865?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3055398286648503865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3055398286648503865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3055398286648503865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3055398286648503865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/02/ferias.html' title='Férias'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TUhkgDryEzI/AAAAAAAAATY/uabmmZzHJbk/s72-c/anonovo%2B134.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5881904452259328303</id><published>2011-01-03T10:26:00.000-08:00</published><updated>2011-01-03T10:42:21.335-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Coisas de ano novo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TSIX9NwNONI/AAAAAAAAATE/3piH0yXG7Ic/s1600/feliz%2B2011.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TSIX9NwNONI/AAAAAAAAATE/3piH0yXG7Ic/s400/feliz%2B2011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558031230559926482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que delícia que é virada de ano! Já escrevi por aqui o quanto eu sou apegada a esses festejos dezembrinos e o reveillón é, na minha opinião, a melhor das comemorações. Não tem data que o meu astral fique igual, nem mesmo no meu aniversário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro programar, rever, pensar, planejar. Adoro a sensação de "posso tudo" que um ano que está começando traz consigo. Dá vontade de começar o que planejamos e nunca fazemos, repensar o que não deu certo e abandonar o que está dando errado. Na minha cabecinha doente de tão otimista, então, parece sempre que tudo vai dar certo no ano que está chegando. Bendito otimismo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para comemorar o ano novo que chega e o meu astral lá em cima, um pouquinho de Drumond. E depois um pouquinho de Marcelo Camelo, porque poesia na nossa vida nunca é demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Feliz 2011!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a&lt;br /&gt;que se deu o nome de ano,&lt;br /&gt;foi um indivíduo genial.&lt;br /&gt;Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no&lt;br /&gt;limite da exaustão.&lt;br /&gt;Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e&lt;br /&gt;entregar os pontos.&lt;br /&gt;Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra&lt;br /&gt;vez, com outro&lt;br /&gt;número e outra vontade de acreditar que daqui pra&lt;br /&gt;diante vai ser diferente"&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pois é, não deu&lt;br /&gt;Deixa assim como está sereno&lt;br /&gt;Pois é de Deus&lt;br /&gt;Tudo aquilo que não se pode ver&lt;br /&gt;E ao amanhã a gente não diz&lt;br /&gt;E ao coração que teima em bater&lt;br /&gt;avisa que é de se entregar o viver &lt;/em&gt;(Marcelo Camelo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5881904452259328303?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5881904452259328303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5881904452259328303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5881904452259328303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5881904452259328303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2011/01/coisas-de-ano-novo.html' title='Coisas de ano novo'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TSIX9NwNONI/AAAAAAAAATE/3piH0yXG7Ic/s72-c/feliz%2B2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5243027012727384502</id><published>2010-12-17T08:55:00.000-08:00</published><updated>2010-12-17T09:15:59.511-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>A rede social</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQuarKO8pyI/AAAAAAAAAS4/itY8rA8tQCs/s1600/a%2Brede%2Bsocial.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQuarKO8pyI/AAAAAAAAAS4/itY8rA8tQCs/s400/a%2Brede%2Bsocial.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551701031936370466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Um filme sobre o facebook? Só pode ser babaquice".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aham, senta lá! Com um roteiro primoroso, uma história das mais interessantes e atuações admiráveis, A Rede Social é, para mim, um dos melhores filmes do ano. Vale a pena ver a história por trás da rede social que já faz parte da vida de 500 milhões de pessoas mundo afora. Mais do que isso, a história do(s) seu(s) criador(es), projetada, por incrível que pareça - e aí está a genialidade - sem estereotipar demasiadamente qualquer um dos envolvidos, deixando para o público decidir se Zuckemberg é um &lt;em&gt;asshole&lt;/em&gt; ou não, se os seus ex-parceiros tem razão, se o Sean é um falido em fim de carreira ou não. Retrato do nosso mundo hoje, é um filme que tem muito a acrescentar e que eu recomendozíssimo para uma noite agradável desse verão que vem chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ficar com mais vontade, dá um conferes em uma crítica de verdade sobre o filme, do Lucas Salgado (http://www.adorocinema.com/filmes/a-rede-social/criticas/):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Rede Social por Lucas Salgado&lt;br /&gt;MUITO ALÉM DO FACEBOOK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o projeto de A Rede Social foi anunciado pela primeira vez todos resumiram o filme como "a história por trás do Facebook" e é provável que tal alcunha continue com grande espaço na mídia e no boca a boca dos que assistirem ao longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a produção é muito mais do que isso, vai muito além dos bastidores do surgimento da rede social mais famosa do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme também não é sobre a total falta de traquejo social do protagonista, por mais que isso seja essencial para compreendermos o mesmo. E também não busca debater se o criador do Facebook seria um babaca ou não, ainda que a questão esteja presente no início e no final da produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rede Social é, na verdade, um filme sobre a complexidade do ser humano, sobre como este pode ser ao mesmo tempo inocente, calculista, indiferente e apaixonado. Sobre como a vida de uma pessoa pode cair em um caminho errado por mais que profissionalmente apareça como um Rei Midas, em que tudo o que toca se transforma em ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se recuperando daquele que ao lado de O Quarto do Pânico talvez seja seu filme menos interessante, O Curioso Caso de Benjamin Button (ignoro por completo a existência de Alien 3 na vida do cineasta), David Fincher volta a realizar um trabalho primoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nível alcançado volta a ser aquele de Seven - Os Sete Crimes Capitais, Clube da Luta e Zodíaco, e isso ocorre até pelos mesmos motivos. Apesar de aparentarem serem filmes absolutamente diferentes, os quatro tem em comum o estudo do ser humano. E quase como um antropólogo, o diretor comprova a capacidade de analisar o homem, seja ele um assassino em série, um repórter policial ou um nerd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação com o campo da antropologia obviamente não deve ser esmiuçada, mas não deixa de ser interessante ver que o cineasta, assim como profissionais da referida área, não se preocupa em julgar o assunto estudado. Assim, veremos que o personagem principal não é nem demonizado nem endeusado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Mark Zuckerberg, gênio por trás da criação do Facebook, é repleta de características fáceis de serem estereotipadas. O diretor, entretanto, consegue evitar que isso aconteça, relatando os momentos de genialidade, loucura e babaquice do indivíduo de forma natural e convincente. Para isso contou com a ajuda do ótimo Jesse Eisenberg. O ator, que já havia se destacado na comédia Zumbilândia, brilha ao dar vida ao jovem bilionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com uma das melhores taglines vistas nos cinemas nos últimos anos ("Você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos"), o longa é extremamente verossímil e tão natural que em alguns momentos nos faz esquecer que se trata de uma obra de ficção, que inclusive não contou com nenhum apoio por parte dos agentes reais da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fincher comprovou mais uma vez sua capacidade na seleção de um elenco. Além do supramencionado Eisenberg, Andrew Garfield e Justin Timberlake também foram escolhas acertadas. Novo intérprete do Homem-Aranha, Garfield dá show no papel do brasileiro Eduardo Saverin, (ex) melhor amigo de Zuckerberg e co-fundado do Facebook, enquanto que o ícone pop prova mais uma vez que sua empreitada pela sétima arte é muito mais que uma brincadeira. Timberlake está ótimo como o outro gênio precoce da turma, Sean Parker, fundador do Napster que começa a dar pitacos no dia a dia da rede social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merecem destaque ainda a trilha sonora da dupla Trent Reznor e Atticus Ross, e a fotografia de Jeff Cronenweth, que já havia trabalhado com o diretor em Clube da Luta.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptação do livro "Os Bilionários Acidentais", de Ben Mezrich, o filme tem como virtude o fato de não tomar tudo o que está no mesmo como verdade, a começar pela ideia de que tudo não passou de um acidente, de uma obra do acaso. Como o longa mostra muito bem, a criação do Facebook não foi algo simples ou mal pensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Social Network (no original) é um dos melhores filmes de 2010 e merece ser conferido com atenção por retratar como um sujeito nada social foi capaz de criar a maior comunidade social da internet. O segredo parece tratar tudo (e todos) como fatores ou como peões em um tabuleiro, mas é muito menos simples do que isso, sendo provável que cada um saia com sua conclusão da sala de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Fincher parte agora para sua versão de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres. Quem estiver na expectativa pelo filme preste atenção na jovem Rooney Mara. A atriz interpreta a namorada de Zuckerberg no início da produção e dará vida à Lisbeth Salander, personagem principal do mencionado filme.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5243027012727384502?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5243027012727384502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5243027012727384502' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5243027012727384502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5243027012727384502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/12/rede-social.html' title='A rede social'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQuarKO8pyI/AAAAAAAAAS4/itY8rA8tQCs/s72-c/a%2Brede%2Bsocial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1389564971575454979</id><published>2010-12-08T17:55:00.001-08:00</published><updated>2010-12-08T18:06:31.594-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>BE STUPID</title><content type='html'>Engraçado que o título do meu post anterior foi "Só os patéticos são felizes" e o deste bem podia ser "Só os estúpidos são felizes". Será que isso quer dizer alguma coisa? Afff!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a verdade é que o verão chegou e não tem estação que traga consigo tantas histórias para contar! E é exatamente essa a vibe da campanha passada da Diesel, na minha opinião uma das mais geniais dos últimos tempos. Quase uma filosofia de vida. Muitas vezes quase a minha filosofia de vida. Dêem uma olhada e me digam se não dá vontade de sair fazendo um monte merda só para morrer rindo depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5LqlguDI/AAAAAAAAASk/tHNSPnWdTAY/s1600/be%2Bstupid%2B9.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 259px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5LqlguDI/AAAAAAAAASk/tHNSPnWdTAY/s400/be%2Bstupid%2B9.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548497613493418034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5LA6j3sI/AAAAAAAAASc/1LIoTmkE_NA/s1600/be%2Bstupid%2B8.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 259px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5LA6j3sI/AAAAAAAAASc/1LIoTmkE_NA/s400/be%2Bstupid%2B8.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548497602307415746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5Kp_nCdI/AAAAAAAAASU/Be8nM3vio-I/s1600/be%2Bstupid%2B4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 259px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5Kp_nCdI/AAAAAAAAASU/Be8nM3vio-I/s400/be%2Bstupid%2B4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548497596154579410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5KVv4DDI/AAAAAAAAASM/ljQwVFH3lsc/s1600/be%2Bstupid%2B5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 259px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5KVv4DDI/AAAAAAAAASM/ljQwVFH3lsc/s400/be%2Bstupid%2B5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548497590719876146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5KN5dweI/AAAAAAAAASE/x1GE3cf-C2Q/s1600/be%2Bstupid%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 252px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5KN5dweI/AAAAAAAAASE/x1GE3cf-C2Q/s400/be%2Bstupid%2B1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548497588612612578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Y4h8uOUConE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Y4h8uOUConE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1389564971575454979?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1389564971575454979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1389564971575454979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1389564971575454979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1389564971575454979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/12/be-stupid.html' title='BE STUPID'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TQA5LqlguDI/AAAAAAAAASk/tHNSPnWdTAY/s72-c/be%2Bstupid%2B9.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-753879857024495624</id><published>2010-11-29T17:05:00.000-08:00</published><updated>2010-11-29T17:08:46.760-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Só os patéticos são felizes</title><content type='html'>Não é a toa que o Woody Allen é o Woody Allen. Saí do seu último filme maldizendo o coitado, pensando como um diretor pode alternar entre o genial e a mais infame comédia, elaborando que talvez a razão para isso seja essa obrigação que ele se impõe de fazer um filme por ano. Enfim, saí rindo sozinha daquela babaquice que eu tinha acabado de ver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é aí que entra “o cara”. Ninguém é “o cara” em alguma coisa por nada, certamente há razões para isso. Sem perceber, comecei a pensar no filme e ver que por trás daquela aparente comédia boba tinha muita coisa interessante, sim. Dos dilemas mais atuais, da descartabilidade dos relacionamentos, do que realmente se busca em um casamento, da idealização que todos fazemos, da eterna busca pela juventude que o mundo hoje nos impõe. Mas acima de tudo, o filme mostrou com maestria uma variação daquele dito que diz que “de perto, ninguém é normal”. É o que diz que de perto, todo mundo é patético! Todos aqueles que se mostravam de alguma forma racionais ou confiantes, ao serem observados com atenção vão demonstrando um dom para serem perdedores. Todos nós somos kind of loosers. E qual não é a surpresa no filme ao se perceber, no final, que aquela única pessoa que era obviamente patética, a perdedora em potencial, é a única que se dá bem? No fim e ao cabo, Woody nos deixa o recado de que às vezes racionalidade e pragmatismo não trazem a felicidade, pelo contrário: nada como uma farta dose de ilusão para seguirmos adiante na vida! Não é à toa que religiões e livros de auto-ajuda vendem muito mais do que terapia e filosofia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste, bizarro, e o que mais me assusta: recorrente. Ando vendo tanta ilusão por aí garantindo uma certa dose de confiança, que chego a maldizer esses meus questionamentos constantes! Aquela velha questão que se impõe: seria a ingenuidade um caminho mais seguro para a felicidade? A contar pelo número de poetas e literatos discorrendo sobre suas angústias, tudo leva a crer que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por outro lado, prefiro acreditar que não, ainda escolho a noção da verdade ruim ao apoio em uma mentira boa. Pena que cada vez mais os fatos desmentem meus credos. Os fatos e tu, Woody, que mais uma vez me pegou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-753879857024495624?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/753879857024495624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=753879857024495624' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/753879857024495624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/753879857024495624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/11/so-os-pateticos-sao-felizes.html' title='Só os patéticos são felizes'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6245371171515423517</id><published>2010-11-19T11:44:00.001-08:00</published><updated>2010-11-19T11:49:07.364-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Xô urucubaca!</title><content type='html'>Passei uns diazinhos brabos de angústia na última semana. E das piores angústias. Porque é ruim quando nos agoniamos por motivos corriqueiros, daqueles que nos atormentam dia sim, dia não, como um amor não correspondido, um pé na bunda, uns quilinhos a mais na balança, uma briguinha com a mãe ou uma irritação com uma amiga, mas sempre tem solução, a vida segue. O problema é quando a própria vida fica em suspenso. E aí? Como faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me considero uma sortuda pela quantidade de gente que me cerca! Desde o meu nascimento já dizem que foi bagunça, confusão e griatria no hospital e assim seguiu a minha vida. Para se ter uma idéia, quando eu nasci eu tinha 1 tataravó, 2 bisavós, as 2 avós e os 2 avôs, mais uma penca de tios e tias. Meu pai e minha mãe resolveram se separar quando eu era bem novinha e logo logo adicionei padrasto e madrasta pro meu rol de parentes. Além disso, toda minha família sempre foi muito próxima, primos de segundo grau são como primos-irmãos, o que acaba fazendo com que se torne mais gente ainda na volta. De qualquer forma, considero que tive três (grandes) homens responsáveis pela minha criação e que sempre foram (e sempre vão ser) minhas referências: meu pai, que é além de tudo meu grande amigo e parceiro, meu vô Telmo, minha paixão e a personalidade mais querida que eu já conheci, e o Tio Nico, que casou com a minha mãe quando eu era uma pitoca e juntos ficaram pelos vinte anos seguintes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, nesse findi meu vô e o Tio Nico foram parar no hospital e não estavam muito bem não. Pois é, amigos, com o perdão da palavra: putaqueopariu! Não sei nem descrever o cansaço psicológico que foi. Porque nessas horas a nossa vida inteira começa a passar pela cabeça, bate uma nostalgia desgraçada, mais um medo terrível do futuro e, somado a tudo isso, tem aquele climinha de hospital, que não levanta nem o astral da Poliana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era engraçado que quanto mais angustiada, mais vontade eu tinha de escrever sobre, mas eu simplesmente não conseguia! Era só pensar no que escreveria e na segunda palavra uma lágrima safada já tava escorrendo do meu olho. Só agora, que a poeira baixou, tudo melhorou, meu vô já está pedindo sorvete e o Tio Nico conversando feliz da vida que eu consegui escrever (um pouquinho) sobre essa função toda. Não, é claro, sem a insistente lagrimazinha nos olhos - ela está sempre presente - mas pelo menos agora com um belo sorriso no rosto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xô urucubaca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6245371171515423517?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6245371171515423517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6245371171515423517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6245371171515423517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6245371171515423517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/11/xo-urucubaca.html' title='Xô urucubaca!'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2327115820928516738</id><published>2010-11-04T12:10:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T12:53:58.853-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>Verão taí!!!</title><content type='html'>Definitivamente o verão chegou. Para mim isso equivale a alegria. Cerveja gelada. Ânimo. Sol. Piscina. Praia. Corrida. Pés descalços. Havaianas. Hmmm....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arrancada para o verão desse ano traz ainda alguns bônus para a elevação dos ânimos, com um monte de eventos legais para obrigar até os mais caseiros a observarem as calçadas floridas pelos nossos belos Jacarandás e se depararem com as formosas vaquinhas que andam espalhadas por aí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só nesse fim de semana tem programação para todos os gostos: hoje é dia de estréia de "O animal agonizante", com direção do Luciano Alabarse, produção do meu amado Fernando Zugno e encenado pelo Luis Paulo Vasconcellos, no sempre belo Teatro São Pedro (texto sobre a peça &lt;a href="http://purfa.blogspot.com/2010/10/o-tempo-faz-gemer.html"&gt;CLIQUE AQUI&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o primeiro livro que eu li do americano Philip Roth e posso dizer que terminei em uma tacada, sem fôlego e impressionada com a habilidade com que ele constrói seu texto. Ele, inclusive, é sempre cotado para receber o Prêmio Nobel de Literatura (comentário para que corram lá para conhecer sua obra para poderem discorrer sobre ela quando - e se - esse prêmio chegar! Hehe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã e sábado é dia de stand-up comedy com o CQC Marco Luque no Teatro Bourbon Country. Segundo um amigo meu conhecedor desse tipo de espetáculo, o Luque é um dos melhores. Eu vou conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim de semana ensolarado chama ainda uma passeada pela nossa Feira do Livro, quem sabe com uma salada de frutas da Banca 40 do Mercado Público antes e um chopinho no Chalé da Praça XV depois? E até uma passada no Santander Cultural para conferir a vídeo-instalação do Bob Wilson que está rolando por lá desde o Em Cena e fica até dezembro. Já dá para aproveitar e comer por ali mesmo, no Restaurante do Cofre, que tem coisas deliciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já domingo é dia de Paul McCartney no Beira-Rio, reunindo portoalegrenses de todas as idades, grupos, profissões. Da minha casa, por exemplo, vai todo mundo (só não vai o cachorro porque ele foi morar no sítio). Chance única de ver um beatle cantar de frente para o Guaíba, um pouco depois de cantarolar com Kleiton e Kledir que deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre e tchau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as programações não acabam, a tendência é "piorar". Mais um feriadão em vista, Groove Armada por aqui no dia 11/11, e dizem que até David Guetta dia 12... E depois função natal/ano-novo começa a bombar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que eu seguirei no meu período zen-budista-caseira-relax, saindo sempre que o evento pede. Ou que o tempo pede. Ou que a sede pede. Enfim, saindo sempre que necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, peguem um pouco de fôlego: o verão chegou e ele não tá para brincadeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2327115820928516738?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2327115820928516738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2327115820928516738' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2327115820928516738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2327115820928516738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/11/verao-tai.html' title='Verão taí!!!'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6361154016630979470</id><published>2010-10-27T12:56:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T13:19:49.067-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Ca-ca-ca-carecos:</title><content type='html'>- Tá aí, mais um filme brasileiro sensacional: &lt;strong&gt;Tropa de elite 2&lt;/strong&gt;. Vejam, vejam, vejam. Muito melhor do que o primeiro, com um roteiro bem amarrado, cheio de situações "corriqueiras" na nossa sociedade e, ainda, belas atuações. Wagner Moura mais uma vez desponta como o grande ator dessa geração. E José Padilha termina uma bela trilogia, somando com o primeiro e o documentário Ônibus 174.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não aguento mais campanha eleitoral. Debates que na realidade são monólogos, já que ninguém responde coisa alguma. Baixaria. Extremismos. Presidente da República virando um singelo cabo eleitoral. Vem cá hein... o Tiririca não é candidato a presidente não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero que 2010 acabe logo. Eu já tinha previsto algumas dificuldades quando ele se aproximava e assim foi. Quero ano ímpar! Ímpar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ando sentindo falta. Da Mari, da Paula, do Zé, das férias, da praia, da estrada, da corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais uma prova de que estamos crescendo: imóveis já estão sendo adquiridos entre as minhas amigas. Eu, por outro lado, do jeito que não consigo economizar, vou me manter jovem até os 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Show Maria Gadú/Multishow ao vivo: bom demais! Dvd já consta na minha wish list. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Morreu o polvo Paul e o Kirchner. E eu com isso?    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E deixo vocês com o Paul que não é o polvo, com aquele Paul, o que eu estarei vendo e ouvindo no dia 7/11 no Gigante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;This is my right &lt;br /&gt;A right given by god &lt;br /&gt;To live a free life&lt;br /&gt;To live in freedom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talking about freedom&lt;br /&gt;I’m talking about freedom&lt;br /&gt;I will fight for the right&lt;br /&gt;To live in freedom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And do you want&lt;br /&gt;To try to take it away&lt;br /&gt;You will have to answer&lt;br /&gt;Cause this is my right&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talking about freedom&lt;br /&gt;I’m talking about freedom&lt;br /&gt;I will fight for your right&lt;br /&gt;To live in freedom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6361154016630979470?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6361154016630979470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6361154016630979470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6361154016630979470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6361154016630979470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/10/ca-ca-ca-carecos.html' title='Ca-ca-ca-carecos:'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1213639302332316631</id><published>2010-10-19T08:46:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T08:52:50.416-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Das coisas difíceis da vida...</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"ô Lú, vamos tocar Conselho, viu?"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu encontrava o Porongo e ele tava com aquele panderinho embaixo do braço ele já ia logo avisando que ia tocar a música que eu sempre pedia. Amigo querido, parceiro de festa, baita coração, pagodeiro de carteirinha e presente em todas. Não é que nessa hora triste pouca coisa consola mais do que a letra da música que ele sempre tocava pra gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deixe de lado esse baixo astral&lt;br /&gt;Erga a cabeça enfrente o mal,&lt;br /&gt;Que agindo assim será vital para o seu coração,&lt;br /&gt;É que em cada experiência se aprende uma lição,&lt;br /&gt;Eu já sofri por amar assim me dediquei mais foi tudo em vão,&lt;br /&gt;Pra que se lamentar se em sua vida pode encontrar,&lt;br /&gt;Quem te ame com toda força e ardor,&lt;br /&gt;Assim sucumbirá a dor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem que lutar&lt;br /&gt;Não se abater&lt;br /&gt;Só se entregar&lt;br /&gt;A quem te merecer&lt;br /&gt;Não estou dando e nem vendendo&lt;br /&gt;Como o ditado diz&lt;br /&gt;O meu conselho é pra te ver feliz.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÔ, PÓRIS! VAI DEIXAR SAUDADE!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1213639302332316631?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1213639302332316631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1213639302332316631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1213639302332316631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1213639302332316631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/10/das-coisas-dificeis-da-vida.html' title='Das coisas difíceis da vida...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5992506592044996042</id><published>2010-10-11T11:25:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T11:30:01.622-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>O Tempo faz Gemer</title><content type='html'>O primeiro contato que tive com O Animal Agonizante, maravilhosa novela de Philip Roth, foi em 2007, quando li o livro pela primeira vez. Lembro que, logo após terminá-lo, pensei que precisaria voltar a ele quando tivesse 50 ou 60 anos, com a maturidade, o corpo e a alma mais prontos para absorver aquele texto que já mexera comigo e me transformara. Se com 22 anos aquelas palavras já me causaram um impacto tão grande, fiquei curioso para saber o que elas fariam comigo anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa única história, Roth entra nos sentimentos de diversas relações humanas (com homens, mulheres, família, consigo mesmo, com o tempo e a idade) como se tivesse uma longa pinça capaz de entrar fundo em nós, nas nossas entranhas e trazer todas as emoções a tona. Por isso, ao fecharmos a contracapa do livro, temos a sensação de soco no estômago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2007 para cá, Luiz Paulo Vasconcellos tem me comentado que gostaria de montar esse texto para o teatro num monólogo em que ele viveria David Kepesh, o animal agonizante. Há 3 meses Luciano Alabarse, diretor do espetáculo, me convidou para produzir a peça junto com ele, e eu, imediatamente, topei! Li o texto adaptado pelo Luciano: mais um soco no estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vi o primeiro ensaio, uma leitura, com móveis improvisados, uma luz geral fria e o Luiz Paulo dizendo aquelas palavras como se fossem suas - elas eram suas! – me dei conta que já não precisava mais tanto voltar aquele texto quando estivesse mais maduro. Estava tudo ali na minha frente: vivo, forte, intenso, dolorido até o último gemido. Me dei conta que, sim, Luiz Paulo Vasconcellos é O ANIMAL AGONIZANTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theatro São Pedro, de 4 a 7 de novembro - quinta a sábado às 21h e domingo às 18h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro do Instituto Goethe, de 12 a 28 de novembro, sextas e sábados às 21h e domingos às 18h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5992506592044996042?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5992506592044996042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5992506592044996042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5992506592044996042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5992506592044996042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/10/o-tempo-faz-gemer.html' title='O Tempo faz Gemer'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7789415646638071660</id><published>2010-10-06T13:09:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T13:19:53.892-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>PREFIRO</title><content type='html'>Inter a Grêmio.&lt;br /&gt;Rio a Nordeste.&lt;br /&gt;Camionete a sedan.&lt;br /&gt;Água a refri e cerveja a todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacada a janela.&lt;br /&gt;Sol a nuvens.&lt;br /&gt;Direita à esquerda.&lt;br /&gt;Chá a café e chimarrão aos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McDonalds a Burger King.&lt;br /&gt;Blackberry a I Phone.&lt;br /&gt;Original a Skol.&lt;br /&gt;Jennifer a Angelina e Brad Pitt às duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Simão a Atlântida.&lt;br /&gt;I Pod a qualquer MP3.&lt;br /&gt;Notebook a desktop.&lt;br /&gt;Ficção a auto-ajuda e biografia aos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correr a caminhar.&lt;br /&gt;Big Brother à Fazenda.&lt;br /&gt;Caetano a Chico.&lt;br /&gt;Veja à Época e Piauí às duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova York a Dubai.&lt;br /&gt;Tylenol a Aspirina.&lt;br /&gt;Backstreetboys a N´sync.&lt;br /&gt;Renner a C&amp;A e Zara às duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louboutin a Jimmy Choo.&lt;br /&gt;Cassia Eller a Ana Carolina.&lt;br /&gt;Política a economia.&lt;br /&gt;Aguilera a Britney e Shakira às duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema a DVD.&lt;br /&gt;Vogue à Elle.&lt;br /&gt;Óculos à lente.&lt;br /&gt;Rua a shopping.&lt;br /&gt;Salgado a doce.&lt;br /&gt;Verão a inverno.&lt;br /&gt;Praia a montanha.&lt;br /&gt;SKY a Net.&lt;br /&gt;Bar a boate.&lt;br /&gt;Cachorro a gato.&lt;br /&gt;Branco a preto e os dois a rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se posicionar. Fácil assim.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7789415646638071660?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7789415646638071660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7789415646638071660' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7789415646638071660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7789415646638071660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/10/prefiro.html' title='PREFIRO'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-4207840193716364243</id><published>2010-09-28T14:14:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T14:26:37.415-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>- Eleições 2010 -</title><content type='html'>As eleições estão chegando, falta menos de uma semana para votarmos e a capa da Zero Hora desses dias foi que mais de 60% dos eleitores ainda não tinham candidato para a Câmara e Assembléia. Acho que pela primeira vez na minha vida eu me incluo nesse grupo, completamente indecisa sobre o merecedor do meu voto para deputado (nos dois âmbitos). Pois bem, para esse grupo, fica a dica: o site da Câmara dos Deputados (http://www.camara.gov.br) tem toda uma parte de transparência com informações sobre os deputados e dá todos os dados sobre o trabalho deles em Brasília: as propostas, as cotas parlamentares gastas por mês (detalhadas), os discursos proferidos, etc). É uma excelente fonte para pesquisar sobre o que anda fazendo o deputado escolhido ou que pensamos em votar. Eu vou dizer que, dando uma olhadinha rápida por ali, tive belas surpresas (a maioria não tão belas assim, na verdade)! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que nem todos os candidatos estão tentando a reeleição, tem vários nomes novos no pedaço. Ainda assim vale dar a conferida porque o número de candidatos a reeleição é muito grande – e geralmente são os mais conhecidos e mais votados. Segundo consta no site do DIAP (departamento intersindical de assessoria parlamentar – www.diap.org.br), neste ano pelo menos 407 dos 513 deputados (79,33% da composição da Câmara) irão tentar a reeleição. E, ainda, dos 106 que não tentarão renovar o mandato, 33 disputam uma vaga a outros cargos (senador, governador, vice-governador, deputados estaduais, etc). Assim, somente 32 efetivamente desistiram de concorrer a qualquer cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regionalmente, a região Sul está em terceiro lugar em número de postulantes à renovação do mandato: 61 dos 77 deputados tentam a reeleição. Assim, vale a pena dar uma conferida no site da Câmara para ver o que anda fazendo o seu candidato e se vale a pena votar nele de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu sei que as pessoas são muito preguiçosas nessa hora, resolvi dar o exemplo: peguei os candidatos do RS a reeleição para a Câmara de Deputados, selecionei alguns nomes bem conhecidos de cada partido e fiz uma pesquisinha rápida. O resultado é bem interessante (mais ainda se analisado no site em que eles gastaram as cotas parlamentares, por exemplo, ou o texto dos projetos apresentados), olha só:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LISTA DE PARLAMENTARES DO RS:&lt;br /&gt;RS  Germano Bonow     DEM          Não disputa &lt;br /&gt;RS  Ibsen Pinheiro     PMDB  Não disputa &lt;br /&gt;RS  Afonso Hamm     PP          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Beto Albuquerque   PSB          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Cláudio Diaz     PSDB  Reeleição &lt;br /&gt;RS  Darcísio Perondi   PMDB  Reeleição &lt;br /&gt;RS  Eliseu Padilha     PMDB  Reeleição &lt;br /&gt;RS  Enio Bacci     PDT          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Emilia Fernandes   PT          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Fernando Marroni   PT          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Nelson Proença     PPS          Não disputa &lt;br /&gt;RS  Henrique Fontana   PT          Reeleição &lt;br /&gt;RS  José Otávio GermanoPP          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Luciana Genro     PSOL  Reeleição &lt;br /&gt;RS  Luis Carlos Heinze PP          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Marco Maia     PT          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Luiz Carlos Busato PTB          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Manuela D’Ávila    PCdoB  Reeleição &lt;br /&gt;RS  Maria do Rosário   PT          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Paulo Pimenta     PT          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Mendes Ribeiro Filho PMDB  Reeleição &lt;br /&gt;RS  Onyx Lorenzoni     DEM          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Osmar Terra     PMDB  Reeleição &lt;br /&gt;RS  Pepe Vargas     PT          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Paulo Roberto Pereira  PTB  Não disputa &lt;br /&gt;RS  Professor Ruy Pauletti  PSDB  Reeleição &lt;br /&gt;RS  Renato Molling     PP          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Sérgio Moraes     PTB          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Vieira da Cunha    PDT          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Vilson Covatti     PP          Reeleição &lt;br /&gt;RS  Pompeo de Mattos   PDT          Vice-Governador &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DADOS DE ALGUNS CANDIDATOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Beto Albuquerque, do PSB.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foram encontrados &lt;strong&gt;284&lt;/strong&gt; que incluem seu nome como autor ou participante.&lt;br /&gt;- Algumas propostas: (1) Confere ao município de Venâncio Aires o título de "Capital Nacional do Chimarrão"; (2) Denomina "Vitor Mateus Teixeira - Teixeirinha" o complexo de viadutos do entroncamento entre a BR-386 e a BR-116, quilômetro 262, em Canoas, no Estado do Rio Grande do Sul; (3) Atribui ao Executivo estipular o nível de substância alcoólica por litro de sangue para a configuração do ilícito de embriaguez do condutor, podendo o agente de trânsito produzir provas acerca dos notórios sinais de consumo de alcóol ou substâncias psicoativas.&lt;br /&gt;- Cota parlamentar: - MARÇO 2010 = R$ 19.573,97&lt;br /&gt;      - ABRIL 2010 = R$ 16.169,21  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sérgio Moraes, do PTB.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foram encontrados &lt;strong&gt;32&lt;/strong&gt; itens que incluem seu nome como autor ou participante.&lt;br /&gt;- Algumas propostas: (1) Dispõe sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção, em áreas do pré-sal e em áreas estratégicas; (2) solicita que sejam convidados o Presidente da VALE , o Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e um Representante do Ministério Público do Trabalho, a fim de debater a demissão de 1.300 funcionários da mineradora anunciada no dia 03 de março de 2009, além da colocação de mais 5.500 funcionários em férias coletivas; (3) PL 465/2007 que cria o Fundo Nacional da Fumicultura (FNF) para incentivar e estimular a diversificação de atividades econômicas nas áreas cultivadas com tabaco e institui a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Fumo) incidente sobre a importação e produção, no mercado interno, de cigarros de fumo (tabaco).&lt;br /&gt;- Cota parlamentar: - MARÇO 2010 = R$ 26.658,79&lt;br /&gt;                    - ABRIL 2010 = R$ 28.806,15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ony Lorenzoni, do DEM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foram encontrados &lt;strong&gt;432&lt;/strong&gt; itens que incluem seu nome como autor ou participante.&lt;br /&gt;- Algumas propostas: (1) Requer seja convocado o Ministro da Integração Nacional para que preste esclarecimentos sobre a Construção das barragens de Taquarembó e Jaguari no Estado do RS; (2) requer a realização de Audiência Pública para discutir as possíveis conexões entre as denúncias divulgadas contra o BANCOOP - Cooperativa Nacional dos Bancários e o "MENSALÃO DO PT"; (3) PROJETO DE LEI Nº 5.938, DE 2009 Dispõe sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção, em áreas do pré-sal e em áreas estratégicas, altera dispositivos da Lei no 9.478, de 6 de agosto de 1997, e dá outras providências.&lt;br /&gt;- Cota parlamentar: - MARÇO 2010 = R$ 42.512,90&lt;br /&gt;                    - ABRIL 2010 = R$ 35.780,56&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manuela Dávila, do PCdoB.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foram encontrados &lt;strong&gt;222&lt;/strong&gt; itens que incluem seu nome como autor ou participante.&lt;br /&gt;- Algumas propostas: (1) Inclui o direito à busca da felicidade como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil e direito inerente a cada indivíduo e à sociedade, mediante a dotação, pelo Estado e pela própria sociedade, das adequadas condições de exercício desse direito; (2)Dispõe sobre a disponibilização de protetores solares pelas unidades de atenção básica à saúde; (3) Requer a inclusão na Ordem do Dia do Projeto de Lei nº 5798, de 2009, que Institui o Programa de Cultura do Trabalhador, cria o Vale-Cultura e dá outras providências.elevada relevância da matéria para a Cultura do País.&lt;br /&gt;- Cota parlamentar: - MARÇO 2010 = R$ 50.817,76 (R$ 25 mil com propaganda!)&lt;br /&gt;                    - ABRIL 2010 = R$ 28.999,85&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciana Genro, do PSOL;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foram encontrados &lt;strong&gt;314&lt;/strong&gt; itens que incluem seu nome como autor ou participante.&lt;br /&gt;- Alguns projetos: (1) Prevê punição e mecanismos de fiscalização contra a desigualdade salarial entre homens e mulheres; (2) dispõe sobre a regulamentação da profissão de instrutor de artes marciais; (3) institui, no âmbito da administração pública indireta, a proibição de despedida imotivada de empregados públicos.&lt;br /&gt;- Cota parlamentar: - MARÇO 2010 = R$ 47.681,13 (17.000,00 de propaganda!)&lt;br /&gt;                    - ABRIL 2010 = R$ 26.759,21 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Emilia Fernandes, do PT.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foram encontrados &lt;strong&gt;34&lt;/strong&gt; itens que incluem seu nome como autor ou participante.&lt;br /&gt;- Alguns projetos: (1) Sugere ao Ministro da Integração Nacional a criação da Agência de Desenvolvimento da Metade Sul do Rio Grande do Sul e o Fundo de Desenvolvimento da Metade Sul do Rio Grande do Sul; &lt;br /&gt;- Cota parlamentar: - MARÇO 2010 = R$ 58.997,63 (R$ 26.000,00 com propaganda!)&lt;br /&gt;                    - ABRIL 2010 = R$ 30.908,60 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eliseu Padilha, do PMDB.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foram encontrados &lt;strong&gt;267&lt;/strong&gt; itens que incluem seu nome como autor ou participante.&lt;br /&gt;- Alguns projetos: (1) Sugere ao Ministro de Estado das Cidades providências de Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica na extensão da linha 01 da TRENSURB; (2) Institui novo valor para o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, regulamentado pela Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008; (3) Dispõe sobre o uso dos recursos do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações - FUST, criado pela Lei nº 9.998, de 17 de agosto de 2000, para a aquisição de computadores destinados aos estudantes brasileiros.&lt;br /&gt;- Cota parlamentar: - MARÇO 2010 = R$ 20.015,05&lt;br /&gt;                    - ABRIL 2010 = R$ 21.815,28&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-4207840193716364243?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/4207840193716364243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=4207840193716364243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4207840193716364243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4207840193716364243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/09/eleicoes-2010.html' title='- Eleições 2010 -'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2250316065348206655</id><published>2010-09-23T13:54:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T14:03:33.016-07:00</updated><title type='text'>Auto-ajuda da Lulu - precária, mas bem intencionada</title><content type='html'>Como a minha vida sentimental anda mais parada do que a água onde se reproduzem os mosquitos da dengue, tenho me envolvido bastante com a das minhas amigas – que anda para lá de movimentada, by the way. A questão é que bateu um período meio dor-de-cotovelo geral e eu fico atucanada pensando em como ajudar a resolver algumas coisas, para depois me dar conta que esse é um poder que obviamente eu não tenho. Só cabe a elas. Porcaria de sensação de impotência! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, uma amiga minha das mais próximas mandou um email para um guri esses dias, um desses rolos intermináveis que a maioria de nós temos, que eu achei que se enquadra tanto em tantos casos e que está tão bonitinho, que tive que pedir permissão para colocar aqui. Ele mostra como o tempo realmente é o melhor dos remédios e como a gente amadurece, mesmo em relação a sentimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aí vai, o tal email e mais coisinhas aleatórias que eu espero que toque quem puder tocar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DQmcPwGSO2k?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DQmcPwGSO2k?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Essa música me fez lembrar de ti algumas vezes. Nada mais justo do que tu ouvir ela lendo isso...&lt;br /&gt;Nos conhecemos há muito tempo atrás. Naquela época, éramos duas crianças tentando entender o turbilhão de emoções dentro da gente (fosse relacionado a nossa família, amigos, escola ou coisas do coração). Tudo era novo e, por isso, se apaixonar era fácil. Confesso que tive bons momentos contigo mas hoje, mais de 10 anos depois, eu sei que vivi tudo aquilo por nós dois. Foi em mim que aquele sentimento, quase que infantil, doeu por anos. Depois de ti, tive outros namorados, conheci um pouco do amor e, junto com isso, veio o auto conhecimento. Eu mudei, e aquelas coisas que antes eu não entendia foram, aos poucos, fazendo sentido pra mim.&lt;br /&gt;Tu deve estar te perguntando aonde eu quero chegar com isso. Vou te explicar. Acredito que não é à toa que o "destino" nos uniu tantas vezes e que, volta e meia, nos pegamos pensando um no outro, ou nos perguntando como seria. Convenhamos, isso não acontece com todo mundo. É quase que cármico, se é que tu me entende. O problema é que, hoje, eu não sei mais o que esperar de ti. E, honestamente...eu não espero.&lt;br /&gt;Estou em uma fase na qual eu olho pro meu próprio umbigo. Se algo, ou alguém, não me satisfaz, eu me afasto. Quero o meu bem antes de qualquer outra coisa e o que tu fez fechou portas pra ti. Foi a atitude errada na hora errada. Mesmo assim, eu quero que tu saiba que isso não quer dizer que essa porta não vai abrir denovo. A grande difereça agora, é que tu vai ter que me mostrar que vale a pena abrir e, antes de qualquer coisa, tu tem que aprender a bater antes de entrar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TJu_LNhG98I/AAAAAAAAAR0/xk7wNHc1Ypw/s1600/frase.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 370px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TJu_LNhG98I/AAAAAAAAAR0/xk7wNHc1Ypw/s400/frase.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520215967600670658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;El Amor Despues Del Amor&lt;br /&gt;Fito Paez&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El amor después del amor, talvez,&lt;br /&gt;Se parezca a este rayo de sol&lt;br /&gt;Y ahora que busqué&lt;br /&gt;Y ahora que encontrré&lt;br /&gt;El perfume que lleva el dolor&lt;br /&gt;En la esencia de las almas&lt;br /&gt;En la ausencia del dolor&lt;br /&gt;Ahora se que ya no&lt;br /&gt;Puedo vivir sin tu amor.&lt;br /&gt;Me hice fuerte ahí,&lt;br /&gt;Donde nunnca vi.&lt;br /&gt;Nadie puede decirme quien soy&lt;br /&gt;Yo lo se muy bien, te aprendí a querer&lt;br /&gt;El perfume que lleva el dolor&lt;br /&gt;En la esencia de las almas&lt;br /&gt;Dice toda religión&lt;br /&gt;Para mí que es el amor&lt;br /&gt;Después del amor.&lt;br /&gt;El amor después del amor, tal vez,&lt;br /&gt;Se parezca a este rayo de sol&lt;br /&gt;Y ahora que busqué&lt;br /&gt;Y ahora que encontré&lt;br /&gt;El perfume que lleva el dolor&lt;br /&gt;En la esencia de las almas&lt;br /&gt;Dice toda religión,&lt;br /&gt;Para mí es el amor después del amor.&lt;br /&gt;Nadie puede y nadie debe vivir sin amor&lt;br /&gt;Una llave por una llave y esa llave es mi amor&lt;br /&gt;Una llave por otrta llave y esa llave es tu amor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TJvAOIEhBjI/AAAAAAAAAR8/KYpAvCVR8UQ/s1600/be+you.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TJvAOIEhBjI/AAAAAAAAAR8/KYpAvCVR8UQ/s400/be+you.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520217117189801522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2250316065348206655?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2250316065348206655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2250316065348206655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2250316065348206655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2250316065348206655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/09/auto-ajuda-da-lulu-precaria-mas-bem.html' title='Auto-ajuda da Lulu - precária, mas bem intencionada'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TJu_LNhG98I/AAAAAAAAAR0/xk7wNHc1Ypw/s72-c/frase.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7908415255679063076</id><published>2010-09-22T11:08:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T11:35:04.999-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>FICHA LIMPA</title><content type='html'>Já falei por aqui sobre o avanço que eu considero a Lei Complementar 135/2010, a chamada "Lei da Ficha Limpa", de iniciativa dos cidadãos brasileiros e que visa coibir verdadeiras monstruosidades eleitorais que eram constantes no nosso país - como a possibilidade de eleição de corruptos praticamente confessos, somente porque sua condenação ainda não havia transitado em julgado (para quem não entende: não haviam se esgotado todos os recursos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que a celeridade não é exatamente uma característica da justiça brasileira e existe uma enorme gama de recursos que acabam sendo utilizados apenas com o fim de prorrogar o tal trânsito em julgado. Em razão disso, políticos sabidamente ladrões conseguiam se candidatar (e pior, eleger-se - salve o povo brasileiro!) repetidas vezes, continuando a usufruir do dinheiro público como bem entendiam. Casos óbvios são Paulo Maluf e Jader Barbalho, por exemplo, mais enrolados do que novelo velho e ainda assim presentes em todas disputas eleitorais pós-redemocratização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei, todavia, não é unânime e gerou grande controvérsia. Seria constitucional? Não seria uma afronta à presunção de inocência, princípio consagrado na nossa Constituição? Poderia ser aplicada nessas eleições, se passou a viger menos de um ano antes delas? Pois bem, hoje o Supremo Tribunal Federal julgará recurso do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), contra o impedimento de sua candidatura baseado na lei. Apesar de ser um julgamento pessoal, é de extrema importância, pois poderá responder todas as controvérsias apontadas e, assim, refletir diretamente sobre os demais casos de candidatos afetados pela lei. Até agora foram barradas 250 candidaturas em razão da Ficha Limpa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para melhor entender a discussão e os argumentos das duas partes, coloquei abaixo dois artigos: um que prega a inconstitucionalidade da lei e outro que defende o contrário. Vale a pena ler, tentar entender, se posicionar e, dependendo da posição, torcer. Porque por incrível que pareça, um julgamento que ocorrerá em Brasília, cujas partes você nunca viu mais gordas, pode sim mudar a sua vida.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Lei da Ficha Limpa: um avanço institucional?&lt;br /&gt;Murilo Melo Vale&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LC 135/2010, mais conhecida como "Lei da Ficha Limpa", inaugurou no Brasil uma série de novas condições de elegibilidades com o escopo de proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandado. Dentre estas novas inelegibilidades, incluem-se restrições à candidatura de pessoas que tenham contra si ações judiciais em que já houve condenação por órgãos colegiados sem a necessidade, contudo, de que a decisão tenha transitada em julgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao deparar com a nova lei eleitoral, realmente, o primeiro sentimento que vem à tona é de orgulho e satisfação, posto que esta lei representou uma grande vitória da democracia direta – por ser proposta por iniciativa popular – bem como da repressão à corrupção, que sempre atormentou este país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, uma reflexão mais aprofundada nos leva a concluir que a novel legislação eleitoral não representa um avanço institucional, não havendo, por isto, motivos para comemoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer da história recente, foi despendido muito esforço em prol do reconhecimento e da institucionalização de certos direitos fundamentais para o homem. Vejamos, por exemplo, o caso do Princípio da Igualdade Formal: até a pouco mais de 200 anos, pensar que todos os homens são iguais perante a lei era algo inconcebível. Havia privilégios e restrições concedidos em razão do nascimento. Era corriqueira a criação de leis por autoridades cujo poder era amparado por dogmas sagrados, que impunham certas limitações e restrições de direitos apenas a uma classe da população, geralmente, majoritária. Tornou-se necessária, portanto, uma grande revolução mundial, não só no pensamento, como também nas instituições políticas, para garantir a intangibilidade de certos direitos universalmente entendidos como fundamentais a todos os homens, tais como a propriedade, a vida, a liberdade, e muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa vitoriosa em prol do reconhecimento dos Direitos Fundamentais do homem teve que seguir por sua institucionalização, tendo como marcos históricos, a Declaração de Direitos de 1689 (Bill of Rights), a Constituição Norte-Americana de 1776 e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, cujos preceitos foram seguidos pelo constitucionalismo de várias nações. Tal institucionalização fortaleceu-se, ainda, no século passado, com a Declaração dos Direitos Humanos e do Cidadão da ONU (1949) e com o Pacto de São José da Costa Rica (1969).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que somente após o reconhecimento e a institucionalização dos direitos fundamentais foi possível a criação dos alicerces para a inauguração de um Estado Democrático de Direito, no qual impera a vontade da lei produzida democraticamente e garantidora dos preceitos básicos do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre estes direitos, arduamente conquistados na história contemporânea e essenciais para a criação de um Estado Democrático de Direito, encontra-se o Princípio da Presunção de Inocência. Em qualquer Estado Democrático de Direito existente na atualidade, seria insólita e disparatada a alegação de que uma pessoa possa ser considerada má ou culpada por algo, sem que tenha uma decisão definitiva do Estado Julgador. É justamente isto que a Lei da Ficha Limpa se propõe a fazer, ao impedir a candidatura de quem tenha sido condenado, sem que se tenham esgotados todos os recursos cabíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, hodiernamente, incontáveis são os recursos providos para modificar decisões anteriormente proferidas, seja por juiz singular, seja por órgão colegiado. Restringir esse direito fundamental da Presunção da Inocência pode consubstanciar um grande prejuízo, não só para o candidato político, como também para as instituições democráticas. Isto porque, uma eventual injustiça cometida na declaração de inelegibilidade implicará um prejuízo injustificável para o cidadão, que terá seu direito de voto restringido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitir juridicamente estas novas condições de inelegibilidade é uma ofensa à mencionada evolução histórico-institucional que garantiu a intangibilidade dos direitos fundamentais do ser humano. Com efeito, para podermos nos rotular como um Estado Democrático de Direito, é imprescindível o respeito às conquistas políticas e institucionais de nossos antepassados que, com amplo consenso, solidificamos em nossa Constituição da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, é indiscutível que esta "excepcionalização" de direitos fundamentais, em vista de certas finalidades pragmáticas, apresenta-se no mundo jurídico como um grande retrocesso para o Estado Democrático de Direito, devendo, por isto, ser reprovada social e juridicamente. Caso contrário, em pouco tempo, estaremos aceitando normas que limitem a intimidade, a dignidade, o devido processo legal, o contraditório, bem como outras que possibilitem provas obtidas por meio da tortura, a escravidão, a discriminação racial, a desigualdade formal etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tal razão, não se pode considerar a "Lei da Ficha Limpa" um avanço para nossa democracia. As novas condições de inelegibilidade devem permanecer, porém condicionadas ao transito em julgado de uma sentença condenatória, a única maneira sensata e democrática de se afirmar que determinada pessoa não é digna de um cargo político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FICHA LIMPA&lt;br /&gt;A constitucionalidade da nova lei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Dalmo de Abreu Dallari em 21/9/2010&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em breve o Supremo Tribunal Federal deverá julgar um caso que envolve uma decisão sobre a constitucionalidade da Lei Complementar nº 135, a chamada Lei da Ficha Limpa. A fim de que se tenha clareza quanto ao que vai ser decidido pela Suprema Corte, é oportuno apresentar uma síntese da situação jurídica e dos questionamentos que deverão ser objeto da decisão do Judiciário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, é importante assinalar que o Capítulo IV da Constituição trata "Dos Direitos Políticos" e ali se encontra o artigo 14 que, no parágrafo terceiro, faz a enumeração das condições de elegibilidade, ou seja, os requisitos para que alguém possa ser eleito para um cargo político, recebendo o mandato do povo. O parágrafo 7º trata expressamente das situações que tornam uma pessoa inelegível, como, por exemplo, os parentes próximos de uma autoridade, que não podem ser eleitos para substituí-la. E o parágrafo 9º dispõe, com minúcia, sobre as inelegibilidades numa visão mais ampla, prevendo textualmente: "Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nesse dispositivo constitucional foi aprovada a Lei Complementar número 64, de 18 de maio de 1990, estabelecendo outros casos de inelegibilidade, lei que passou a ser conhecida como Lei das Inelegibilidades e que foi parcialmente alterada pela Lei Complementar número 81, de 13 de abril de 1994. Mais recentemente, a partir de iniciativas de segmentos da sociedade brasileira, foi aprovada pelo Congresso Nacional uma nova lei fixando outros casos de inelegibilidade, como previsto na Constituição. Trata-se da Lei Complementar número 135, de 4 de junho de 2010. Desde logo se verifica que o estabelecimento de novos casos de inelegibilidade por meio dessa lei é de inquestionável constitucionalidade, pois essa hipótese está expressamente prevista no artigo 14, parágrafo 9º, da Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exigência de moralidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dúvidas suscitadas pelos interessados, e que deverão ser dirimidas pelo Supremo Tribunal Federal, referem-se aos casos de condenação em órgão judicial colegiado, ou seja, em órgão com mais de um julgador, num processo de apuração de abuso do poder econômico ou político. Uma das alegações é que a Lei Complementar nº 35 não poderia ser aplicada às eleições deste ano porque a Constituição proíbe a aplicação de uma nova lei a uma eleição que ocorra até um ano depois de sua entrada em vigor. Como a Lei da Ficha Limpa entrou em vigor no dia 7 de junho deste ano, que foi a data de sua publicação, seria inconstitucional aplicá-la às eleições do próximo dia 3 de outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, a proibição constitucional não tem a extensão que se pretende dar a essa interdição e não impede a aplicação imediata, nestas eleições, da Lei da Ficha Limpa. Com efeito, o que diz, textualmente, o artigo 16 da Constituição é que "a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até 1 (um) ano da data de sua vigência". Ora, processo, como bem esclarece o notável processualista José Frederico Marques, é um conjunto de atos concatenados, que devem ser praticados numa sequência pré-estabelecida, servindo de instrumento para o exercício da função jurisdicional. Ora, o que a Lei da Ficha Limpa faz é, simplesmente, estabelecer condições de inelegibilidade, sem qualquer interferência no processo eleitoral, que continua a ser exatamente o mesmo anteriormente fixado por lei. Não há, portanto, qualquer inconstitucionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra alegação é que a aplicação da Lei da Ficha Limpa a situações estabelecidas anteriormente seria contrária à regra constitucional que proíbe a retroatividade. Também nesse caso está ocorrendo um equívoco. De fato, a Constituição proíbe a aplicação retroativa da lei penal, encontrando-se essa interdição em disposição expressa do artigo 5º, inciso XL, segundo o qual "a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu". Ora, não há como confundir uma lei que estabelece condições de inelegibilidade, uma lei sobre as condições para o exercício de direitos políticos, com uma lei penal. Veja-se que a própria Constituição, no já referido artigo 14, parágrafo 9º, manda que seja considerada a vida pregressa do candidato, ou seja, o que ele fez no passado, para avaliação de suas condições de elegibilidade. Assim, pois, não ocorre a alegada inconstitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, porque ela não fixa pena, mas apenas torna explícito um dos aspectos da vida pregressa que podem gerar a inelegibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, a Lei da Ficha Limpa não afronta qualquer disposição constitucional e, mais do que isso, complementa a exigência constitucional de moralidade para o exercício do mandato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7908415255679063076?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7908415255679063076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7908415255679063076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7908415255679063076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7908415255679063076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/09/ficha-limpa.html' title='FICHA LIMPA'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-8877803543307088319</id><published>2010-09-15T13:45:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T14:10:11.060-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lado poético'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><title type='text'>É sempre mais difícil ancorar um navio no espaço</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TJE17Y9XfHI/AAAAAAAAARk/WeDU7KYY-5s/s1600/teatro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TJE17Y9XfHI/AAAAAAAAARk/WeDU7KYY-5s/s400/teatro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517250312933964914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as diversas opções do Porto Alegre em cena, tenho que me contentar em assistir o que me agrada, no pouco tempo que me sobra. Ou seja: há certa chance de eu não ter tanto sucesso. Pois bem, acho que a sorte está do meu lado: domingo fui ao Teatro CIEEE assistir “Um navio no espaço ou Ana Cristina César”, peça de Paulo José encenada por ele e a sua filha Ana Kutner sobre a poeta Ana Cristina César, considerada um dos expoentes da poesia da geração de 1970. Saí maravilhada, pensativa, curiosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo José começa a peça se questionando: “&lt;em&gt;porque mulheres inteligentes se matam&lt;/em&gt;”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E realmente é curioso isso. Parece que a vida rasa, sem maiores questionamentos, é tão mais fácil, não? A poesia precisa de drama, precisa de sofrimento. Parece que só o sofrimento tem conteúdo, a felicidade simplesmente é vivida. Já foi escrito um post nesse blog pelo Fernando comentando que as grandes artistas, cuja obra efetivamente perdurou, geralmente tiveram uma vida sofrida: é o caso de Billie Holiday, Elis, entre tantos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ana Cristina é um desses exemplos: da classe média-alta carioca, bonita, inteligente, mestrado em Londres, um dia simplesmente se atirou pela janela do apartamento dos pais e tirou a sua própria vida. O que ela fez e escreveu antes disso? É o que conta a peça, vasculhando sua vida e obra para tentar entender justamente aquela primeira indagação: porque?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FAGULHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri curiosa&lt;br /&gt;o céu.&lt;br /&gt;Assim, afastando de leve as cortinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria entrar,&lt;br /&gt;coração ante coração,&lt;br /&gt;inteiriça&lt;br /&gt;ou pelo menos mover-me um pouco,&lt;br /&gt;com aquela parcimônia que caracterizava&lt;br /&gt;as agitações me chamando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria até mesmo&lt;br /&gt;saber ver,&lt;br /&gt;e num movimento redondo&lt;br /&gt;como as ondas&lt;br /&gt;que me circundavam, invisíveis,&lt;br /&gt;abraçar com as retinas&lt;br /&gt;cada pedacinho de matéria viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria&lt;br /&gt;(só)&lt;br /&gt;perceber o invislumbrável&lt;br /&gt;no levíssimo que sobrevoava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria&lt;br /&gt;apanhar uma braçada&lt;br /&gt;do infinito em luz que a mim se misturava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria&lt;br /&gt;captar o impercebido&lt;br /&gt;nos momentos mínimos do espaço&lt;br /&gt;nu e cheio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria&lt;br /&gt;ao menos manter descerradas as cortinas&lt;br /&gt;na impossibilidade de tangê-las&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sabia&lt;br /&gt;que virar pelo avesso&lt;br /&gt;era uma experiência mortal.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-8877803543307088319?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/8877803543307088319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=8877803543307088319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8877803543307088319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8877803543307088319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/09/e-sempre-mais-dificil-ancorar-um-navio.html' title='É sempre mais difícil ancorar um navio no espaço'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TJE17Y9XfHI/AAAAAAAAARk/WeDU7KYY-5s/s72-c/teatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-4595413752284638888</id><published>2010-09-10T07:16:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T07:36:10.073-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>...</title><content type='html'>Tempos estranhos esses. Para mim é como se a vida tivesse meio que em suspenso, aguardando alguma coisa que eu nem bem sei o que é. Vai se vivendo, se estuda, se trabalha, mas falta aquele ímpeto, sabe? Simplesmente se vive. E essa coisa de só ir levando tudo sem objetivos imediatos vai me dando um desânimo, uma melancolia... Há tempos que meu corpo e minha mente não estão exatamente conectados, que cada um quer seguir um rumo. A quantidade de coisas que eu tenho que fazer para organizar a minha vida não é pouca, mas eu fico inerte, simplesmente nada acontece. A começar pela simples arrumação do meu quarto, que se faz necessária há mais de mês, que me faz ficar em Porto Alegre fim de semana após fim de semana e que eu simplesmente não consigo pôr em prática. A cama sempre parece mais atraente do que o armário e o sono acaba sendo a única tarefa dos meus dias livres. Eu me conheço e sei que essa arrumação só virá quando começar a surgir a vontade, aquela vontade que tanto está me fazendo falta! Sei também que esse “acontecimento” (a arrumação do quarto) será como um marco da minha nova fase, a Revolução Industrial, a tomada de Constantinopla da minha própria história (forcei, eu sei, mas ando assim meio melodramática). O problema é que enquanto ela não chega, eu fico nesse estado de semi-sonolência, de desvontade (se é que essa palavra existe), de cama e pijamas forever. SOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece sabe que eu gosto de política. Sempre me interessei. Assim que eu pude fiz meu título de eleitor, pesquiso antes de escolher meus candidatos, gosto de estudar o sistema. Sempre acreditei ser a política o melhor canal de melhorar as coisas, ou ao menos, de melhorar muita coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que esse ano, tenho que admitir, estou de saco cheio. Mesmo. A velha pergunta, seguida da odiosa afirmação que aqueles que diziam “odiar política” me faziam e me irritava profundamente anda passando repetidamente pelo meu cérebro: um “para que?”, seguido de um  “nada vai mudar”. Ai, bateu o desânimo, sabe? Não tem candidato a presidente que realmente me anime e pior: tem muitos que me desanimam profundamente. Deputados, então, simplesmente não tenho vontade de votar! A começar pelo nosso sistema eleitoral, onde eu posso votar em um e ajudar a eleger outro. Um daqueles. Mais um daqueles. Ah, não, assim não dá. O que me traz de volta um pouco a minha velha animação são iniciativas como a Lei da Ficha Limpa, por exemplo, uma luz no fim do túnel da política brasileira, mostrando que iniciativas populares também são um modo - um bom modo - de fazer política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.........................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para acabar com a desanimação gritante dos dois primeiros posts, agenda cultural: COMEÇOU O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;17º PORTO ALEGRE EM CENA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é de Porto Alegre não pode deixar esse festival de teatro sensacional, se eu não me engano o maior festival de teatro do Brasil, passar em branco. Peças maravilhosas, oficinas, espetáculos internacionais, tudo a um preço realmente acessível (se ainda encontrarem ingressos).A lista de espetáculos é bem grande, tem para todos os gostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então faz assim: vai no site do Porto Alegre em cena (www.poaemcena.com.br), dá uma olhadinha na programação, no que tem por aqui esse ano, escolhe o que mais te agrada e vai em frente. Não dá para perder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que o assunto é cultura, outra dica: a 7ª seleção de Filmes Bourbon Shopping, rolando em Porto Alegre e São Leopoldo, com 14 títulos inéditos do cinema, adiantando para a gente vários lançamentos do próximo semestre.Quem quiser dar uma conferida na progrmação, dá uma olhada no site: http://img.zaffari.com.br/selecaodefilmes/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-4595413752284638888?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/4595413752284638888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=4595413752284638888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4595413752284638888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4595413752284638888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/09/blog-post.html' title='...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7629985659001501918</id><published>2010-08-31T08:05:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T10:22:19.403-07:00</updated><title type='text'>Desabafo</title><content type='html'>Ando meio sumida dessas bandas, meio sem tempo e sem inspiração para colocar minhas idéias por aqui. Enquanto essa fase não passa, vou aproveitar a inspiração de amigos e conhecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro a ganhar espaço por aqui é o @nilton_jr, meu tutor cibernético e amigão de muitos outros momentos. Muitos já devem ter visto pelos you tube da vida o "desabafo de um colorado", em resposta ao desabafo do gremista, irônica e sensacionalmente escrito por ele. Como a identificação foi imediata, eu queria muito colocar o texto por aqui. Abaixo vai o original e depois o filme pronto no final: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hoje é 19 de agosto de 2010. Ainda não dormi.&lt;br /&gt;Sou colorado, e agora sou Bi-Campeão da Libertadores. Fiz festa, mais uma vez, a noite toda.&lt;br /&gt;Aí é que ta o problema. Eu me criei nos anos 90. Não to acostumado com isso. Cara, por mais de 10 anos, eu tive UMA, só UMA, camisa do Inter.  Uma adidas número 4, do Gamarra.&lt;br /&gt;Agora?&lt;br /&gt;Agora eu tenho que comprar uma camisa nova a cada 6 meses. É craque que não para de chegar, é estrela que não param de bordar. Meu, eu comprei em janeiro a camisa 10, do D’alessandro... craque do time. Daí, o Inter vai lá e contrata o Sóbis e o Tinga, ídolos. Tive que comprar a deles também. Isso sem falar nas versões comemorativas dos títulos. Ainda bem que o Inter aboliu o uso de estrelas pros títulos. Imagina... eu já ia começar a bordar em casa..&lt;br /&gt;Isso me incomoda. Cansei de ganhar tudo, de não ter rival. Eu espero no elevador, mas meu vizinho não sobe. Nunca. Não tenho mais nem em quem folgar.&lt;br /&gt;Cara, o primeiro jogo que eu fui no Beira-Rio, em julho de 93, éramos 134 torcedores. 134 cara!!!! Agora, 17 anos depois, tenho que entrar no estádio 3h antes pra conseguir um lugar onde dê pra ver o jogo! Assim não dá...&lt;br /&gt;E os guri de Caxias? Dava gosto de ir no jogo, sofria, gritava... agora não? Agora é de 8 pra cima. Eu fui no estádio pra ver gol do CLEMER, GOL DO CLEMER&lt;br /&gt;Daí o Inter foi jogar o Mundial. Ta, fui pro Japão.. Sabia que ia perder, afinal, era o Barcelona, o GRANDE Barcelona. Minha esperança era passar dos mexicanos e chegar na final...&lt;br /&gt;Chega lá, jogo pegado, o filho da puta do Ceará resolve que o Ronaldinho não vai jogar... Porra Ceará!!! E o Clemer? Maior frangueiro da história, FECHOU O GOL.&lt;br /&gt;Mas daí o Índio quebrou o nariz, e o Fernandão saiu com câimbras. Ta, as coisas tomaram o rumo certo. Acabou, vamos perder.&lt;br /&gt;Pra ajudar, quem entrou no lugar do Capitão América foi a lêndia do Gabirú. Sério, voltamos ao passado. Não tem como ganhar do Barcelona com um zagueiro de nariz quebrado e o gabiru no meio. Aham, senta lá!!! O diabo do zagueiro de nariz quebrado lançou, o juvenil Luiz Adriano raspou de cabeça, e o GABIRÚ FEZ O GOL. O GABIRÚ, AMIGO.&lt;br /&gt;TA LÁ, ESCRITO NA HISTÓRIA. INTER CAMPEÃO DO MUNDO FIFA COM GOL DO GABIRÚ.&lt;br /&gt;Mais uma camisa. Assim não dá. &lt;br /&gt;E os títulos??? 2002 - Super Campeão Gaúcho, 2003 - Bicampeão Gaúcho, 2004 - Tricampeão Gaúcho, 2005 - Tetracampeão Gaúcho, 2006 - Campeão da Libertadores da América, 2006 - Campeão da Copa do Mundo de Clubes Fifa , 2007 - Recopa Sul-Americana, 2008 - Dubai Cup, 2008 - Campeão Gaúcho, 2008 - Campeão INVICTO da Copa Sul-Americana, 2009 - Bicampeão gaúcho (Taça Fernando Carvalho e Fábio Koff), 2009 - Campeão da Copa Suruga Bank, &lt;br /&gt;Mas esse ano ia ser diferente. O técnico era um teimoso, burro e mal educado. Um Lori Sandri versão 2010. Com o Fossati não tinha como.&lt;br /&gt;Quartas de final, na Argentina, perdendo pro atual campeão da América... O Estudiantes não ia deixar passar... mas claro, sempre tem um desgraçado. Na hora que eu já tava tirando a camisa, desligando a TV e chamando meus amigos colorados pra jogar um RPG, o Giuliano vai lá, no meio de uma nuvem de fumaça, que deve ter vindo do inferno junto com ele, e faz o gol. Ninguém merece.&lt;br /&gt;Mesmo assim caiu o técnico burro... e veio um pior. &lt;br /&gt;daí tu pensa...&lt;br /&gt;ok.&lt;br /&gt;com Celso Roth eu vou ter um descanso&lt;br /&gt;e ele conquista a América!!! Bi-Campeão da América, MAIOR TIME DA DÉCADA.&lt;br /&gt;Eu tava acostumado com excursões pra erechim, são Borja, Caxias. De buzão. Agora? Agora já fui pro Japão, pro México, e esse ano EU FIZ VISTO PRA ABU DHABI! O cara da polícia Federal não ta entendendo... to viajando mais que o Zeca Camargo!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/88xNzqAVybE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/88xNzqAVybE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7629985659001501918?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7629985659001501918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7629985659001501918' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7629985659001501918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7629985659001501918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/08/desabafo.html' title='Desabafo'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1127730070593002127</id><published>2010-08-19T13:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T13:11:34.918-07:00</updated><title type='text'>What is all about?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TG2PzNVuYNI/AAAAAAAAARU/4YOY2avayJE/s1600/give+good.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 337px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507216029260865746" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TG2PzNVuYNI/AAAAAAAAARU/4YOY2avayJE/s400/give+good.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1127730070593002127?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1127730070593002127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1127730070593002127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1127730070593002127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1127730070593002127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/08/what-is-all-about.html' title='What is all about?'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TG2PzNVuYNI/AAAAAAAAARU/4YOY2avayJE/s72-c/give+good.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3301053559899447648</id><published>2010-08-17T11:46:00.000-07:00</published><updated>2010-08-17T11:52:17.811-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Go away...</title><content type='html'>Viajar. Viajar. Viajar. Cinco semanas away. Novos lugares, descobertas, aprendizado. Muita gente nova, histórias mil. A plenitude que eu alcanço quando eu viajo eu acho que eu não consigo em nenhum outro momento da minha vida. De chegar a ter um momento de parar e pensar: "caralho, tô feliz". Difícil da gente se dar conta na hora em que está vivendo que está feliz. Quando acontece, bom sinal. E é isso. Viajar para mim é felicidade aparente, pungente, independente. Não vivo sem. Voltar também, uma delícia. Faz parte do "pacote viagem", inclusive, a volta e todas as coisas boas que ela traz: matar saudades de família, amigos, comidas, costumes, da casa, dos programas de tv, da vida rotineira, que é cheia de pedacinhos de alegria também. Pois bem, fui, conheci, sorri, aproveitei. Voltei, revi, recomeçarei. E provavelmente o blog volte a ativa junto comigo. Enquanto isso, eu bolo o próximo destino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(para ler escutando: Paris is burning - vídeo abaixo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CYOet73N8lc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CYOet73N8lc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3301053559899447648?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3301053559899447648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3301053559899447648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3301053559899447648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3301053559899447648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/08/go-away.html' title='Go away...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-8663751789508278507</id><published>2010-07-05T11:05:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T11:08:11.110-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>In 2 days...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TDIfCLPfaWI/AAAAAAAAARM/3TsDSNvmZd8/s1600/roma.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TDIfCLPfaWI/AAAAAAAAARM/3TsDSNvmZd8/s400/roma.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490485017956018530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TDIfB9IaqGI/AAAAAAAAARE/AA9YX5NR4jQ/s1600/PKT_1072_praga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 390px; height: 294px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TDIfB9IaqGI/AAAAAAAAARE/AA9YX5NR4jQ/s400/PKT_1072_praga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490485014168250466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TDIfBVZ7h9I/AAAAAAAAAQ8/f8juE_6NVBQ/s1600/amsterdam11.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TDIfBVZ7h9I/AAAAAAAAAQ8/f8juE_6NVBQ/s400/amsterdam11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490485003504289746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TDIfA37cxKI/AAAAAAAAAQ0/OVngTFK6vAo/s1600/paris.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TDIfA37cxKI/AAAAAAAAAQ0/OVngTFK6vAo/s400/paris.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490484995591816354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I´m gonna meet the world!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-8663751789508278507?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/8663751789508278507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=8663751789508278507' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8663751789508278507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8663751789508278507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/07/in-2-days.html' title='In 2 days...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TDIfCLPfaWI/AAAAAAAAARM/3TsDSNvmZd8/s72-c/roma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6436024153572460685</id><published>2010-06-27T18:57:00.000-07:00</published><updated>2010-06-30T07:18:54.287-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>.novela.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TCgJ1yEKlsI/AAAAAAAAAQs/-forYWtHTsY/s1600/make+dreams.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TCgJ1yEKlsI/AAAAAAAAAQs/-forYWtHTsY/s400/make+dreams.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487646965527910082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu acho que se a vida fosse feita de várias pequenas novelas, este fim de semana poderia ter sido o último capítulo de uma delas. Várias histórias a minha volta se fecharam, rolou uma espécie de "grande desfecho". Teve "felizes para sempre", fins difíceis, retomadas, mudanças. Teve até aquela coisa meio filme cult, um ponto de interrogação em relação a certos personagens. Só faltou o elenco todo reunido no final (se bem que catando bem até isso teve!). É até legal pensar dessa forma, porque se assim for, agora começa uma nova novela, momento de recomeçar a escrever, fazer uma história nova dentro do nosso grande livro. Uma espécie de objetivos de ano novo na hora errada. Momento "vá atrás do seu final feliz". Eu? Fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Disse Ms. Lispector, meu mais novo vício literário, em uma de suas cartas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;É que eu não sou senão um estado potencial, sentindo que há em mim água fresca, mas sem descobrir onde é a sua fonte&lt;/em&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E disse Woody Allen, meu mais constante vício cinematográfico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Tive carta branca durante 35 anos e nunca fiz um grande filme. Não está em mim fazer um grande filme; não tenho visão em profundidade para fazer isso. Não digo para mim mesmo: vou fazer um grande filme e vou ser intransigente. Se for preciso, trabalho noites a fio e vou ao extremo da Terra. Esse simplesmente não sou eu. Eu gostaria e fazer um grande filme, desde que isso não atrapalhe a minha reserva para o jantar&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E completa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Não quero trabalhar até altas horas. Quero voltar para casa a tempo de jantar, tomar a minha clarineta, ver o jogo, ver os meus filhos. Então, nessas circunstâncias, faço o melhor filme que posso. Às vezes, tenho sorte e o filme sai bom. Às vezes, não tenho sorte e não sai bom. Mas com certeza fui, não irresponsável, mas preguiçoso&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Engraçado como não é por acaso que a gente gosta de determinados autores e diretores, como para isso impera a existência de identificação, nem que seja subentendida, nas suas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;................................................................................... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, já tenho material suficiente para repensar meu "personagem" para essa novela que se inicia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6436024153572460685?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6436024153572460685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6436024153572460685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6436024153572460685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6436024153572460685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/06/novela.html' title='.novela.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TCgJ1yEKlsI/AAAAAAAAAQs/-forYWtHTsY/s72-c/make+dreams.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3231423817924668059</id><published>2010-06-21T19:03:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T20:18:28.977-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>Quando o sexo decepciona... e a cidade também.</title><content type='html'>Então. Após um período longe, resolvi reencontrá-las. Eu já estava com saudade, é impressionante como a gente se apega e morre de curiosidade de como andam as vidas daqueles com quem convivemos durante, o quê, 6 temporadas? Pois é, lá fui eu: Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha já estavam me fazendo falta e eu estava louca para conferir Sex and the city 2. Depois do primeiro filme, que muito me agradou, mais dilemas femininos e muita moda para analisar me esperavam, que alegria! Pois é, mal sabia eu que só o que me esperava era essa última, a alegria. Ou uma tentativa de.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gostei. Mesmo. Para mim o filme "traiu" toda a proposta do seriado e do primeiro filme e se tornou uma comédia patética, pastelão e previsível (do ponto de vista de Hollywood, não do seriado). Não que eu não tenha dado risadas, nem que eu não tenha sáido feliz do cinema, claro que sim. Eu sou realmente apegada a certos seriados e só o fato de poder conferir novas histórias envolvendo seus personagens já me alegra. Mas não pude deixar de notar o desconforto que me perseguiu durante toda a exibição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seriado. Por mais que falasse muito de marcas, roupas e, claro, sapatos (!!!) ele sabia juntar a isso questões realmente existenciais do ponto de vista feminino, questões com as quais toda mulher se identifica. O que as roupas tinham de fantasia e sonho, o resto tinha de realidade, sem um pinguinho de hipocrisia: para começar a protagonista fumava, no auge do movimento anti-fumo e do politicamente correto. Responda rápido: qual mocinha atual tu viu fumando em um filme, seriado ou novela? O cigarro hoje é delegado, em filmes e novelas, no máááximo para o traficante, o bandido e olhe lá. No seriado não, a Carrie chegou a sair correndo de um encontro para fumar o seu cigarrinho. Não que seja certo fumar, mas as pessoas fazem. Fora isso, ela ainda traía o namorado perfeito que amava ela com o caso sem futuro que fazia ela de idiota. Também não conseguiu aceitar o pedido de casamento do tal namorado perfeito, simplesmente porque não era para ela. Não é racional, não é explicável: é real. Do mesmo modo funcionava com as outras personagens, às vezes um pouco mais caricaturizadas, mas ainda assim representantes da questão feminina em geral: aquela que a prioridade da vida é ser uma profissional realizada, pensa duas vezes quando descobre que está grávida e sofre com o dilema de toda mulher moderna: distribuir o tempo entre trabalho e filhos. A romântica, que sonha com o casamento e faz disso a sua prioridade e que choca as amigas ao abandonar o trabalho de sucesso para "cuidar da casa" e, ainda, aquela em que o sexo é prioridade, a caça é o objetivo. Na verdade toda mulher é uma mistura dessas quatro. Tem episódios em que elas fumam maconha, em que elas dizem ter feito aborto, em que elas admitem não usar camisinha sempre, em que a amiga fica triste ao saber que a outra vai casar e por aí vai. Não há mitificação, é a vida ali, decorada com puro luxo - esse sim distante da maioria dos mortais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro filme seguiu a coerência do seriado: mostrou a dificuldade da workaholic em manter o casamento com o trabalho, os problemas de uma pessoa que sempre se cuidou e se colocou em primeiro lugar em manter um relacionamento em que cuida mais do parceiro do que de si, as dificuldades daquela que sempre gostou de muito sexo com muitos homens de se adaptar a sociedade, abandonar seus instintos e aderir a monogamia e até a preocupação daquela em que tudo está fluindo muito bem na vida de que vá acontecer algo errado a qualquer momento. É um roteiro bem amarrado, que emociona, que conta algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o segundo filme se tornou justamente aquilo que todos aqueles que não assitiam o seriado imputavam a ele: ser pura futilidade. Não tem roteiro, não tem história, parece que foi feito para ser um grande desfile de moda (moda esta que inclusive também já está passando do ponto. Calma, Patricia Fields!) e das paisagens do Oriente Médio. Oriente este altamente estigmatizado no filme por sinal. Os personagens perderam todo o perfil original: a Miranda deixou de trabalhar para cuidar da família, a Samantha deixou de ser confiante no seu corpo e no seu "apetite sexual" para se tornar dependente de hormônios e até o Aidan, que sempre guardou um certo ressentimento pela Carrie e era todo politicamente correto, estava todo saidinho, correndo atrás dela mesmo estando casado e com tês filhos. A única personagem que salva o filme é a Charlotte e seu dilema de mãe de dois filhos pequenos, que por amá-los tanto tem vergonha de admitir que tem momentos que acha que vai enlouquecer, que precisa ficar longe deles de vez em quando. Sensacional a cena em que admite que, ao ser alertada de que o marido podia ter atração pela babá bonitona, o seu primeiro pensamento foi: "&lt;em&gt;oh God, I cant lose the nanny&lt;/em&gt;!". Bela sacada, mas praticamente a única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, ficou parecendo para mim que o filme se vendeu, se é que é possível que um seriado símbolo do capitalismo atual ainda tenha algo a vender. De um seriado que falava das questões femininas com apenas uma pitada de humor, se tornou praticamente uma pornochanchada brasileira dos anos 70, uma comédia sem reflexão. Agora o próximo filme de seriado que eu aguardo ansiosamente é o do Friends, os personagens por quem eu tenho mais apego, e espero mesmo que ele não me decepcione assim! Duas punhaladas vindas do meu dvd é demais para mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: vi o filme no sábado e estava elaborando o que eu ia escrever sobre ele por aqui quando me deparo com essa crítica na ZH de domingo, de uma jornalista do The Guardian, falando EXATAMENTE o que eu achava, só que muito mais bem escrito. Se tiver curiosidade, dá um conferes: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2941009.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=14918&amp;section=1026&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3231423817924668059?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3231423817924668059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3231423817924668059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3231423817924668059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3231423817924668059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/06/quando-o-sexo-decepciona-e-cidade.html' title='Quando o sexo decepciona... e a cidade também.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-4518502689015194728</id><published>2010-06-04T13:08:00.000-07:00</published><updated>2010-06-04T14:47:44.531-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>How about love?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TAlw3zQdIVI/AAAAAAAAAQY/MCXx5l0GlJM/s1600/amor-carpinejar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 391px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TAlw3zQdIVI/AAAAAAAAAQY/MCXx5l0GlJM/s400/amor-carpinejar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479034525627261266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia dos namorados chegando, solteirice pegando e nem um vislumbre de melancolia de minha parte no horizonte. Isso até me dá medo. As solteiras de plantão à minha volta já vem sofrendo antecipadamente há mais de mês, jogando pragas e fazendo simpatias. Para cada murmurro de insatisfação delas, sai uma cortada de reprovação minha, seguida pela tréplica delas de que eu não conto, que eu sou uma "solteira convicta", uma "solteira bem resolvida". Hein? Será que elas tem razão?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo um monte de relacionamentos na minha volta e é impossível, para a minha cabeça eternamente funcionante, não analisar. Acho que é isso que me (des)encanta nesse negócio todo: meu Deus, co-mo é di-fí-cil! Não tem receita, depende de sorte e a experiência conta muito pouco. Aaai, medo de novo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo aqueles "casais &lt;em&gt;forever&lt;/em&gt;" se desfazendo e outros, em que o fim era iminente há pouco tempo atrás, flutuando em um mar de rosas. Vejo casamentos perfeitos acabarem, vejo péssimos casamentos continuarem e um mais do que óbvio vice-versa. Vejo namoros-paixão, namoros-parceria, namoros-conveniência. Uns começando, outros acabando, vários se mantendo. Cada um com a sua receita, que (#ficadica) possivelmente não adiantará ser seguida pelos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa função, eu não consigo definir direito a minha posição, mas acho que eu chegaria perto de algo como uma &lt;em&gt;otimista/racional&lt;/em&gt;. Explico: não acredito em uma só alma-gêmea, acho que existem muitos "encaixes" para cada um. Sei e tenho sempre em mente que casos, namoros e casamentos acabam SIM, é quase que inevitável. Podem até me citar os casamentos de uma vida inteira para desbancar a minha teoria, mas não funciona: pergunta se o casamento do início é o mesmo relacionamento das bodas de papel e se esse é o mesmo das bodas de ouro? Mais do que provavelmente não. Cada casamento acaba, ainda que continue o mesmo (compliquei, eu sei). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece - E É IMPORTANTE TER EM MENTE - é que isso não quer dizer que eles não deram certo. E mais: que não virão outros. Sempre virão outros. E só mais um pouco: se acabam, é para melhor. Pode demorar uns dias, dois meses, três anos de fossa. Mas quando a fossa passa, a vida muda sempre para melhor. Pelo menos é o que eu tenho visto por aí e, podem acreditar, minhas opiniões sempre tem fundo empírico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a questão para mim não é entre ser solteira convicta ou rezar para Santo Antônio todo dia para arrumar um marido. A diferença para mim está entre racionalidade x emotividade, otimismo x pessimismo. As atitudes das pessoas quanto a relacionamentos deviam ser classificadas em 4 categorias: racionais-otimistas, racionais-pessimistas, emotivos-otimistas e emotivos-pessimistas. Me parece que a grande maioria das pessoas (grande maioria das mulheres para ser mais exata) são emotivo-pessimistas, completo oposto do que eu acredito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Racional-otimismo: deve-se ser racional o suficiente para saber que as coisas podem e possivelmente darão errado uma hora ou outra, mas não tanto a ponto de parar de acreditar que vão acontecer de qualquer forma. Porque - e aí entra o otimismo - elas vão. E até podem acabar depois, mas daí outras acontecerão novamente. E assim vai a vida, nessa ciclicidade de que eu tanto falo. Dá para entender? É tipo "&lt;em&gt;se acabou, acontece, mas virão outros&lt;/em&gt;". Típico conselho furado de amiga em fim de namoro, mas para mim impressionantemente real. Sim, amiga, SEMPRE virão outros! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para que se desesperar se as coisas sempre tem seu tempo? Deve-se saber respeitar o tempo. Elas VÃO acontecer, e depois disso possivelmente acabar, e depois da fossa tudo vai melhorar e recomeçar novamente e assim por diante. Mesmo que uma pessoa viva a vida toda em apenas um casamento é assim que as coisas vão se passar. Só que, nesse caso, todas essas fases com uma só pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu acho engraçado é que geralmente o maior medo das pessoas é "não ter alguém", "não estar namorando" ou "não casar" ao invés de ser "não encontrar alguém de quem eu realmente goste", "não achar alguém com quem eu realmente me divirta" ou "não achar alguém que me faz realmente feliz". O antes só do que mal acompanhada funciona para poucas - acho que só para as racionais/otimistas mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então assim: eu tenho SIM medo de não achar alguém com quem eu realmente me sinta bem. Mas por outro lado ACREDITO que vou, uam hora ou outra. Já achei algumas vezes, oras, vai acontecer de novo. Eu respeito o tempo e, enquanto esse encontro não chega, eu vou me divertindo como posso... (ôôô se vou!).    &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Ps: e depois dessa palestra toda, vem o Carpinejar e me desbanca - ver figura lá de cima.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-4518502689015194728?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/4518502689015194728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=4518502689015194728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4518502689015194728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4518502689015194728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/06/dia-dos-namorados-chegando-solteirice.html' title='How about love?'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/TAlw3zQdIVI/AAAAAAAAAQY/MCXx5l0GlJM/s72-c/amor-carpinejar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5420505123152256050</id><published>2010-06-01T07:18:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T10:43:35.226-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>Astrologicamente falando...</title><content type='html'>A semana que passou foi agitada, conturbada e acabou com um assunto dominante na pauta entre amigas: inferno astral. Com duas geminianas prestes a fazer aniversário vivendo um período, digamos assim, não tão sortudo, fica a questão: existe mesmo esse tal de inferno astral? Pois bem, fui catar. E não é que bate? Diz a Roberta Tórtora, de um conhecido site de astrologia, sobre o assunto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O período conhecido popularmente como "Inferno Astral" &lt;strong&gt;é o mês que antecede o aniversário de alguém&lt;/strong&gt;. Nesta época, muitas pessoas acreditam viver momentos de angústia, depressão ou até mesmo azar, atribuindo as turbulências a alguma configuração astrológica misteriosa. Será que ela realmente existe e é mesmo inevitável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem algumas explicações para entender estes trinta dias temidos antes da inauguração de uma nova idade. O aniversário nada mais é do que o marco de um novo ciclo solar na vida de uma pessoa, ou seja, o Sol passa pelo mesmo ponto do Zodíaco que estava quando ela nasceu, sinalizando uma nova etapa para a sua consciência. Os dias que antecedem esta renovação são exatamente os últimos do ciclo anterior que a consciência vinha atravessando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cid de Oliveira lembra que os ciclos representam na Astrologia os estágios de todo e qualquer processo de desenvolvimento e que &lt;strong&gt;"o final de um ciclo" se caracteriza por ter uma qualidade de tempo marcada pela agitação, mudança, instabilidade e desordem, somadas à insegurança em relação ao futuro que está por vir&lt;/strong&gt;. "Isto acontece porque é no final do ciclo que se esgotam as possibilidades de expressão existentes no seu início e manifestam-se os resíduos responsáveis por sua dissolução. &lt;strong&gt;Em suma, o tempo que antecede imediatamente o final de qualquer ciclo caracteriza-se pela desordem e pela inversão dos valores admitidos no seu início&lt;/strong&gt;", explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela técnica da revolução solar, cada mês do ano, a contar a partir da data do aniversário, corresponde a uma determinada casa astrológica ou setor prático da vida de uma pessoa que estará sendo vivido mais intensamente. Assim, no primeiro mês a partir do aniversário, vive-se de forma enfática a casa 1: a pessoa fica mais centrada em si mesma e em seu comportamento. O décimo segundo e último mês do ano corresponde à casa 12, trecho do mapa que analisa os sacrifícios e doações que uma pessoa deve fazer aos outros, sem esperar recompensas para isto".&lt;br /&gt;  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez eu acredito mais em astrologia. Analisando os anos passados eu percebo que já não é de hoje que maio é sempre um mês meio conturbado para mim, sempre a pior fase do ano, meio angustiante e de MUITA ansiedade. O bom de perceber isso é que já dá para se acalmar um pouco por saber de antemão que logo logo vai passar. Afinal, junho está aí. Que venha!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seguindo nessa função signos, aniversário e auto-conhecimento, fiz um mapinha astral online e não é que muita coisa bate? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cansam-se facilmente de um assunto e passam para outro assim que dominam o primeiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sua mente é engenhosa, hábil, com facilidade de compreensão e assimilação. Têm facilidade de se adaptar às mudanças na vida, gostando de experiências sempre novas e renovadas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gostam de argumentar e seu raciocínio lógico lhes dá sempre razão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Às vezes ele tem necessidade de mais de um relacionamento, e para não ser acusado de inconstância, deve falar francamente com o parceiro, já que nem todos os relacionamentos são necessariamente "sexuais". Outro ponto importante é o relacionamento intelectual com o parceiro, já que ele precisa de um estímulo constante de interesse".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A moda está sempre em dia na casa dos geminianos, pois nada é permanente, a não ser as constantes mudanças!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Precisam também de um lugar para seus livros e revistas, com os quais se alimentam diariamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A curiosidade e o desejo de aprender podem manter você em constante mobilidade e fazê-lo viajar muito e mudar constantemente de casa ou de emprego. Você pode ser frio em relação aos sentimentos e emoções que serão analisados e vivenciados de forma racional".      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você pode sofrer de indecisões e dificuldade de concentração. Você precisa aprender a ser mais constante e profundo em seus objetivos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por temperamento você é pessoa ativa, curiosa, esperta, engraçada, mas irresoluta. Prefere racionalizar suas emoções do que deixar envolver-se emocionalmente, mas adora comunicar-se com os outros. Gosta de mudar e de viajar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você aprende melhor intuitivamente já que tem percepção psíquica e intuitiva".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sua atividade é tenaz, mas flutua muito de intensidade devido a oscilação de seus estados emocionais. Você gosta muito da segurança proporcionada pelo dinheiro, mas não de ter que competir. Sente-se impelido a proteger as pessoas que gosta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A liberdade de expressão em qualquer campo é extremamente importante. É compassivo, otimista e liberal, tem senso de humor e gosta de viajar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você sente grande necessidade da beleza e harmonia no meio-ambiente, nas pessoas e nos objetos, porque sua sensibilidade é aguda e impetuosa. Poristo, você é pessoa romântica, algo indolente e tende a precipitar-se nos amores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como prefere viver à vontade, não se preocupa muito com as convenções. Seu otimismo e forte intuição permitem que aproveite as boas oportunidades".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você luta pela liberdade e independência com muita vontade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Também prefere a liberdade de expressão e a sociedade democrática e aberta".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5420505123152256050?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5420505123152256050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5420505123152256050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5420505123152256050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5420505123152256050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/06/astrologicamente-falando.html' title='Astrologicamente falando...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2855263747618829416</id><published>2010-05-26T13:41:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T13:59:03.034-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>Antes ele, agora ela.</title><content type='html'>A fase Caio Fernando Abreu passou e agora começou a imersão Clarice Linspector. Juro, eu estou en-can-ta-da por tudo que ela escreve! E quando me encanto, sai da frente: leio, releio, floreio. A quantidade de sublinhados nos livros dela que eu tenho é uma coisa bizarra e para todos eles eu teria algum comentário. Como ainda não me inspirei pra fazer um texto decente com essas reflexões, deixo aqui um aperitivo, só as palavras dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fica a dica: Clarice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A lucidez perigosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sentindo uma clareza tão grande&lt;br /&gt;que me anula como pessoa atual e comum:&lt;br /&gt;é uma lucidez vazia, como explicar?&lt;br /&gt;assim como um cálculo matemático perfeito&lt;br /&gt;do qual, no entanto, não se precise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou por assim dizer&lt;br /&gt;vendo claramente o vazio.&lt;br /&gt;E nem entendo aquilo que entendo:&lt;br /&gt;pois estou infinitamente maior que eu mesma,&lt;br /&gt;e não me alcanço.&lt;br /&gt;Além do que:&lt;br /&gt;que faço dessa lucidez?&lt;br /&gt;Sei também que esta minha lucidez&lt;br /&gt;pode-se tornar o inferno humano&lt;br /&gt;- já me aconteceu antes."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;...........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.&lt;br /&gt;Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.&lt;br /&gt;Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.&lt;br /&gt;Como eles admiravam estarem juntos!&lt;br /&gt;Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim: “LIBERDADE É POUCO. O QUE EU DESEJO AINDA NÃO TEM NOME".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2855263747618829416?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2855263747618829416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2855263747618829416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2855263747618829416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2855263747618829416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/05/fase-caio-fernando-abreu-passou-e-agora.html' title='Antes ele, agora ela.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7599620615134749450</id><published>2010-05-17T17:33:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T19:53:25.457-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Escalações</title><content type='html'>Na função da escalação do Dunga e de toda a polêmica que ela causou, entre Gansos e Grafitis, resolvi colocar aqui as minhas escalações. Nem pensem que tem alguma coisa a ver com futebol, são só algumas das listinhas de 10 mais que eu fico sempre elaborando quando não tenho muito o que fazer. Aff, e como é difícil! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que elas não são permanentes, já que a minha cabeça é à la Raulzito: uma metarmofose ambulante! E vale lembrar também que ali não tem ordem de preferência, é tudo no mesmo nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem discordar a vontade, é bom para mostrar que para qualquer escolha de "seleção" há controvérsias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS 10 + FILMES:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Cidade de Deus&lt;br /&gt;2 - Brilho eterno de uma mente sem lembranças.&lt;br /&gt;3 - Dogville&lt;br /&gt;4 - Crash - No Limite&lt;br /&gt;5 - Closer&lt;br /&gt;6 - De olhos bem fechados&lt;br /&gt;7 - Match Point&lt;br /&gt;8 - Bastardos Inglórios&lt;br /&gt;9 - Kill Bill (1 e 2)&lt;br /&gt;10 - Magnólia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS 10 + EU QUERO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S_H7lZ_txdI/AAAAAAAAAPw/iUHHhiodTno/s1600/2+mans.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 294px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S_H7lZ_txdI/AAAAAAAAAPw/iUHHhiodTno/s400/2+mans.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472431642283722194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Cauã Reymond&lt;br /&gt;2 - Rodrigo Santoro&lt;br /&gt;3 - Josh Holloway&lt;br /&gt;4 - Will Smith&lt;br /&gt;5 - Jake Gyllenhaal&lt;br /&gt;6 - Javier Bardem&lt;br /&gt;7 - Clive Owen&lt;br /&gt;8 - Patrick Dempsey&lt;br /&gt;9 - Reynaldo Giannechini&lt;br /&gt;10 - Brad Pitt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Jamais esquecer: Fernandão, Jude Law e Ryan Phillip entrariam na lista fácil).&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;OS 10 + PROGRAMAS DE TV:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Project Runway&lt;br /&gt;2 - Marilia Gabriela Entrevista&lt;br /&gt;3 - Friends&lt;br /&gt;4 - Irritando Fernanda Young&lt;br /&gt;5 - Sex and the city&lt;br /&gt;6 - Saia Justa&lt;br /&gt;7 - Bem amigos&lt;br /&gt;8 - Caldeirão do Huck&lt;br /&gt;9 - Manhattan Connection&lt;br /&gt;10 - CQC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AS 10 + INVEJINHA BRANCA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S_H7wqnuikI/AAAAAAAAAP4/9w-AyKfBlWY/s1600/1+womans.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 295px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S_H7wqnuikI/AAAAAAAAAP4/9w-AyKfBlWY/s400/1+womans.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472431835725072962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Natalie Portman&lt;br /&gt;2 - Scarlet Johansson&lt;br /&gt;3 - Kate Moss&lt;br /&gt;4 - Grazi Massafera&lt;br /&gt;5 - Gisele Bundchen&lt;br /&gt;6 - Kate Winslet&lt;br /&gt;7 - Aline Moraes&lt;br /&gt;8 - Camila Pitanga&lt;br /&gt;9 - Adriana Lima&lt;br /&gt;10 - Carol Trentini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...........................................................................&lt;br /&gt;...........................................................................&lt;br /&gt;...........................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto a lista do Dunga efetivamente, vale ler a crônica do Luis Fernando Veríssimo de hoje (link: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2905999.xml&amp;template=3916.dwt&amp;edition=14703&amp;section=70)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo ou errado, sei lá, mas com certeza disposto a encarar uma dividida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7599620615134749450?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7599620615134749450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7599620615134749450' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7599620615134749450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7599620615134749450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/05/escalacoes.html' title='Escalações'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S_H7lZ_txdI/AAAAAAAAAPw/iUHHhiodTno/s72-c/2+mans.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-8644636673997716052</id><published>2010-05-10T20:37:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T07:07:56.363-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Sobre casamento.</title><content type='html'>Os meus 25 estão chegando...aff, 25! Não estou em crise de idade nem nada, acho que essa já deu as caras para mim ano passado (tem até post aqui sobre isso). Mas de qualquer jeito, não tem muito como não ficar confabulando, nem que seja um pouquinho, sobre o futuro. Porque ele já não parece mais tão distante, aliás, ele tá logo ali na frente. "O que você vai ser quando crescer", "com quantos anos vai casar", "quantos filhos vai ter", já não são mais perguntas aleatórias, daquela época em que a gente acha que tem poder para decidir essas coisas. Quer ser atriz, casar cedo ou ter 3 filhos? Vai atrás, filha, tic-tac-tic-tac-tic-tac!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio dessas confabulações, principalmente nos neurônios fervilhantes da cabeça feminina, sempre está presente a idéia do casamento. Claro: 3 em cada 4 comédias românticas americanas mostram o casamento como o objetivo último de felicidade da mocinha. E 3 em cada 4 mocinhas com quem eu convivo acreditam nessa idéia. O que me preocupa, meus caros, é que eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: não é que eu não quero casar, é que eu simplesmente não vejo como uma festa no Plaza para 400 pessoas pode ser o meu final feliz. No auge do meu romantismo eu até imagino uma declaração de amor inesperada numa viagem como o meu final feliz, a descoberta de uma gravidez desejada, a decisão de morar juntos tendo a mais completa certeza de que isso é o certo a se fazer. Já o vestidão branco e o buquê na mão... hmmm, não me dizem muita coisa não! Encontrar alguém com quem eu tenha total sintonia eu quero, tomar chuva de arroz com ele... não sei. Amor sim, casamento não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eu digo que isso me preocupa eu estou sendo sincera. Porque eu acho tão mais fácil simplesmente ser tradicional às vezes. Conforme o tempo vai passando e eu vou vendo as pessoas tomarem os seus rumos, eu vou percebendo que certas gurias são - e sempre foram, é muito fácil perceber - "casadouras", por assim dizer. E essas gurias, eu digo com a mais absoluta certeza, VÃO se casar. Não sei se com o amor da vida delas, não sei se serão felizes, mas aquele "final" é um objetivo tão concreto na cabeça delas, que vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o tipo das não-casadouras, no qual eu me auto-insiro, é tão mais complicado... É o tipo que tem muitos objetivos além de uma vida a dois: tem os planos profissionais, viagens, tem uma vida pessoal e social bem feliz, mesmo estando sozinha. E isso não quer dizer que elas não queiram casar, todo mundo quer alguém, óbvio. Mas simplesmente precisam de muito mais para abrirem mão de tudo que querem conquistar. Aliás, precisam conciliar - e conciliar, meu bem, ah, conciliar não é nada fácil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu, que sempre me orgulhei da minha independência, de gostar de ir no cinema sozinha às vezes, de não ver problema algum em simplesmente tacar meu carro e pegar a estrada, começo a pensar se isso não é um peso às vezes. Lendo a biografia da Simone de Beauvoir (livro que eu a-mo! &lt;strong&gt;#ficadica&lt;/strong&gt;), noto que admiro demais pessoas que não seguem o estipulado, que trilham o seu próprio caminho(alguém quer saber a história de vida do cara certinho que paga todas as contas em dia, casou, tem filhos e come macarronada todo domingo? NOT!). O problema é que nas biografias dessas pessoas admiráveis acaba ficando evidente, também, que isso muitas vezes traz sofrimento. O Sartre dizia que "&lt;em&gt;ser livre era assutador. A maioria das pessoas fugia da sua liberdade&lt;/em&gt;". E não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o casamento, diz Simone: "&lt;em&gt;falo de amor de forma mística, sei o preço. Sou muito inteligente, muito exigente e muito engenhosa para alguém ser capaz de se encarregar completamente de mim. Ninguém me conhece nem me ama completamente. Só tenho a mim&lt;/em&gt;". E completa: "&lt;em&gt;para mim, uma escolha nunca é final: está sempre sendo feita (...) O horror da escolha definitiva é que envolve não só o eu de hoje, mas também o de amanhã, razão pela qual fundamentalmente o casamento é imoral&lt;/em&gt;". Um bocado extremista, claro, mas não deixa de ter certa razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que ela fez sim a sua escolha defintiva: muito embora não tenham se casado e tenham tido diversos relacionamentos paralelos, Simone e Sartre ficaram juntos do início da juventude até a morte dele, após 51 anos de convivência e de um dos amores mais bonitos que já me descreveram. Eu não devo ser nada tradicional mesmo, pois acho que prefiro um amor verdadeiro e puro como o deles, ainda que entremeado por escândalos e casos paralelos, do que um casamento Doryana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, eu sei. Eu avisei que o meu caso era preocupante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no extremo oposto dessa minha convicção, acabo de ser convidada para a festa de noivado (sim, eu disse NOIVADO - isso ainda existe!)da minha mãe! Admito que achei meigo e bonitinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-8644636673997716052?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/8644636673997716052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=8644636673997716052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8644636673997716052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8644636673997716052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/05/sobre-casamento.html' title='Sobre casamento.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1421708266066527218</id><published>2010-04-27T21:06:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T05:54:23.929-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>As melhores coisas do mundo: cinema e música</title><content type='html'>Lá vou eu ser repetitiva, mas &lt;em&gt;whatever&lt;/em&gt;: adoro quando um filme brasileiro me surpreende positivamente! Eu já disse por aqui mais de uma vez que acho que, quando um filme brasileiro é bom mesmo, dá de dez em qualquer blockbuster americano que aparecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adorado da vez foi &lt;strong&gt;"As melhores coisas do mundo"&lt;/strong&gt;, da diretora Lais Bodansky. Foi o nome da Lais, aliás, que me fez escolher esse filme dentre todas as opções disponíveis no cinema. Diretora do impactante "Bicho de sete cabeças" - filme sensacional e um dos responsáveis pela retomada do cinema nacional - e do sensível "Chega de saudade", ela já se tornou, para mim, uma referência, um nome à la Fernando Meirelles: basta o nome deles nos créditos para me fazer pegar a chave do carro e rumar para o cinema mais próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, ao filme: ADOLESCENTE. Mas não te assusta! Ele é, sem dúvidas, um filme adolescente, voltado para o público jovem e que retrata com perfeição a rotina, dúvidas e inquietações desta fase. Só que ele é tão delicado e tão real, que qualquer um sai dali se sentindo tocado - além de totalmente identificado. E eu digo "qualquer um" por experiência própria: meu pai foi ver comigo e, no auge dos seus cinquenta e poucos, adorou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que esse é um dos primeiros filmes voltado pra o público jovem brasileiro que é realmente bom. Isso foi, para mim, uma das suas grandes sacadas: quantos filmes adolescentes americanos nós já vimos, retratando a high school, as líderes de torcida, os jogadores de beisebol e toda aquela função americana que não tem NADA a ver com a gente? Não fossem os dilemas existenciais idênticos em qualquer parte do mundo, nao teríamos qualquer referência para gostar desses filmes. Acabamos gostando das histórias, mas nunca nos identificando com as situações. Já nesse, além da habilidade em contar a história, do realismo ao retratar os personagens e da sensibilidade marcante, não tem como não se ver na festinha de 15 anos, nas eleições para o Grêmio Estudantil, nas concentras pré-festa, nas conversas sobre a viagem para Porto Seguro e por aí vai. Não preciso nem dizer que eu incorporei todas aquelas referências e fui subitamente transportada para o inicinho dos anos 2000 e senti na pele todas as inquietações dos meus 15 anos! Muitas das quais, não pude deixar de perceber, persistem nos dias de hoje (pode isso?). É engraçado perceber como os pequenos problemas dessa época se tornam monstros na cabeça dos adolescentes. E mais, ver que tal "demonização" desses "pequenos" problemas não deixa de ter razão. Fase difícil essa! Difícil e boa, para dizer mais, inesquecível. Assim como o filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso, se eu te convenci te joga pro cinema, mas antes dá um conferes no trailer: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-jgSPH6zVEI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-jgSPH6zVEI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, estou curiosérrima para ver a tão falada Alice, menos pelo 3D, não tanto pela história e muito pelo Tim Burton! Acho que eu nunca saí insatisfeita de um filme dele, e com a recorrente dobradinha com o Johnny Deep então: tô dentro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim, um pouquinho de Nietzche, em "Além do bem e do mal" para pensar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;como conseguimos desde o princípio manter nossa ignorância, para gozar de uma quase inconcebível liberdade, imprevidência, despreocupação, impetuosidade, jovialidade na vida, para gozar a vida! (...) Chega a nos distorcer as palavras da boc, a nós, homens de saber: de quando em quando nos apercebemos, e rimos, de como justamente a melhor ciência procura nos prender do melhor modo a esse mundo simplificado, completamente artificail, fabricado, falsificado, e de como, involuntariamente ou não, ela ama o erro, porque, viva, ama a vida!&lt;/em&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será mesmo a ignorância chave para a liberdade e impetuosidade? Será que a sabedoria e a compreensão do mundo leva consigo a jovialidade na vida? E se sim, o que escolher: compreender e se preocupar ou ignorar e desfrutar? Para mim, um dilema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOM DO MOMENTO: THE BEAUTIFUL GIRLS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Cause I got music,and it makes me feel alright.&lt;br /&gt;Got this here music,and it helps me ease my mind up...&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TVPznkU0XNg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TVPznkU0XNg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1421708266066527218?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1421708266066527218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1421708266066527218' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1421708266066527218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1421708266066527218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/04/as-melhores-coisas-do-mundo-cinema-e.html' title='&lt;strong&gt;As melhores coisas do mundo: cinema e música&lt;/strong&gt;'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7418989287133129847</id><published>2010-04-15T13:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T13:33:41.852-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Trágicas e Cômicas</title><content type='html'>Tem uma amiga minha que não lê jornal, não tem esse hábito. Aliás, até pouco tempo ela não lia nada, até que surgiu a saga Crepúsculo para fazê-la sucumbir ao mundo das letras (bom, pelo menos alguma vantagem tinha que ter a saga Crepúsculo!). Mas enfim, não se fala sobre vampiros e lobisomens nos jornais, então ela segue dispensando esse tipo de leitura. Pois bem, a falta deste hábito, que antes eu achava ruim só pela falta de cultura geral e noção do que está acontecendo no mundo, se mostrou para mim agora até como causa de risco de vida! Explico: o destaque da Zero Hora ontem era a notícia de um menino que morreu de um choque que levou ao se encostar na grade de uma parada de ônibus de Porto Alegre. Tal parada localiza-se bem em frente a minha faculdade e qual não é a minha surpresa ao passar por lá ontem de noite, depois de ocorrido e noticiado o fato, e ver pelo menos umas duas criaturas beeem descansadas encostadas na grade enquanto esperavam o seu ônibus! Eu, com medo de passar perto da tal parada e os felizes ali, encostadaços no metal que deu o choque fatal em um menino no dia anterior! Das três, uma: ou essas pessoas eram suicidas, ou cansaram da roleta russa e resolveram brincar com a morte de outra maneira ou... não lêem jornal. Sendo a última opção a mais plausível, deixo novamente aqui o conselho para a minha amiga aquela, agora com a pretensão, inclusive, de zelar pela vida dela: VAI LER JORNAL! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que falei dessa notícia, não custa mencionar: não tem quem não se choque com essas mortes inesperadas, beirando o absurdo! Teve essa, teve a daquela menina que estava voltando da faculdade, na mesma Avenida João Pessoa onde se localiza a tal parada de ônibus, e caiu uma marquise na cabeça! Parece que certas vezes a morte quer zombar da gente, meio que enviando um aviso de que tem o poder e pode chegar a qualquer hora. São as típicas situações que "seriam cômicas se não fossem trágicas" e acabam sendo o tipo da coisa que me faz acreditar (ou desacreditar, não sei) em destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo troca de estação! Estou ficando cada vez mais convicta que as minhas estações prediletas são as intermediárias, primavera e outono. Elas vem quando a gente já está cansado da estação anterior (as fortes - ou friozão, ou calorão) e trazem um astral novo, uma sensação que eu adoro! O friozinho mal começou a se pronunciar em Porto Alegre e já me bateu aquela vontade de mantas, botas, queijos e vinhos, cobertor e filme, Gramado, fondue. Hmmmmmmmm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre gostei de revistas de moda, mas agora ando meio viciada em blogs do tipo também e juro que estou ficando com medo, haja vista a frequência com que ando lendo esse tipo de coisa, de incorporar o vocabulário &lt;em&gt;fashionista&lt;/em&gt; ao meu usual. É um tal de &lt;em&gt;hot spot &lt;/em&gt;da estação, &lt;em&gt;jet setter&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;must have &lt;/em&gt;da temporada, &lt;em&gt;high-low&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;vintage&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;make&lt;/em&gt; básico, &lt;em&gt;label&lt;/em&gt; estrelado, fora o sempre presente balaio de &lt;em&gt;it's&lt;/em&gt; (it girl, it bag, it shoe)! E ainda tem nomes como Genovieve Jones, Olivia Palermo e Alice Dellal, que não dizem nada para a maioria dos mortais, mas são modelos a seguir e assuntos a comentar para quem observa esse mundinho! Olha, no meio desse monte de jargões para inglês ver e de nomes para se imitar, dá até para usar de novo aquela expressão lá de cima, só que invertida: "SERIA TRÁGICO, SE NÃO FOSSE CÔMICO". Mas mesmo assim eu adoro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7418989287133129847?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7418989287133129847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7418989287133129847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7418989287133129847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7418989287133129847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/04/tragicas-e-comicas.html' title='Trágicas e Cômicas'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3876234655600092514</id><published>2010-04-06T12:43:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T12:46:10.864-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>Pequenas trilogias</title><content type='html'>3 lugares onde me sinto em paz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Mostardas&lt;br /&gt;2) No cinema, ao apagar as luzes para começar o filme&lt;br /&gt;3) Meu quarto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ruim, mas é bom:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Mar de São Simão&lt;br /&gt;2) Chiclete de pimenta&lt;br /&gt;3) Acordar cedo pra correr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 filmes anos 90 que eu sempre vou querer rever:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Uma linda mulher&lt;br /&gt;2) Ghost&lt;br /&gt;3) O guarda-costas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 lugares onde eu me sinto em casa e para onde eu sempre quero voltar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Rio de Janeiro&lt;br /&gt;2) Praia do Rosa&lt;br /&gt;3) Palmares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 filmes brasileiros que marcaram a minha infância:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Sonho de verão&lt;br /&gt;2) Lua de Cristal&lt;br /&gt;3) Uma escola atrapalhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 situações que eu adoro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) almoço de família&lt;br /&gt;2) encontrilho da Equipe&lt;br /&gt;3) chimas com fofoca na área da minha casa de Mostardas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 seriados que eu vejo e revejo e vejo e revejo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Friends, sempre!&lt;br /&gt;2) Sex and the city&lt;br /&gt;3) Os normais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço feliz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Viagens&lt;br /&gt;2) Compras&lt;br /&gt;3) Leituras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 filmes brasileiros bem diferentes que me fazem acreditar no cinema nacional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Cidade de Deus&lt;br /&gt;2) À deriva&lt;br /&gt;3) Apenas o fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3876234655600092514?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3876234655600092514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3876234655600092514' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3876234655600092514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3876234655600092514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/04/pequenas-trilogias.html' title='Pequenas trilogias'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3717540462693762796</id><published>2010-04-01T06:28:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T06:29:03.753-07:00</updated><title type='text'>BBB</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S7SflmL7L0I/AAAAAAAAAPQ/31pfhEOaLv8/s1600/bbb.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 137px; height: 86px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S7SflmL7L0I/AAAAAAAAAPQ/31pfhEOaLv8/s400/bbb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455160516907052866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tá, podem me xingar, me achar fútil, podem até fechar essa janela do Explorer agora mesmo, mas eu PRECISO fazer isso: vou falar sobre o Big Brother. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho vergonha nenhuma em dizer que eu adoro Big Brother. Aliás, eu até me orgulho um pouco de não ter vergonha nenhuma de dizer isso, enquanto um monte de gente que propagandeia aos quatro ventos o quanto é contra o programa, corre pra ver o que anda acontecendo assim que se vê sozinho com o televisor. Óbvio que tem futilidade ali, muita bunda, muita gente sem nada para falar. Mas, vazias ou não, as pessoas que estão ali são exatamente isso: pessoas. Reais. E isso é o que torna o programa tão atraente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão toda, ao meu ver, não é o voyerismo inerente à coisa toda, como muitos acreditam. O “invadir” a privacidade alheia é o de menos. A grande sacada do esquema é a observação, em tempo integral, da personalidade humana, das reações dela a todo tipo de prova (convivência, ambição, resistência, vaidade). E isso não só em relação aos que estão confinados dentro da casa, mas também aos que estão aqui fora, votando e escolhendo quem “merece” ficar ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim – e pra mim agora vem a grande moral da coisa toda - do BBB se tira, muito mais do que uma idéia da personalidade de cada jogador (e, consequentemente, das diferentes personalidades do ser humano), a noção de moralidade geral – e isso é o que mais me encanta. Analisando cada eliminação e cada vencedor do Big Brother – tendo acompanhado os programas, claro – dá para se ter a exata noção do que o público em geral acha certo, errado, o que admira e o que repudia nas pessoas e nos seus atos. Gente, isso é filosofia pura! Aristóteles baseou sua obra buscando definir o que era ética e a gente acaba tendo uma noção geral do que o público entende por ético de forma simples assim, num reles programa infame de televisão! Calma, não estou sugerindo que se troque a leitura dos clássicos pelas pílulas de sabedoria do Bial, só estou dizendo que, se despindo dos preconceitos, muita coisa que se teoriza lá, se exemplifica aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas 10 edições de programa, é fácil perceber o que encanta o público, Na minha opinião: sensibilidade, integridade e autenticidade. Sensibilidade para construir vínculos na casa (Bambam e Maria Eugênia; Sabrina e Dhomini; Jean e Grazi; Alemão, Iris e Fani; Lado B do Max, Priscila e Fran; Lia, Dourado e Cadu), integridade para assumir suas atitudes (vale dizer que nada obsta que essa integridade venha de forma “malandra”: pode jogar sim, pode até arquitetar coisas, desde que seja verdadeiro) e, por fim, autenticidade, característica rara nos dias de hoje, onde todos - querendo ser diferentes - são tão iguais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até concordo com aquela máxima de que toda unanimidade é burra, mas não consigo aceitar que um dos poucos programas que mobiliza o país (e não, isso não é exagero, basta acompanhar o twitter em dias decisivos do programa) não tenha seus méritos. Acho que nesse caso, a maioria que descarta o programa por puro pré-conceito acaba sendo muito mais tola do que a maioria que o acompanha. E é por isso eu seguirei acompanhando... podem me chamar de fútil, mas eu já fiz a lição de casa e li Ética a Nicómaco, só me resta agora buscar os exemplos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3717540462693762796?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3717540462693762796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3717540462693762796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3717540462693762796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3717540462693762796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/04/bbb.html' title='BBB'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S7SflmL7L0I/AAAAAAAAAPQ/31pfhEOaLv8/s72-c/bbb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2927900025629173479</id><published>2010-03-22T19:15:00.002-07:00</published><updated>2010-03-23T07:58:53.126-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lado poético'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>QUERO (um poema outonal)</title><content type='html'>Quero um tapete de plátanos,&lt;br /&gt;Quero laranja, marrom e vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero o céu limpo e o ar seco,&lt;br /&gt;Quero o azul impressionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero cores quentes embaixo,&lt;br /&gt;E as frias em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há folhas que caem cedo, logo em março,&lt;br /&gt;Há as que demoram mais e perduram até junho, &lt;br /&gt;algumas chegam a julho, pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que o que está velho caia logo para não sofrer,&lt;br /&gt;Mesmo achando lindo que ainda esteja vivo, &lt;br /&gt;Não quero o egoísmo da posse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que se deitem,&lt;br /&gt;Enfeitem nossas vidas&lt;br /&gt;E nos encham de nostalgias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que sejam iluminados pela luz do Sol de outono.&lt;br /&gt;Quero que descansem do verão e se preparem para o inverno.&lt;br /&gt;Quero que abram espaço para as novas folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quero, também, que sempre estejam presentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2927900025629173479?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2927900025629173479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2927900025629173479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2927900025629173479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2927900025629173479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/03/quero-um-poema-outonal.html' title='QUERO (um poema outonal)'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-4113536776363551314</id><published>2010-03-15T10:25:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T10:49:12.386-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>Ilustrando</title><content type='html'>O que ocorre: o meu último post foi sobre mudanças, como o tempo passa e como os acontecimentos de 2010 estão nos mostrando isso. O Pato, sem ler o meu, escreveu exatamente sobre a mesma coisa (só muda o ângulo). Sincronicidade de sentimentos é pouco! Bom, parelelo a isso, recebo um email extamente com esse título: "o tempo passa...". Pensei de pronto: "PQP, será que o mundo todo está sentindo a mesma coisa?". Como no fim do email, ao invés de me emocionar, ou chorar, ou parar pra pensar, eu estava rindo, resolvi colocar ele aqui para ilustrar as nossas confabulações de maneira um tanto mais, digamos assim, brejeira. Voilá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com vocês, a prova de que o tempo passa (através dos contos de fada):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55vf51lS2I/AAAAAAAAANY/c8u1w1B5wJk/s1600-h/cf+bel+ADORMECIDA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55vf51lS2I/AAAAAAAAANY/c8u1w1B5wJk/s400/cf+bel+ADORMECIDA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448915193057069922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BELA ADORMECIDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55vrSt4EwI/AAAAAAAAANg/bxp0NKjIyVw/s1600-h/cf+branca+de+neve.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55vrSt4EwI/AAAAAAAAANg/bxp0NKjIyVw/s400/cf+branca+de+neve.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448915388714193666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BRANCA DE NEVE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55v5WUL6SI/AAAAAAAAANo/vTWPY1d8WP8/s1600-h/cf+chapeuzinho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 275px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55v5WUL6SI/AAAAAAAAANo/vTWPY1d8WP8/s400/cf+chapeuzinho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448915630198352162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CHAPÉUZINHO VERMELHO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55xRalSTgI/AAAAAAAAAOw/H65sUTfcmgM/s1600-h/cf+cinderela.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55xRalSTgI/AAAAAAAAAOw/H65sUTfcmgM/s400/cf+cinderela.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448917143172304386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CINDERELA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55xgqsyz0I/AAAAAAAAAO4/U0CiUGto9xI/s1600-h/cf+jasmin.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55xgqsyz0I/AAAAAAAAAO4/U0CiUGto9xI/s400/cf+jasmin.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448917405196799810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JASMIN&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55x58TLeTI/AAAAAAAAAPA/V8bFw1mDk0w/s1600-h/cf+princesa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 295px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55x58TLeTI/AAAAAAAAAPA/V8bFw1mDk0w/s400/cf+princesa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448917839417932082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A BELA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55yNHE2T2I/AAAAAAAAAPI/D12StqqRKkU/s1600-h/cf+nemo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 358px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55yNHE2T2I/AAAAAAAAAPI/D12StqqRKkU/s400/cf+nemo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448918168728129378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NEMO&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-4113536776363551314?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/4113536776363551314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=4113536776363551314' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4113536776363551314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4113536776363551314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/03/ilustrando.html' title='Ilustrando'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S55vf51lS2I/AAAAAAAAANY/c8u1w1B5wJk/s72-c/cf+bel+ADORMECIDA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-89544616887266612</id><published>2010-03-11T14:06:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T14:07:44.048-08:00</updated><title type='text'>2010, the end of an Era</title><content type='html'>Changes. A brand new year has arrived and suddenly, right at the very beginning, I could not stop thinking about changes. Life is changing, the world seems to be turning upside down, the globe turning again and mixing everything up. This is the year when I turn twenty five. You are young when you are twenty five, some would say. Of course it depends on who your are talking to, but let us say, yes: twenty five is a young age. But, at least for me, this is the turning point in life when you first realize that even your changes aren’t for kids anymore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Everyday you hear news from all over the world about people getting seriously sick, dying, being fired, people making babies, babies being born, old relationships falling apart or people moving God knows when they will come back. The great difference is that this time, it is all happening to me, or to people very close and dear to me. And therefore it somewhat interferes in my life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It comes a time in life when you just cannot run away from all that, and maybe the best thing is to face it. “Come on! You are a grown up now! You can handle it”, I would say a few years ago. “To be a grown up…”, yeah, not that glamorous as I use to think.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Everything changes all the time and we have to deal with it, whether we like it or not. But there is one thing that all these events from 2010 made me face. It only proves that we are alone, since the moment we were born until we die. Good friends will be there for you and maybe that won’t change, but at the end we only have ourselves. Good moments with friends are meant to be lived and we do have to enjoy them every second, but they end. And when you least expect, it is over and everybody is saying how fast it went by.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But not everything is so bad about growing up. Every moment and everyday we learn how to keep the emotions that penetrate our minds, hearts, skin and shake us to the core and change us. And we keep going on, moving on, growing up.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-89544616887266612?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/89544616887266612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=89544616887266612' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/89544616887266612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/89544616887266612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/03/2010-end-of-era.html' title='2010, the end of an Era'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3110201095023877771</id><published>2010-03-09T12:55:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T12:57:56.119-08:00</updated><title type='text'>Duas emoções</title><content type='html'>Eu já previa que 2010 traria mudanças... pois sim, em perfeita sincronia com os acontecimentos, minhas previsões começam a se concretizar (sinceramente, eu estou começando a achar que o ofício da Mãe Diná e do Walter Mercado não é dos mais difíceis não...). Essa semana traz para mim dois acontecimentos do tipo "&lt;em&gt;ei, te liga, minha filha, tu cresceu&lt;/em&gt;" junto com "&lt;em&gt;ai, que apertão no coração!".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã a Mari, co-autora desse blog, atravessa o oceano rumo ao Velho Continente e sabe-se lá quando retorna. Sabe aqueles planos para um futuro distante, do tipo "depois que eu me formar vou largar o direito e fazer um curso de gastronomia na Europa"? Pois é, o futuro longíquo chegou e, quem diria, é amanhã já! Tá, espera aí, como assim??? Não vou me prolongar nesse post dizendo a importância que a Mari tem na minha vida, a companheira especial que ela se tornou e o quanto ela vai me fazer falta. Deixo isso para quando essa falta já estiver latente e eu precisar de um meio para expressar. Registro aqui apenas o sentimento de que o tempo passa, que o futuro está sempre batendo a nossa porta e que - sim! - as coisas mudam. Para o bom ou para o ruim (ou melhor: para o bom E para o ruim), como diria Lulu Santos, "tudo muda o tempo todo no mundo, como uma onda no mar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando em mudança, o outro acontecimento: sábado a minha mais antiga melhor amiga casa. Minha primeira amigona, da minha idade, que casa. Fiz as contas e percebi serem 18 anos de amizade já, pode? Conhecer alguém há 18 anos e manter o vínculo de amizade, carinho e admiração é algo que me orgulha e me deixa feliz demais. E ver essa pessoa realmente feliz, cumprindo mais uma etapa da sua vida, é algo indescritível. Enfim, sábado ela junta os trapinhos oficialmente e, apesar de não ser surpresa, a ocasião me encheu de lembranças de momentos e da importância dela na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, no meio desse início do período de mudanças, eu estou passando a semana inteirinha assim: ora me vem lembranças dos momentos com uma, ora lembranças dos momentos com outra, e as lágrimas teimam em não sair dos meus olhos! Não sei se é de emoção por ver as duas seguirem o caminho que escolheram, se de agonia por não saber como vai ser, por ver que o tempo passa ou se é de alegria por me dar conta que eu tenho duas pessoas tão especiais na minha vida. Provavelmente é a soma das três. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mari me descreveu uma letra de música que diz tudo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Sometimes I feel like throwing my hands up in the air &lt;br /&gt;I know I can count on you &lt;br /&gt;Sometimes I feel like saying "Lord I just don't care" &lt;br /&gt;But you've got the love I need to see me through".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil simplesmente deixar ir aqueles que conseguem te fazer se ver por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voem, amadas, voem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3110201095023877771?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3110201095023877771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3110201095023877771' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3110201095023877771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3110201095023877771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/03/duas-emocoes.html' title='Duas emoções'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2541847714727676992</id><published>2010-03-03T11:08:00.000-08:00</published><updated>2010-03-03T11:14:03.093-08:00</updated><title type='text'>MóDicas:</title><content type='html'>Quem se interessa por moda / maquiagem / novidades e começa a fuxicar na internet vai descobrindo um site, dele descobre outro e quando vê não tem mais tempo para olhar tudo que a rede oferece de bom no aspecto. Brotam blogs super informativos, com dicas de maquiagem, comentários sobre marcas, fotos de roupas, dicas de eventos, entre diversas outras coisas utilíssimas para toda mulher que se preze que queira ficar super/minimamente antenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um monte de gente me pergunta sobre quais são os sites que eu mais olho, mais gosto e talz, resolvi colocar aqui algumas dicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogfarmrio.com.br/?interna=Lw"&gt;http://www.blogfarmrio.com.br/?interna=Lw&lt;/a&gt;=&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Blog da loja Farm do Rio (que eu A-M-O!), com várias novidades principalmente da loja, muitas dicas do Rio e mais um ou outro post de assuntos variados.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://modices.com.br/dasruas/"&gt;http://modices.com.br/dasruas/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Site só de fotos de como a galera se veste... no Rio. É bem bom para olhar tendencinhas, principalmente no verão.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://evariado.wordpress.com/"&gt;http://evariado.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como diz o nome, fala de assuntos variados. Mas todos bem mulherzinha, de moda a filmes água com açúcar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.garotasestupidas.com/"&gt;http://www.garotasestupidas.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dos variados é um dos melhores. Dá dicas de maquiagens, de roupas, curiosidades sobre celebs, mostra lugares legais, etc.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pimentanoteuerefresco.blogspot.com/"&gt;http://pimentanoteuerefresco.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Legalzinho também, bem variado, de repente interesse até a meninos (alguns posts).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.rioetc.blogspot.com/"&gt;http://www.rioetc.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Outro com fotos e novidades cariocas. Obsessão?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sweetestpersonblog.com/"&gt;http://sweetestpersonblog.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De uma blogueira gaúcha, o que facilita nas referências, mas bem conhecida nacionalmente, o que mostra que o blog tem o seu valor. Bem focado em dicas, principalmente de produtos de beleza em geral, mas tem até seus textinhos filosóficos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://thesartorialist.blogspot.com/"&gt;http://thesartorialist.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que se usa nas ruas da Europa. Amo ficar olhando e babando pelo estilo dos europeus! Principalmente no inverno...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.befrassy.com/"&gt;http://www.befrassy.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Também mostra e fala de moda do outro lado do oceano... bem completo, legal.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lookslikepoa.com/"&gt;http://www.lookslikepoa.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que a galera anda vestindo pelos nossos pagos...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cupcakesandcashmere.com/"&gt;http://cupcakesandcashmere.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para mim ela é uma das que tem melhor gosto entre as blogueiras internacionais...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://juliapetit.com.br/category/home/"&gt;http://juliapetit.com.br/category/home/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nem olho tanto, mas de vez em quando passo lá, já que a Julia Petit sempre é referência para os outros blogs.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.naosousofisticada.com.br/"&gt;http://www.naosousofisticada.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bem voltado para moda. Bom.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2541847714727676992?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2541847714727676992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2541847714727676992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2541847714727676992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2541847714727676992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/03/modicas.html' title='MóDicas:'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6366085583831471552</id><published>2010-02-19T04:41:00.001-08:00</published><updated>2010-02-19T04:42:40.937-08:00</updated><title type='text'>Ê saudade que bate no meu coração...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S36HGawM9sI/AAAAAAAAAMc/J-8XNgq367g/s1600-h/rj.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439933944240600770" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S36HGawM9sI/AAAAAAAAAMc/J-8XNgq367g/s400/rj.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6366085583831471552?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6366085583831471552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6366085583831471552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6366085583831471552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6366085583831471552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/02/e-saudade-que-bate-no-meu-coracao.html' title='Ê saudade que bate no meu coração...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S36HGawM9sI/AAAAAAAAAMc/J-8XNgq367g/s72-c/rj.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5842171804082204539</id><published>2010-02-11T10:51:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T04:47:47.073-08:00</updated><title type='text'>Éééé... CARNAVAL!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S3RUH9tMbOI/AAAAAAAAALs/dUSmsZluwjE/s1600-h/carnaval_mascara1.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 296px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437063145942969570" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S3RUH9tMbOI/AAAAAAAAALs/dUSmsZluwjE/s400/carnaval_mascara1.gif" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;País do Carnaval&lt;br /&gt;(Pedro Freire)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção senhoras e senhores&lt;br /&gt;Bem-vindos ao Brasil&lt;br /&gt;O país do carnaval&lt;br /&gt;Escute o som brasileiro&lt;br /&gt;Vem que vai gostar&lt;br /&gt;Do som do pandeiro&lt;br /&gt;Vem se contagiar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nada como Carnaval. Música. Alegria. Amigos. Praia. AMO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja a tradicional e incomparável folia em São Simão com o Funil, seja diversificando por esse Brasil afora... esse ano: Rio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamentos, teorias e devaneios sobre o tema em breve por aqui.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S3RXYc4yGrI/AAAAAAAAAMM/3Ns_i3rOQdE/s1600-h/funil.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por enquanto só posso desejar um bom Carnaval a todos! &lt;strong&gt;NÃO COMPORTEM-SE!!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5842171804082204539?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5842171804082204539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5842171804082204539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5842171804082204539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5842171804082204539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/02/pais-do-carnaval-pedro-freire-atencao.html' title='Éééé... CARNAVAL!!!!'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S3RUH9tMbOI/AAAAAAAAALs/dUSmsZluwjE/s72-c/carnaval_mascara1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6753346422238230722</id><published>2010-01-14T17:04:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T17:59:55.385-08:00</updated><title type='text'>a interpretação dos sonhos</title><content type='html'>Não sou muito de sonhar. Raramente lembro o que sonhei, e quando lembro, normalmente vêm imagens desconexas, desprovidas de sentido; penso nelas ao acordar, mas enquanto leio o jornal tomando café, já esqueci...&lt;br /&gt;Nos últimos dias, isso mudou: à noite, meu cérebro tem produzido historinhas cheias de simbolismo, e eu tenho trocado as palavras cruzadas matinais pela decifragem do meu universo onírico, subitamente enriquecido!&lt;br /&gt;Hoje mesmo, acordei me lembrando de tudo: eu passava um tempo em uma prainha bem primitiva, paradisíaca, com um grupo. Um sujeito desse grupo era um poço de arrogância, um desses urbanóides multiconectados e hiperconsumistas, que se sentia muito superior àquele lugar e às pessoas simples que viviam ali. Era um cara hostil, e atacava um local com deboches, xingamentos e bolinhos de areia (sim, bolinhos de areia, oras). O local, que não era bobo, revidou e saiu a tocar muita areia na nossa casa. Eu, que estava na varanda, fui praticamente soterrada, mas em vez de entrar na guerra de bolinhos, fui falar com o meu colega boçal, que a essas alturas estava bem alterado, com muitas facas nas mãos, os olhos arregalados, injetados de sangue, um horror. Eu falava e ele ia apontando facas pro meu pescoço, mas eu continuava falando, irreconhecivelmente diplomática. Meu discurso era bonitinho, politicamente correto, falava de respeito, das virtudes daquele lugar, daquelas pessoas, da simplicidade. Corta. Pula pra uma cena em que eu acordo, na mesma prainha. Agora já não é mais uma viagem, eu me tornei moradora. Na mesma cama, dormindo comigo, um ex-namorado com quem eu um dia fiz planos na linha de "um amor e uma cabana". Na vida real, esses planos e mais uma série de coisas me encheram de aflição e eu encerrei a história de uma hora pra outra. No sonho, eu paguei pra ver, e ali estávamos, nós e nossa cabana. E a mesma aflição de alguns anos atrás. É como se eu finalmente enxergasse o  que poderia ter sido (coisa que muito especulei) e percebesse que não era aquilo que eu queria. O resto do sonho, basicamente, era eu chorando escondida em cenários de babar.&lt;br /&gt;Abri os olhos e me pus a encaixar as peças: o seboso aquele? Era eu. Era meu lado roots, singelo, praiano, dialogando com o meu lado urbano, complexo, sofisticado e um tanto metido. Passei boa parte da minha vida pensando que teria que optar por uma margem do rio, e há pouco me convenci de que o legal é nadar livremente, e me deixar levar pela correnteza de vez em quando. É poder estar hoje no Rosa, de chinelo e biquíni, e amanhã em Londres, em uma cozinha estrelada, e achar as duas experiências igualmente deliciosas. Não à toa a conversa foi tranquila e positiva no sonho -  no mundo concreto também imperou a harmonia, finalmente. A parte do meu amor do passado foi redentora: um aval sobre as escolhas que eu fiz. Não andava mais pensando nisso, mas alguma parte do meu subconsciente devia estar precisando desse "selo de garantia".&lt;br /&gt;Esse foi só mais um de uma série de sonhos curiosos que eu ando tendo. No divã, ouvi que era característico dessa fase de finalização do tratamento (sim, estou a um passo da alta, e não é só porque eu vou me mudar pro outro lado do oceano!) sonhar, e nos sonhos ver muitas das conclusões às quais nós chegamos nos últimos anos. Faz sentido.&lt;br /&gt;Também se compreende essa minha sanha interpretativa em dias de casa vazia e nostalgia à flor da pele. Tudo remete à partida, ao porvir, às memórias... Tudo isso é muito bom. Até chorar de saudades - reais ou antecipadas - é maravilhoso. É vida! Cada vez mais bonita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6753346422238230722?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6753346422238230722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6753346422238230722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6753346422238230722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6753346422238230722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/01/interpretacao-dos-sonhos.html' title='a interpretação dos sonhos'/><author><name>Mari</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06644466781426281939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-4438362206498000665</id><published>2010-01-11T11:19:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T11:59:08.163-08:00</updated><title type='text'>2010</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S0uDAXGKkBI/AAAAAAAAALk/l63yzjt8IYY/s1600-h/2010.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S0uDAXGKkBI/AAAAAAAAALk/l63yzjt8IYY/s400/2010.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425574218321006610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Comecei 2010 enjoada de Coca Light e sem muita vontade de comer uva. Só isso já era razão para eu começar a me questionar, e para quem me conhece, pensar seriamente se era caso de me internar. Um pouquinho antes de adentrar o novo ano, decidi trocar a loucurada usual com as amigas em Santa por um agradável e há tempos não compartilhado festejo em família, no singelo litoral gaúcho. Eram quase duas da madrugada quando eu me dei conta que estava de pijamas, tomando chá e conversando com minha vó, ao invés de estar no auge da alcoolização com qualquer pessoa que compartilhasse do meu estado e entendesse a minha língua enrolada, como de praxe acontece naquela data. Hospício para mim, devem pensar, fato. Já usei muita calcinha vermelha e rosa nas minhas viradas de ano, pedindo paixão e amor. Algumas vezes usei amarela, tentando fazer rolar um up grade na minha conta bancária. Esse ano, para espanto geral, tasquei uma simples calcinha branca para pedir, pasmem... paz. Pura e simples, três letrinhas, p-a-z. Tudo que eu quero nesse ano que se inicia é paz – e que ela se encarregue de trazer o resto (ou de me conformar por não tê-lo). Conforme os dias do ano novo foram passando, fui notando a minha introspecção, vontade de ler muito, muita fome de informação e pouca disposição para exageros em geral. Sede de tranqüilidade, mar, sombra e água fresca – e por água, pode se entender uma cervejinha também, que ninguém é de ferro. Se 2009 foi ano de pique total – e foi sen-sas-cio-nal – em 2010, sem planejar e nem saber porque, eu reduzi a marcha, e ando numa tranqüilidade gostosa, que eu não consigo prever quando vai passar. Vai passar, não tenho dúvidas, é o velho lance das fases que eu tanto comento. Mas enquanto isso eu vou aproveitando para pôr a minha leitura em dia, a minha saúde em pé e a minha mente em sintonia. Como diria o meu pai, parafraseando algum cantor que eu não lembro bem agora: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Tudo é uma questão de manter&lt;br /&gt;A mente certa&lt;br /&gt;A espinha ereta &lt;br /&gt;E o coração tranqüilo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que eu desejo para mim em 2010. Não se preocupem, acho que ainda não é caso de internação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-4438362206498000665?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/4438362206498000665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=4438362206498000665' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4438362206498000665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4438362206498000665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/01/2010.html' title='2010'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S0uDAXGKkBI/AAAAAAAAALk/l63yzjt8IYY/s72-c/2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2328023646248559815</id><published>2010-01-08T08:21:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T08:25:50.861-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>Lidos</title><content type='html'>Mais uma vez, estou órfã! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a impressão que eu tenho toda vez que termino um livro que eu gostei demais. É quase como a sensação de fim de romance, bate aquele vazio, uma mistura entre a tristeza de ter perdido um “companheiro” com o prazer que aquilo me proporcionou até então. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez foi com o “Pra sempre teu, Caio F.”, da Paula Dip. Espécie de biografia do Caio Fernando Abreu, escritor que eu a-m-o e passei a admirar mais ainda. Tenho diversas coisas para comentar desse livro, sensações, conclusões, impressões. Sobre o texto do Caio e sobre a vida dele, personalidade. E sobre como ambos se unem. Sobre o gosto por escrever acima de qualquer coisa. Sobre cartas. Sobre as reações das pessoas na iminência da morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite que terminei o livro eu nem dormi direito, a cabeça não parava de funcionar, sonhei a noite inteira com aquilo tudo. Fiz dezenas de textos mentais sobre ele para postar aqui enquanto tentava dormir. Obviamente não lembro mais de nenhum. De qualquer jeito, é verão em Porto Alegre, férias da faculdade e fim de semana de viagem, os mil comentários vão ter que ficar para depois. Acaba que o post é só de dica mesmo, afinal, nada como um bom livro à beira-mar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, enquanto isso, catei um outro livro para começar agora, mas parece que nunca vai ser a mesma coisa, que ele não vai suprir nem acrescentar coisas em mim como o outro fez. A comparação, nesses casos, é inevitável. Como eu disse, praticamente um fim de romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S0dcbDY-y3I/AAAAAAAAALc/mwJhMQIUGlw/s1600-h/caio+f.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 180px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S0dcbDY-y3I/AAAAAAAAALc/mwJhMQIUGlw/s400/caio+f.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424405896027360114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2328023646248559815?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2328023646248559815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2328023646248559815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2328023646248559815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2328023646248559815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2010/01/lidos.html' title='Lidos'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/S0dcbDY-y3I/AAAAAAAAALc/mwJhMQIUGlw/s72-c/caio+f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5899335949292024364</id><published>2009-12-21T12:20:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T12:23:10.743-08:00</updated><title type='text'>Coisas de fim de ano...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/Sy_Yvu6S3kI/AAAAAAAAALM/V42Z7o0sKh0/s1600-h/luzes-de-natal.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/Sy_Yvu6S3kI/AAAAAAAAALM/V42Z7o0sKh0/s320/luzes-de-natal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417787191307984450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho que confessar que não entendo muito as pessoas que acham fim de ano melancólico. Para mim, desde criança, essa é uma época deliciosa. Naqueles idos eu certamente devia creditar a minha adoração aos presentes, mas agora (já que estes diminuem na mesma proporção com que a idade aumenta) eu percebo que mil coisas me fazem feliz a essa altura do ano: adoro a sensação de que, com o ano que chega, vem junto uma nova chance de melhorar o que está ruim, de se fazer o que não se fez. Pode ser ilusório, mas amo fazer mil planos para o ano que está chegando e acreditar mesmo que eu vou cumpri-los. Gosto de ficar relembrando o que aconteceu no ano que passou, as coisas boas, as novidades, os ganhos e as perdas. Perceber o quanto eu vivi e o quanto eu mudei neste intervalo de 365 dias. Mas, acima de tudo, tenho verdadeira paixão pelas confraternizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É festinha da empresa, da faculdade, dos amigos, da família. É tão raro conseguir juntar todo mundo nesses tempos corridos, mas no Natal todo mundo dá um jeito! Para mim não tem nada melhor do que a familiarada reunida, aquela bagunça e falação geral; poucas coisas são mais divertidas do que as festas e confraternizações de fim de ano do escritório, quando a gente passa a conhecer um outro lado daqueles com quem convivemos todo dia. Por fim, o fim de ano da EQUIPE, sempre uma delícia. Pessoas com quem convivo o ano inteiro, com quem falo todo dia, que me conhecem realmente, me divertem, sofrem junto, para quem peço ajuda, conto tudo, sou eu mesma. A família que eu escolhi, uma das coisas que eu mais me orgulho de ter conquistado/construído na minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano, porém, a festinha equipística teve um quê diferente. Somavam-se em mim dois sentimentos distintos: a óbvia alegria de estar ali e a incômoda sensação de não saber como vai ser no ano que vem. Pois é, 2010 promete ser um ano de mudanças, algumas já confirmadas, outras com grandes possibilidades de ocorrer e mudança sempre traz medo – apesar de também trazer crescimento. Mas não adianta: me dá um aperto enorme no coração pensar que ano que vem o desfalque pode ser grande na nossa já tradicional festa de fim de ano, coisa que naquele fim da adolescência, quando começou, parecia que seria para sempre... assim como parecia ser para sempre a presença de cada um da EQUIPE no meu dia a dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que as mudanças vão ser para melhor, que com tudo se acostuma e principalmente: que não tem distância que separe o que anos de amizade e muita coisa em comum reuniu. Mas que o pensamento de que não terei toda a EQUIPE para compartilhar uma quantidade considerável de álcool enquanto tomo banho de piscina de noite e falo merda usando trajes sumários deixa esse meu fim de ano um pouquinho mais melancólico, ah isso deixa. E assim talvez eu passo a entender aquelas pessoas que eu citei lá no início. De repente entendê-las-ei ainda melhor ano que vem – ou, ao contrário, começo a desacreditá-las de vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5899335949292024364?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5899335949292024364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5899335949292024364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5899335949292024364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5899335949292024364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/12/coisas-de-fim-de-ano.html' title='Coisas de fim de ano...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/Sy_Yvu6S3kI/AAAAAAAAALM/V42Z7o0sKh0/s72-c/luzes-de-natal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-8905687162104444256</id><published>2009-12-18T14:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-18T14:24:08.817-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Cidade Fantasma</title><content type='html'>Numa semana muito chuvosa em Porto Alegre, num curto período de tempo em que estava apenas nublado, vinha eu andava de ônibus pela avenida Don Pedro II na direção da Avenida Assis Brasil até o Teatro do CIEE que fica na própria Dom Pedro. O ônibus vinha balançando comigo sentado no banco do corredor e um monte de gente a minha volta. Pessoas com as axila bem expostas, com os braços agarrados nas barras de ferro pintadas de amarelo. E o ônibus balançando. Eu tinha certeza que cada vez entravam mais pessoas, enquanto pouquíssimas saiam. E cada vez mais gente passando e balançando e sua região pélvica perto da minha boca, nariz e olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando percebi que entramos na rua que eu queria, mesmo não sendo a parada mais próxima do meu destino, sabia que estava perto. Me levantei com uma mistura de coragem, nojo, raiva e outros sentimentos parecidos com esses, puxei a cordinha vermelha que eu fiquei com medo de arrancar caso o motorista desse uma freada justo no momento em que eu estava com a mão enganchada nela. Fui meio com pressa me roçando nas pessoas o mais rápido que podia, mas ao mesmo tempo tinha uma certa cautela com medo de levar um safanão. Cheguei perto da porta dos fundos, o motorista freou, abriu a porta e logo que desci arrancou rapidamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que portava minha pasta cinza claro e um livro pesado de 30cm por 30cm, tropecei no cordão da calçada e, de muito mal humor, dei de cara com um prédio enorme, cinza escuro, sombrio, com janelas de ferro e os vidros foscos na sua maioria quebrados, como se vândalos tivessem apedrejado todas as aberturas no intuito de acertar os espaços internos ou as pessoas que lá estavam. Outra alternativa possível seria que uma guerra civil tivesse acontecido ali com direito a tiroteios e tudo mais que possa envolver uma guerra desse tipo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando o que é que poderia ter acontecido naquele elefante gigante que estava perdido no meio de uma zona cheia de novos prédios comerciais de milhares e milhões de reais como se fosse invisível. Como pode ser que eu nunca o tivesse percebido, perguntava a mim mesmo. Onde já se viu uma coisa de cimento cor de grafite, toda manchada de mofo, de manchas que de certo escorriam do ferro enferrujado das janelas podres? O que aquilo estava fazendo ali? Totalmente deslocado. Cheguei a pensar em uma instalação da Bienal do Mercosul, em que tudo é arte. Certa vez, me lembro de ter visto, nesse caso num museu, uma sala toda de tijolos e com cimento no chão. Em construção. O artista dizia que aquela sala era com um caderno que tinha que ser completado com o conteúdo. Vá que o tal elefante gigante mau cheiroso fosse uma obra desse mesmo autor, cujo nome não vale ser lembrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do meu compromisso no teatro, decidi dedicar algumas horas para investigar o que poderia ser aquilo. A construção ocupava toda a quadra. Peguei a rua lateral, e a aparência só piorava. Ou, pensando bem, melhorava porque o muro lateral estava todo pichado, o que, de certa forma, tirava um pouco a atenção para o mausoléu que ficava dentro do muro. Visto que pichação tem em qualquer lugar na cidade, essas até traziam um ar de normalidade para o prédio. Segui até a rua de trás, e a fachada de entrada do edifício era do mesmo cinza grafite manchado e com as janelas quebradas. A diferença é que não tinha muro na volta, e o horror ficava cara a cara com o observador. A entrada principal estava trancada com uma grade de alumínio com um fundo branco que formavam uma porta grande com abertura no meio. Ao lado, uma espécie de janela grade de ferro pintada de verde e já toda descascada, e mais adiante havia uma outra entrada com grade de correr, de cima para baixo com um rolo, onde se enrola a grade de ferro com pequenos buracos ovais, na parte de fora expondo suas quebraduras e ferrugens. Algumas janelas estavam abertas, mas não se percebia sinal algum de qualquer ser humano vivo que pudesse estar circulando ali naquele momento ou, sequer, que tivesse circulado nos últimos cinco anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças à natureza, algumas árvores davam uma leve disfarçada na fachada, mesmo tirando a luz e dando mais sobriedade. Em cima da porta principal estava o nome em preto com letras gordas escrito Corlac, a antiga companhia de laticínios que pertence ao Estado do Rio Grande do Sul. É um lugar tão abandonado que cheguei a ficar com medo. Com todas as ações corruptas que se vem e ouvem todos os dias, achei que o lugar era perfeito para se planejar um belo crime e esconder provas de qualquer coisa. A porta estava trancada. Bati, gritei baixinho e, convenhamos que graças aos Deuses ninguém atendeu. Teria tomado um susto mesmo se a pessoa mais bela e educada do mundo tivesse me aberto a porta. Eu teria certeza que se trataria de um fantasma. Mas, aparentemente, os únicos ruídos que vinham lá de dentro eram de um lento desabamento do concreto e dos ratos circulando por cima das poças de água acumuladas das fortes chuvas da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei preocupado com esse buraco negro que existia na cidade. Era como se eu tivesse, ao saltar do ônibus, atravessado um portal mágico para uma outra dimensão que, de repente, pairava gigante diante dos meus olhos. Descobri que existem em Porto Alegre mais de 100 portais mágicos como este espalhados pela cidade, e todos do governo do Estado do Rio Grande do Sul. Há alguns outros também abandonados, porém privados, mas que também dizem respeito ao governos, levando em consideração que ficam em zonas centrais da cidade onde pessoas circulam e acabam, em função disso, sendo obrigadas e conviver com a leptospirose, a dengue, a gripe A ou simplesmente com o cheiro fétido que circula por zonas como a Voluntários da Pátria, a Duque de Caxias, o viaduto da Farrapos que emenda no túnel, onde prédios abandonados ou repartições públicas esquecidas pelo governo se encontram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre é de fato uma cidade assustadora. De um lado vemos tanta coisa nova em construção, alguns poucos prédios tradicionais da cidade sendo reformados e quando eu achava que a cidade estava se modernizando, PA! Me dou conta de que os fantasmas estão escondidos assombrando as pessoas que circulam distraídas pelas ruas preocupadas com as superlotações dos ônibus ou pensando em fazer arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado ou trágico é que muitos desses edifícios abandonados são usados ou para depósito de móveis que não tem mais uso, como computadores velhos, ar condicionados estragados e tralhas em geral, ou socam uns grupos e órgãos de artes cênicas lá dentro pra eles não reclamaram mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de chamar os Ghostbusters, sejam eles cidadão conscientes, políticos engajados ou empresários que ocupem lugares como esses e passem um aspirador gigante sobre as construções que inundam de lixo e medo essa principal cidade do povo que se orgulha tanto de ser avançado em relação aos outros. Esses que assim falam, certamente ainda não se depararam com os fantasmas que estão circulando por toda a parte. Fffrrrrrrr. Um calafrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-8905687162104444256?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/8905687162104444256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=8905687162104444256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8905687162104444256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8905687162104444256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/12/cidade-fantasma.html' title='Cidade Fantasma'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-8438578082771717600</id><published>2009-12-09T06:07:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T06:37:04.440-08:00</updated><title type='text'>Pipoca</title><content type='html'>Depois de um período de marasmo cinematográfico na cidade, estrearam há pouco vários filmes que eu andava há tempos querendo assistir. Em vista disso, me propus a ir ao cinema todos os dias desta semana, e embora seja recém terça feira, já me coçaram os dedinhos pra escrever por aqui.&lt;br /&gt;Ontem o eleito foi Julie &amp;amp; Julia. Com a sinopse falando em comida, &lt;em&gt;Cordon Bleu&lt;/em&gt;, blog e Meryl Streep, evidente que eu criei grandes expectativas. Mas confesso que no pós-filme cheguei a comentar com alguém que a minha porção cozinheira tinha gostado, enquanto que a porção restante tinha dormido do início ao fim... Meus olhos brilharam nas cenas que envolviam assassinatos de lagostas, suflês de alturas vertiginosas, feiras e &lt;em&gt;boulangeries&lt;/em&gt;, mas as historinhas que justificavam toda a comilança não despertaram em mim qualquer emoção além do tédio. Saí do cinema creditando esse desdém ao meu coração de pedra, incapaz de se emocionar com historinhas bonitinhas e mimimí, então nem dei bola, já sei que sou assim mesmo...&lt;br /&gt;Porém, ainda que eu tenha achado a Julia Child muito mala, soltando uns guinchos  estridentes a todo momento, e a Julie Powell meio bobinha, com seus constantes &lt;em&gt;meltdowns, &lt;/em&gt;as idéias por trás das respectivas histórias me agrada bastante. A primeira era esposa de um diplomata, foi parar na França por conta do trabalho do marido e lá resolveu estudar culinária pra ocupar o tempo, já que o que mais amava fazer na vida era comer. Virou um fenômeno de popularidade e apresentou aos americanos a arte da cozinha francesa. A segunda era uma burocrata, frustrada com o emprego e o apê-ovo no Queens, que decidiu fazer todas as receitas do livro da JuliA ao longo de um ano, postando tudo em um blog. Buscava um novo sentido pra vida, e a empreitada acabou dando muito certo. Por que eu não gostei do filme mesmo? No fundo, acho que impliquei com as duas por ela serem extremamente americanas, uma se recusando a falar francês na França (ou falando DAQUELE jeito...), e a outra um tanto histérica e manteiga derretida (o que ela tomaria como um elogio, garanto).&lt;br /&gt;Hoje é que eu fui me dar conta, por contraste, do real motivo para eu ter torcido o nariz pras "Juliettes": sou muito mais Coco. Pois é, fui ver Coco &lt;em&gt;avant &lt;/em&gt;Chanel e cheguei a essa conclusão. A francesinha meio antipática, que não fazia a menor questão de agradar - e ainda assim agradava, segue agradando -, &lt;em&gt;sel made woman&lt;/em&gt;, que jamais soube se imaginar como "a esposa de alguém", etc., etc., fez muito mais a minha cabeça. Que os atributos citados não passem uma idéia equivocada: Chanel não foi uma &lt;em&gt;workaholic &lt;/em&gt;fria, calculista, desprovida de sentimentos. A mulher amou demais, foi igualmente amada, sofria com o abandono do pai, teve medo de meter os peitos e ir ganhar a vida fazendo chapéus em Paris, tudo isso... E mais, ela sempre soube que não poderia se dar ao luxo de aguardar a aparição de um marido rico que a sustentasse - sem contar que definitivamente não tinha o temperamento que se esperava de uma boa esposa naquela época...&lt;br /&gt;O filme não é nenhuma obra-prima, mas permite que se compreenda bem essa aura de austeridade e mito que cerca a dama que alçou pérolas, &lt;em&gt;tailleurs&lt;/em&gt;, bolsas de matelassê com alças de corrente douradas e a cor preta ao &lt;em&gt;status &lt;/em&gt;de ícones de estilo atemporais.&lt;br /&gt;Eu sei que é muito fácil aplaudir de pé uma personagem que incorpora com tanta elegância aqueles defeitos mais arraigados em mim mesma. Por outro lado, surge um certo mal estar quando se percebe que muitas vezes, esse tipo de personalidade pode redundar em uma solidão tremenda. Por isso, farei algumas concessões: quando crescer, quero ser uma combinação dessas mulheres todas - cozinheira de mão cheia, e independente, sim, mas com espaço pro riso, pro amor e pra uma que outra frivolidade na vida. E sempre com pérolas em volta do pescoço (bossa que Julia, Julie, eu e milhões de mulheres pelo mundo herdamos de Mademoiselle Chanel).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-8438578082771717600?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/8438578082771717600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=8438578082771717600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8438578082771717600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8438578082771717600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/12/pipoca.html' title='Pipoca'/><author><name>Mari</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06644466781426281939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5149066134181432765</id><published>2009-11-27T15:30:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T15:48:39.621-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><title type='text'>No teu deserto</title><content type='html'>Manias.Parece que, ao mesmo tempo em que vamos somando anos à idade, vamos juntando manias ao rol das que já possuimos. Minhas amigas sabem do meu pavor a copo cheio, por exemplo. Ele indiscutivelmente foi se agravando ao longo dos anos, a ponto de hoje em dia correr sério risco físico qualquer um que encha meu copo até a borda.A mania de sublinhar toda e qualquer frase interessante do livro que eu estou lendo é outra que foi se aprofundando, a ponto de atualmente eu me chatear quando estou lendo livro emprestado - que eu não posso riscar - ou quando não tenho uma caneta por perto. O bom dessa última mania é que, ao passar os olhos novamente pelos livros lidos, pesco imediatamente as coisas que me chamaram atenção, às vezes me lembrando exatamente a fase da vida que eu vivia na época da leitura, como me sentia, ou o porquê de eu ter gostado daquilo que sublinhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma dessas vezes em que dei uma segunda passada de olhos por livros já lidos, me deparei com frases que novamente me tocaram, de um livro não menos sensacional. "No teu deserto", do português Miguel Sousa Tavares é sensível, delicado, pungente.Em pouco mais de 100 folhas o autor conseguiu contar uma história e demonstrar um sentimento profundo. Fica a dica e ficam, junto, algumas das frases do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Mesmo a desordem necessita de uma ordem que lhe dê um sentido para que não seja apenas leviandade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A alturas em que a beleza é tão devastadora que magoa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A terra pertence ao dono, mas a paisagem pertence a quem a sabe olhar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A coisa mais bonita e mais difícil de partilhar entre duas pessoas é o silêncio".   &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5149066134181432765?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5149066134181432765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5149066134181432765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5149066134181432765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5149066134181432765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/11/no-teu-deserto.html' title='No teu deserto'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2256663863939765293</id><published>2009-11-24T11:43:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T12:02:24.018-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/Sww4W0HjCxI/AAAAAAAAALE/2cRJMaYOs2U/s1600/cristo-redentor-rio-de-janeiro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/Sww4W0HjCxI/AAAAAAAAALE/2cRJMaYOs2U/s320/cristo-redentor-rio-de-janeiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407759217163701010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rubem Alves&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2256663863939765293?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2256663863939765293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2256663863939765293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2256663863939765293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2256663863939765293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/11/saudade-e-nossa-alma-dizendo-para-onde.html' title='...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/Sww4W0HjCxI/AAAAAAAAALE/2cRJMaYOs2U/s72-c/cristo-redentor-rio-de-janeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6094857241585694623</id><published>2009-11-20T09:53:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T09:57:34.828-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Chato isso...</title><content type='html'>“Politicamente correto”. Ô coisa que me irrita! O Obama mata uma mosca em rede nacional e é crucificado pelos ambientalistas mundo afora, o Maurício de Souza faz um personagem dar a entender que é gay e chovem críticas em cima dele, o Caetano fala mal do Lula e vira um bafafá, o Santana escreve dizendo o quanto preza seu cigarrinho diário e quinhentos leitores reclamam que um cronista lido como ele não pode prestar esse tipo de influência, a Fernanda Lima falou que de vez em quando, no auge da irritação, tem vontade de chacoalhar os filhos e já foi taxada de péssima mãe. Saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Será que as pessoas realmente acham mais legal que todo mundo se travista de atitudes consideradas louváveis, quando todo ser humano, na verdade, é indefinível, impreciso e imperfeito? Quanta hipocrisia! Peço desculpas se eu como carne de boi sem nem me preocupar com o pobre do bichinho ou se às vezes eu demoro no banho, prezando mais pelo meu relaxamento depois de um dia estressante do que pela economia de água. Acontece, como diria uma grande amiga. Não é que eu concorde com a roupitcha que a tal da Geisy foi para a faculdade, por exemplo, mas daí a achincalhar a pobre coitada tem uma razoável distância. E daí a encher páginas de jornais durante uma semana sobre o assunto, então...quanta falta do que dizer! Que chatice gigantesca esses julgamentos morais em torno de questões, digamos assim, menores. Que questionem a política então e não o erro de português que a pobre da Sasha – de 11 anos - cometeu. Nem todo aquele que fuma maconha é um drogado-vagabundo, nem todo que trai é filho da puta, nem toda loira é burra, nem toda “peteca” é fútil. Muito embora muitos desses efetivamente o sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso tudo: que não venham me falar da minha foto aí de cima, nada por aqui é politicamente correto. Muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: parábens para o Purfa, quase 4 anos e lindo de cara nova!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6094857241585694623?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6094857241585694623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6094857241585694623' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6094857241585694623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6094857241585694623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/11/chato-isso.html' title='Chato isso...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3618404412671569200</id><published>2009-11-20T03:44:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T04:12:07.649-08:00</updated><title type='text'>Cara Nova</title><content type='html'>Para os nossos assíduos leitores, para os nossos esporádicos leitores, para os velhos, novos e para nós mesmos, nosso blog está e cara nova! E, como não poderia deixar de ser, revelando uma face de cada um destes aqui que contribuem para o conteúdo  do site. Como diz a Luiza, dá até mais vontade de escrever.&lt;br /&gt;Pois bem, vamos à luta, atrás de mais pensamentos, teorias e devaneios que nos façam refletir, que nos divirtam, que nos instiguem, que nos apaixonem. As vezes, o melhor desse exercício da escrita no blog é ficarmos mais atentos para os diversos acontecimentos das nossas rotinas, o que, deliciosamente, nos tira da rotina. &lt;br /&gt;Pois bem, aqui estamos nos aproximando do quarto ano de PURFA e, graças aos Deuses, incansáveis.&lt;br /&gt;Aproveitem, porque nós já o fazemos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3618404412671569200?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3618404412671569200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3618404412671569200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3618404412671569200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3618404412671569200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/11/cara-nova.html' title='Cara Nova'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3976696138088310649</id><published>2009-10-26T17:44:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T18:22:01.523-07:00</updated><title type='text'>1, 2, testando...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fui assaltada. Roubaram minha senha do e-mail que eu usava pra acessar o blog e o orkut. Só não foi um latrocínio virtual porque eu mantive e-mail pessoal, twitter e facebook (ainda que este eu quase não use). Assim, como eu andei sem muita vontade de me expressar, passei uns vários dias em silêncio, com surtos eventuais de 140 caracteres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora resolvi voltar. Fiquei com saudade. E nos meus dias em frente ao computador fui tecendo umas teses absolutamente inúteis, mas se o caro leitor está aqui atrás de algum nobre propósito, sinto dizer que veio ao lugar errado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sigo muita gente no twitter. São 158 perseguidos, pra ser mais exata. Se sigo alguém que não costuma se manifestar, é provável que eu continue seguindo essa pessoa indefinidamente. Se sigo alguém que escreve idiotices que me fazem rir, seguirei... seguindo, e quando a identificação for profunda, hei de retuitar. Sigo quem me mantém informada: sobre as notícias do mundo, do país, da cidade; sobre as fofocas e baixarias dos chiques&amp;amp; famosos; sobre gastronomia, moda, música. Sigo mal-humorados espirituosos, bêbados convictos, versos do Chico, uma chef apaixonada, e completos desconhecidos, que pra estarem ali devem ser no mínimo engraçados, porque o fim último do twitter é diversão, pelo menos pra mim. Sigo amigos também, claro. Lógico que além de serem meus amigos, são pessoas interessantíssimas que sempre têm algo a dizer, ainda que na maioria das vezes não passe de imbecilidades. Imbecilidades hilárias, portanto absolutamente dentro do meu padrão de exigência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se ganho um seguidor, vou ver quem é. Posso fazer isso, pois não sou nenhum fenômeno de popularidade, como o Bonner, e tenho bastante tempo livre. Se a pessoa nem fala a minha língua, desconfio, já que eu só tuíto em português. Se é propaganda, paciência, pode me seguir, mas eu prefiro tirar proveito da assimetria dessa rede social. Se eu me deparo com um tweet divertido, sigo de volta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes acontece de uma dessas criaturas que aparecem fortuitamente na minha timeline desandarem a escrever monguices. Monguices sem a mínima graça. Como que tomadas por uma compulsão, tuítam diarreicamente e torram o meu saquinho. Espero um pouco pra ver se o surto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;passa, mas se o ritmo continua frenético e vazio, des-sigo. E acho engraçadíssimo quando a pinta se ressente e me des-segue de volta. Tipo: "ah é, é? Tu vai ver!". Chega a ser uma homenagem, porque aquele ser, afinal de contas, tá seguindo meu exemplo, livrando-se do entulho. Exceto pelo fato de que eu não faço questão de ser onipresente nas timelines alheias, mas anyway...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses mesmos tipos adoram falar da "massa de tapados" que mina a internet, da qual eles estão vertiginosamente acima. Hoje mesmo dei um unfollow em um que postou uma entrevista completamente retardada, com dizeres do tipo: "bom saber que existem pessoas acima do nível geral de babaquice da humanidade", ou alguma coisa assim... Ah, vai tomar banho...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem contar o poeta que posta versos insípidos, inodoros e indolores achando que ousa, choca, quebra paradigmas ou coisa que o valha. Parece que vai lançar um livro de tuitadas, agora na Feira do Livro. Qual é o sentido de se fazer um livro baseado no twitter, oh céus?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu adoro o twitter. Continuo seguindo quem tem alguma coisa a dizer, especialmente aqueles que não se levam a sério. Mas, retuitando a Cora Rónai decidi: não tenho paciência com quem eu não tenho paciência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3976696138088310649?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3976696138088310649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3976696138088310649' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3976696138088310649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3976696138088310649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/10/1-2-testando.html' title='1, 2, testando...'/><author><name>Mari</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06644466781426281939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6748839935754463011</id><published>2009-10-24T20:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-24T20:16:43.329-07:00</updated><title type='text'>FIM</title><content type='html'>"Isso é só o fim. O importante a gente já viveu" – disse a namorada, enquanto os dois caminhavam e conversavam como forma de despedida, já que ela estava indo embora e o namoro ia terminar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase do filme “Apenas o fim” me pegou. Não é uma bela maneira de se encarar um fim, seja ele qual for? Ninguém gosta e lida bem com términos, principalmente se alheios a nossa vontade. Um fim de namoro, de casamento, de uma amizade, uma demissão, a morte. Difícil lidar com a sensação de vazio que essas situações trazem. Cai o chão, a insegurança reina, fim do mundo? O desconforto que vem com a perda é talvez um dos maiores sofrimentos possíveis, sair da zona de segurança e rumar para o incerto. Perder. Acabar. Fim. Merda, hein? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda, definitivamente. Mas será que não devíamos pensar que só perde quem um dia teve? E principalmente que, se a dor da perda é diretamente proporcional a intensidade do que foi vivido, a tristeza trazida pelo fim não seria um certificado de que antes houve felicidade? Uma espécie de ISO9000 da plenitude?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprender a lidar com o fim talvez seja um dos maiores desafios da humanidade desde as cavernas. Todo o apelo das religiões, por exemplo, reside aí. Grande parte dos estudos da psicologia e da filosofia partem daí – ou pelo menos deveriam. Eu não acredito em fórmula da felicidade, mas não tenho dúvidas de que tentar aceitar (entender, na realidade) a perda é um bom começo. Será essa uma parte do desapego defendido pelos budistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não sei se eu conseguiria, perante o fim de algo que eu realmente gostasse, pensar simplesmente: é “apenas o fim”, mas o fim não é nada diante de tudo que foi vivido. Provavelmente não, o emocional descontrola nessa hora. O que eu sei é que pensando racionalmente me parece ser esse o caminho. Acho que, se como dizem, o tempo é o melhor remédio, a perspectiva que ele traz deve ser seu princípio ativo e a noção de que o “ter vivido” transcende e muito ao “ter acabado” deve ser a cura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6748839935754463011?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6748839935754463011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6748839935754463011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6748839935754463011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6748839935754463011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/10/fim.html' title='FIM'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2862467330301690669</id><published>2009-10-16T13:49:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T13:51:21.568-07:00</updated><title type='text'>2012???</title><content type='html'>Até os meus 18 anos eu nunca tinha visto ocorrer um Tsunami em nenhum local do mundo. De lá pra cá, só 6 aninhos, dois já arruinaram Indonésia, Tailândia e arredores. Santa Catarina sofreu dois anos seguidos com chuvas desmedidas e as conseqüentes enchentes, coisa que eu não lembro de ter visto antes também. Hoje é sexta-feira e eu não estou afim de tomar uma ceva. Não recordo um tempo tão esquisito em Porto Alegre desde sempre: faz um mês que chove desproporcionalmente, tem picos de calor, volta um frio desgraçado e vai começar o horário de verão sem eu ter certeza alguma sobre a estação em que me encontro. Descobri que o Willian Bonner é um palhação e não aquele cara sério do Jornal Nacional. A Paula está há quase um ano sem namorar oficialmente. Eu não estou gostando tanto de uma novela do Manoel Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, to começando a achar mesmo que os sinais do fim do mundo estão por toda a parte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2862467330301690669?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2862467330301690669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2862467330301690669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2862467330301690669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2862467330301690669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/10/2012.html' title='2012???'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1224238139971183862</id><published>2009-10-13T17:25:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T17:29:52.649-07:00</updated><title type='text'>Diário de um louco anônimo</title><content type='html'>Há semanas estou com uma reação no meu corpo que no início não me preocupei muito. Aos poucos isso veio tomando conta do meu corpo de uma maneira que eu não sabia o que fazer. Não preciso dizer que isso tomou conta da minha cabeça inclusive. Alias, principalmente da minha cabeça. Minha cuca era um turbilhão. Pensei desde Matrix, em que o espelho começa a tomar conta do corpo, até em que eu era um homem peixe cheio de escamas. Pensei em aids, câncer, alergia à sabonete, à água quente, ao ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei coragem e liguei para uma dermatologista. Dias antes minha cabeça conseguiu, coisa que eu achava impossível, turbilhar mais. Talvez a imagem que eu faça de uma panela de pressão sem a borracha na tampa pra fixar bem uma peça na outra. Quero lembrar que no meio disso tudo, estou tocando meus projetos, produções extras e trabalho fixo. Estou tentando voltar à faculdade e fazer tudo o que está pendente por causa de trabalho. E emagrecer. Não consigo fazer um diaxo de uma dieta. Quero emagrecer, todos querem que eu emagreça, mas na hora de acompanhar num vinho, numa cerveja, numa pizzas às 23h de uma terça-feira, todo me querem também. Até isso eu pensei, que minha reação epidérmica pudesse ser excesso de gordura, de álcool, de trabalho ou falta de carinho comigo mesmo, de exercício físico, de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia que antecedeu minha maldita consulta só pensei bobagem. Loucuras das piores. Só coisa ruim. Chorei longamente durante o banho que era para disfarçar. Talvez a água doce das minhas lágrimas e a água salgada da ducha formassem uma salobra que pudesse me curar. Seguia pensando. Eu estava com depressão. Naquele momento, aguda, agudíssima.Uma comida gostosa, um vinho e minha família (consequentemente carinho) me esperavam. Saí do banho, me sequei  e depois de vestido, me dei conta que estava todo de preto. Talvez isso seja só uma mera coincidência. As minhas roupas mais confortáveis são pretas. O que e que eu posso fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebi um pouco, escrevi, bebi um bocado mais e, na manhã seguinte, minha cuca estava prestes a ficar odara. Fui na médica, me expus e o resultado é só uma reação de um vírus de criança que tem efeito na idade adulta. Segundo ela, em umas duas semana eu devo estar limpinho. Cantei, dancei, fiz piadas. Eu era outra pessoa. Graças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurar outra opinião médica? Imagina. Minha médica é ótima. Ela tem certeza. Não, não precisa. NÃO! A vida pode ser muito dura quando o coração não está disposto a olhar o lado iluminado da lua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1224238139971183862?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1224238139971183862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1224238139971183862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1224238139971183862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1224238139971183862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/10/diario-de-um-louco-anonimo.html' title='Diário de um louco anônimo'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-106455136390610419</id><published>2009-09-28T13:58:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T14:02:12.058-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>Humores</title><content type='html'>Quando se espera muita coisa, quando há possibilidades demais em um horizonte não muito distante, é obviamente gostoso, mas ao mesmo tempo se carrega uma ansiedade e agitação constantes, super difíceis de dominar, que até incomodam. Por outro lado, quando a vida está estabilizada, a rotina está seguindo seu curso normal e tudo está acontecendo dentro do planejado, a tranqüilidade impera, mas há uma monotonia chata lá no fundo que atucana, como um micro-pedregulho no sapato. Qual dos dois estados de espírito eu prefiro? Difícil, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha ansiedade é algo normalmente discreto e controlado, pelo menos para quem vê de fora. Porém, quando em contato com doses cavalares de expectativas, não há mais qualquer controle ou racionalidade que a segure, eu sinto fisicamente: coração acelerado, adrenalina liberada gradualmente, agitação constante. Até um certo ponto é bom, riso fácil, animação geral, mas ela sempre passa desse limite e chega naquele em que não se sabe mais o que fazer, sendo que uma pessoa ansiosa SEMPRE tem que ter o que fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a rotina bem vivida de uma vida estabilizada é uma maravilha para o corpo e para a mente. Entretanto, nada pior do que a total ausência de expectativas – pelo menos pra mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá até para fazer um paralelo com a paixão. Que maravilha é estar apaixonada, aquele início, a paixão avassaladora, o pensamento parando na pessoa o dia inteiro, de cinco em cinco minutos. Todo mundo busca isso, inevitável. Mas se pensarmos racionalmente – expressão obviamente ausente do dicionário de alguém apaixonadaço - não tem fase com mais alterações de humor do que esta. Vai-se do riso bobo ao ciúme infantil em um estralar de dedos, da felicidade plena à tristeza profunda em uma tarde sem o telefone tocar. Ao contrário, quando já se está naquela fase do namoro/casamento que a paixão enlouquecedora passou, o humor já não muda mais tão fácil, é muito mais difícil chegar na tristeza profunda... mas aquela felicidade plena, aquela alegria infantil, as inconfundíveis borboletas na barriga, também não dão muito sinal de vida não. E aí, o que é melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Cada escolha, uma renúncia”. Frase manjadíssima, e não à toa. Qualquer escolha traz inevitavelmente uma renúncia e talvez o grande desafio seja descobrir o melhor caminho a pegar. Eu acho que sempre tenderei ao caminho dos excessos, com ansiedade e paixão, foda-se. Quedas bem maiores, sem dúvida, mas provavelmente alegrias inigualáveis. Assim espero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-106455136390610419?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/106455136390610419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=106455136390610419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/106455136390610419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/106455136390610419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/09/humores.html' title='Humores'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2362411900853465889</id><published>2009-09-22T06:24:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T06:29:16.694-07:00</updated><title type='text'>Já dizia Tim Maia: é primavera!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SrjQ6XnUHuI/AAAAAAAAAK8/JHA8k-Yzqhc/s1600-h/w3_primavera.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SrjQ6XnUHuI/AAAAAAAAAK8/JHA8k-Yzqhc/s320/w3_primavera.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384283055711330018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a primavera. O ano passou voando. Aliás, alguém me comentou certa vez que tem uma explicação física para o tempo passar cada vez mais depressa, dizendo que não é só impressão, que isso é realmente um fenômeno explicado matematicamente. Não duvido, eu prefiro acatar logo o que me diz alguém que estuda física quântica do que tentar inutilmente entender toda a explicação. O que eu sei é o que eu sinto: cada novo ano que chega passa mais rápido, o tempo está avançando em progressão geométrica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa rapidez da passagem do tempo pode até incomodar para várias coisas, mas só por já estarmos na primavera de novo, eu sou imensamente grata a ela. Que delícia de estação! Pouca coisa melhor do que um dia lindo de sol sem estar um calor infernal, começar a usar roupas leves, os dias irem ficando mais longos, a cidade florida. Não só florida no sentido literal da coisa, mas colorida de pessoas, todo mundo saindo do casulo, começando a fazer exercícios na rua, desfrutando da cidade que no inverno não é lá tão acolhedora. E além de tudo isso, já ir sentindo o cheirinho e a expectativa do verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é a estação ou a própria vida que me deixou sentindo leve assim, mas que essa sensação não passe tão rápido quanto o tempo, segundo estudantes de física quântica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2362411900853465889?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2362411900853465889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2362411900853465889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2362411900853465889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2362411900853465889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/09/ja-dizia-tim-maia-e-primavera.html' title='Já dizia Tim Maia: é primavera!'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SrjQ6XnUHuI/AAAAAAAAAK8/JHA8k-Yzqhc/s72-c/w3_primavera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1884388283472914084</id><published>2009-09-14T19:16:00.001-07:00</published><updated>2009-09-14T19:38:29.996-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'></title><content type='html'>10 coisas que não saem da minha cabeça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;How does it feel&lt;br /&gt;How does it feel&lt;br /&gt;To be without a home&lt;br /&gt;Like a complete unknown &lt;br /&gt;Like a rolling stone?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Como um país como os EUA, conhecido pelo ensino público de qualidade, seguro desemprego, dentre outras tantas assistências eficientemente prestadas pelo governo, não possui um sistema público de saúde? E mais: o quão forte é o lobby das seguradoras a ponto de deixar o Obama mal visto por querer implementar um?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Porque raios a Maya mudou de roupa de repente e ninguém explicou nada hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desse ano não passa. Inter campeão brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que a boa fase aquela não tenha passado, que esteja só suspensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;6.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Preciso estudar. Preciso correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Quem será o oitavo integrante do CQC?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Será que vai dar certo? Tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os fins não justificam os meios, principalmente na política.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;10.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.Rio de Janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1884388283472914084?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1884388283472914084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1884388283472914084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1884388283472914084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1884388283472914084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/09/10-coisas-que-nao-saem-da-minha-cabeca.html' title=''/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6098881532914223056</id><published>2009-09-01T19:53:00.000-07:00</published><updated>2009-09-01T20:41:46.450-07:00</updated><title type='text'>speakeasy</title><content type='html'>Hoje de manhã, enquanto tomava um café na faculdade, folheei uma revista velha (em se tratando de revistas semanais) e encontrei uma matéria que por pouco não me fez mandar a aula às favas. Falava sobre o movimento speakeasy, onda gastronômica que começou nos EUA e começa a dar pinta por terras tupiniquins. É uma bossa de "restaurantes underground", clandestinos, restritos e intimistas, sem alvará e com muito charme. O nome do movimento, by the way, se deve às casas que vendiam álcool na terra do Tio Sam na época da lei seca: se quisesse descolar um goró, o negócio era speak easy, falar baixinho, na manha, pra não dar bandeira...&lt;br /&gt;Mas não se engane com os estabelecimentos fora-da-lei: não falo de lugares sujos, tampouco de chefs sonegadores, e menos ainda de cenários para reunião de quadrilhas ou rendez-vous. A idéia, na verdade, é bem simples: uma pessoa comum, dada a receber - bem - outras pessoas, e preferencialmente com mão boa pra cozinha, abre sua casa e ali oferece jantares a grupos pequenos. Grupos estes formados por gente que anda meio sem paciência pra reservar mesas nos ambientes sofisticados dos restaurantes, onde serão atendidos por garçons polidos que não vêem a hora de o último cliente pedir a conta (astronômica, via de regra). Pessoas interessadas em comer bem em uma atmosfera mais relaxada, menos impessoal, com cara de casa mesmo, sabe?&lt;br /&gt;Então, o anfitrião cuida da ambiance, bola o menu, e define como seus convidados serão avisados (twitter, blog, e-mail, telefone). Esgotada a lotação da mesa de jantar e do sofá da sala, o povo vai chegando e fica por ali, à vontade, interagindo, bebendo vinho... A música segue o ritmo (agorinha a Billie Holiday tá me inspirando de uma maneira... e isso que eu acabo de sair da cozinha depois de 7 horas de trabalho intenso), e logo todos degustam o jantar (que pode ser almoço, brunch, drunch, café-da-manhã, qualquer hora é hora). A essas alturas o povo já se conheceu: trocam impressões sobre a comida, sugerem uma trilha sonora, começam a perguntar quando será a próxima...&lt;br /&gt;Li a matéria e já comecei a bolar noites de speakeasy aqui em casa, misturando gente, testando receitas e me divertindo ainda mais do que de hábito atrás do fogão! Passei toda a aula de Consumidor pensando em como atrair glutões transgressores e fiquei até agora com isso na cabeça... quem sabe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6098881532914223056?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6098881532914223056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6098881532914223056' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6098881532914223056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6098881532914223056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/09/speakeasy.html' title='speakeasy'/><author><name>Mari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5287725426232961713</id><published>2009-08-29T04:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T04:33:53.581-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>“Tudo me move.”</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Patrice Chéreau, um dos maiores diretores contemporâneos de teatro, ópera e cinema fala sobre sua vida, criações, inquietudes e o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Nova York por telefone, nossa conversa começou com Chéreau ligando para a sede do Porto Alegre em Cena por causa de uma chamada não atendida no seu aparelho celular. “Estou com esse número no meu celular. Estou dando o retorno”, ele justifica. Falamos um pouco quando me pediu para ligar em meia-hora. Após 30 minutos exatos, retornei. Chamou e ninguém atendeu. Segundos depois o telefone do Em Cena toca. É ele se desculpando. Desligamos e em seguida liguei para ele. No que finalmente conseguimos tabular uma conversação, Chéreau riu dos textos que montou quando era jovem e da visão de grande diretor que só ele desconhece.&lt;br /&gt; Ao longo da conversa, que durou mais de uma hora, passamos do tema profissional da sua carreira artística e espetáculos para falar de inquietudes, política e humanidade. Terminamos com autores, projetos, textos e o futuro. Antes de desligar eu o disse que em breve nos encontraremos em Porto Alegre quando ele estiver na cidade para as apresentações de O Grande Inquisidor nos dias 12 e 13 de setembro de 2009 às 21 horas no Theatro São Pedro. Antes disso, sua atriz Dominique Blanc estará em cartaz com La Douleur, direção dele, no mesmo teatro nos dias 9, 10 e 11 de setembro também às 21 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Porto Alegre em Cena: O seu trabalho é reconhecido no Brasil pela excelência artística. Você é considerado um dos maiores encenadores contemporâneos do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Patrice Chéreau: Ah! Muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;É verdade. Como o teatro, o cinema a e ópera entraram na sua vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Risos) Oh! Quando eu era muito pequeno, uma criança.  Lembro de montar uma peça com uns amigos e me apresentar no colégio onde eu estudava, na cidade de Lézigné, onde nasci. Fui muito novo para Paris, com doze anos de idade. Não sei por quê. Eu venho de uma família de artistas. Meu pai era pintor e minha mãe designer, mas ela também pintava. Então quando criança eu costumava pintar, desenhar. Um dia, comecei a fazer teatro.  Eu ia muito a teatro. Quase todo o final de semana. E gostei muito daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Então você começou a sua vida artística no teatro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim. Mas depois fui estudar em Paris, em outro colégio. Lá havia um grupo de teatro e me juntei a eles. Lembro que ganhei um papel bem pequeno, mas eu era muito ruim, tinha apenas dezesseis anos nessa época. O meu trabalho no grupo era pensar o cenário, pintar o cenário, pensar as luzes, pendurar as lâmpadas e ensaiar. Eu não dirigia e nem atuava ainda. Esta escola era muito próxima à uma coisa muito importante para nós, a Cinemateca de Paris. Eu ia a Cinemateca dia sim,dia não,  e durante todos os finais de semana. Por causa disso, entrei nesse grupo e gostava muito de estar ali, de ajudar.  Via as pessoas trabalhando e ia ao cinema para ver todos os filmes apresentados, o expressionismo alemão, muito outros. Nesse grupo, eu era o mais velho, e então, naturalmente, comecei a dirigir. Isso aconteceu em 64 e, desde então, nunca mais parei. Foi a minha primeira produção teatral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Qual o nome do espetáculo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Era uma peça de Victor Hugo. Na verdade, sete peças. Os atores tinham medo dela. (Risos) “A Intervenção”,  L'Intervention, de Victor Hugo. Uma peça muito estranha. Não era boa. Mas, sabe, quando você é jovem tem a idéia, quer montar e fazer peças de autores desconhecidos, textos desconhecidos. Tinha 19 anos nessa época. As montagens já eram consideradas profissionais. Depois, montei espetáculos com textos de Molière.  Algumas pessoas foram assistir à uma dessas peças e fui convidado para dirigir minha primeira ópera, “A Italiana em Argel”, de Rossini, com doze pessoas. Isso foi feito em Spoleto, uma pequena cidade da Úmbria, na Itália. A ópera tinha sido dirigida por um famoso escritor ítalo-americano, Giancarlo Binote, e foi ele quem me convidou para fazer a produção do espetáculo. Depois, fui chamado para trabalhar no Piccolo-Teatro, em Milão. Tive muita sorte. Sempre tive muita sorte. Foi muita sorte ter trabalhado em Milão, nesse belo teatro, com excelentes atores. Depois disso, voltei à França. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quanto tempo você ficou na Itália?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Três anos, de 1970 a 1973. Em 73, voltei para a França. Voltei para ser co-diretor do Teatro Nacional Popular de Paris, com Roger Planchon, justamente quando o Ministro da Cultura da França, Sr. Jacques Duhamel, transferiu o Théâtre National Populaire para Villeurbanne, perto de Lyon, fundado pelo próprio Planchon, em 1957. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quando e como começou a sua trajetória com o cinema?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 1974, com “La Chair de l'Orchidée”, A Carne da Orquídea, meu primeiro filme, com Charlotte Rampling no elenco. Já tinha feito alguns filmes curtos para a televisão.  Eu já era famoso no teatro, e resolvi escrever e dirigir um roteiro para outro veículo. Depois, comecei a fazer meus próprios projetos de cinema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Todos esses anos dirigindo teatro, ópera e cinema. Qual a diferença entre eles? O método de direção muda de um para o outro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não. É o mesmo trabalho. É exatamente o mesmo trabalho. Com textos diferentes, com ferramentas diferentes. São mídias diferentes, mas o meu trabalho é exatamente o mesmo. Você está contando uma história para a platéia em qualquer um deles. Fazendo com que o espetáculo torne essa história clara. Só posso continuar trabalhando nessas três formas de arte porque acredito que seja o mesmo trabalho para todas. Não vejo diferença entre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você costumava ver diferença entre elas quando era mais jovem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ah sim! Porque as pessoas me forçavam a ver que elas eram diferentes. Queriam me convencer de que teatro e cinema são diferentes. Eu sei disso. Não sou estúpido. Mas, de alguma maneira, para mim é igual.  Há coisas que você pode ter na tela que você não pode conseguir fora dela. Você pode ter o close up e você pode ter o corte no cinema, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;E o seu compromisso com as três artes é o mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depende. Depende do momento. Fiz muito teatro, muito cinema, mas nesses últimos quatro anos me dediquei mais à ópera. Fiz três produções e agora estou fazendo uma remontagem em Nova York. O problema é tempo, cronograma de trabalho. Meu último filme fiz para o festival de Veneza. Nos últimos anos, não fiz mais cinema porque estava envolvido com óperas. Depois quero voltar a fazer teatro. É tudo uma questão de agenda. Até porque uma ópera deve ser preparada três anos antes de estrear e um filme em três meses vocês termina as gravações. Em quatro anos, sem dúvida eu poderia ter feito vários filmes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Rainha Margot é um dos seus filmes mais conhecidos no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É o meu filme mais conhecido em todos os países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;É um filme maravilhoso. E você conhece algo do cinema brasileiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não muito. Eu conheço muito bem o Walter Salles. Eu o conheci pessoalmente, vi seus filmes e gostei muito. Mas é o único nome que me vem à cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que o senhor espera das apresentações de La Douleur e de Le Grand Inquisiteur no Brasil, nas cidades de São Paulo e Porto Alegre?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Teremos de esperar. Estou muito curioso e feliz de levar esses espetáculos ao Brasil, porque só estive uma vez no Brasil, isso em 1980. Estive no Rio de Janeiro e em São Paulo para algumas conferências. Será a primeira vez que estarei apresentando no Brasil meu trabalho como diretor e ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nos trabalhos de ator, você tem algum processo definido para a construção de seus personagens?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Atuo muito poucas vezes. Não é meu trabalho principal. Meu trabalho é o de direção e, às vezes, eu próprio me dirijo. “O Grande Inquisidor” é uma leitura. Estarei sentado no palco com o texto na mão, lendo. Claro que não é simplesmente uma leitura. Mostro ao público como penso que esse texto deve ser dito, como eu o vejo. Meu trabalho de ator está sempre ligado ao meu trabalho de diretor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;E dirigir Dominique Blanc? Como foi sua relação com ela ao dirigir “La Douleur”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já tinha trabalhado com ela antes, interpretou a mãe na Rainha Margot. É uma excelente atriz com quem gosto muito de trabalhar. “La Douleur” não é um texto feito para o teatro. Apresentei esse texto da escritora Marguerite Duras para Dominique porque o achei muito bom. Trata das dores de uma mulher que espera seu marido voltar de um campo de concentração nazista. É muito diferente de uma peça cujo texto é feito para teatro; é um texto extremamente literário, uma opção de trabalho mais difícil, mas instigante. É importante escolher textos assim para serem trabalhados no palco e contar também no palco histórias que não foram escritas para o teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;E as suas expectativas com relação à interpretação de Dominique Blanc foram atingidas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não crio expectativas em relação às minhas peças. Diretores não têm expectativas. Claro que quando dirijo, espero o melhor, mas as expectativas são com relação ao texto. Os caminhos do processo de direção de uma peça mudam durante os ensaios. Espero encontrar sempre uma situação nova e inesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nos espetáculos La Douleur e Le Grand Inquisiteur vocês usa muitos efeitos de som e de luz. Isso é uma coincidência ou uma opção estática?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não. Não uso efeitos de som no “Le Grand Inquisiteur” e a luz do espetáculo é muito simples. Há apenas uma iluminação básica para que as pessoas possam me ver lendo o texto. Em “La Douleur” há efeitos de som, mas são muito discretos e a iluminação também é simples. No teatro, o que gosto de trabalhar é a relação entre o ator e o texto. Minha direção é voltada para que o público veja a força de um texto na interpretação de um ator. Os efeitos técnicos vêm de fora para complementar, mas não fazem parte essencial da encenação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;No início da nossa conversa você disse que, quando começou sua carreira artística, trabalhava na parte técnica dos espetáculos produzidos no colégio onde estudava. Isso não dá vontade de usar mais os efeitos de luz, som e cenário?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrario. Naquela época, justamente, aprendi que o meu trabalho era para servir de pano de fundo ao trabalho dos atores. Gosto disso no teatro, prioritariamente. Na ópera e no cinema, posso utilizar mais esses efeitos todos, mas no teatro minha opção de direção está definida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Há algum autor de que você tem vontade de montar para o teatro ou cinema que nunca tenha montado antes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tenho um projeto para o próximo ano, 2010, de montar uma peça, na verdade duas peças, de um autor francês ainda não muito conhecido, Jon Fosse. É um belo escritor e um belo texto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nesse momento você está dirigindo uma ópera em Nova York. Pode falar um pouco sobre esse trabalho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim. Fui convidado para fazer a remontagem de uma ópera adaptada do escritor russo Fiódor Dostoievski, que se chama “Recordações da Casa dos Mortos”, inspirado em sua vivência,em 1849, quando foi preso e acusado de participar em reuniões na casa de um revolucionário que conspirava contra o regim. Aí, Dostoievski foi condenado à morte. Passou nove anos na Sibéria, quatro no presídio de Omsk, e mais cinco como soldado raso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você gosta de Dostoievski ainda hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dostoievski foi um grande escritor, mas para esse trabalho só fui convidado para a remontagem da ópera. Estou trabalhando nele agora, interrompo para ir ao Brasil e depois à Argentina. Volto para o trabalho final e a tempo de assistir a estréia, em novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você tem alguma inquietude? Algo que o mova e que você usa no seu trabalho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tudo me move. As pessoas que vejo nas ruas todos os dias quando vou pegar o metrô. As relações das pessoas, a individualidade das pessoas. Tudo faz parte do meu trabalho. Penso no que vai acontecer com o mundo: guerras, política, economia. Tudo isso me move, tudo mexe comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;E essas coisas, como você as utiliza no seu trabalho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Procuro traduzir esses sentimentos para o palco, me perguntando sobre essas questões enquanto trabalho. Nem sempre encontro as respostas. Não tenho respostas para todas as minhas perguntas. Por que as coisas são como são? Por que alguém não tem o que comer se trabalha tanto? Por que alguém com poder pratica o mal e não tem paz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você sabe que Peter Brook também montou o texto “O Grande Inquisidor”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sei, sim. Mas não assisti ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você saberia me dizer por que dois grandes diretores de teatro no mundo escolheram o mesmo texto para dirigir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Porque é um texto maravilhoso. O texto é fantástico. Ele tem tanto para falar sobre os seres humanos. Das pessoas, da essência humana. Fala muito sobre a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você tem a consciência de ser um grande diretor? Você sabe que as pessoas admiram o seu trabalho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sei que isso é um fato. Mas não sei porquê e nem o que isso significa. Hoje mesmo, de manhã, estava indo para o ensaio e uma moça me chamou pelo nome. Eu me virei para ver o que era e, então, ela me falou o quanto admirava meu trabalho. Ora, estou em Nova York, cidade com oito milhões de pessoas transitando pelas ruas. Aparentemente todos sabem que sou um bom diretor, menos eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você pensa no futuro?&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Não penso muito no meu futuro, mas penso muito no futuro do mundo, no futuro da humanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5287725426232961713?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5287725426232961713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5287725426232961713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5287725426232961713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5287725426232961713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/08/tudo-me-move.html' title='“Tudo me move.”'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7273134686481165154</id><published>2009-08-28T10:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T11:16:44.618-07:00</updated><title type='text'>Da lua</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SpgdQd_r32I/AAAAAAAAAK0/icBEKPev0ac/s1600-h/lua1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 314px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SpgdQd_r32I/AAAAAAAAAK0/icBEKPev0ac/s320/lua1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375078324033544034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Então. Fases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coisa engraçada que é a vida. Mais de uma vez eu já escrevi por aqui sobre isso, sobre como a vida é cíclica, como determinadas situações se repetem e por aí vai. O interessante é que, mesmo isso acontecendo, a gente sempre nota e aprende alguma coisa nova, tudo é uma soma, experiências nunca são demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um pendor a acreditar em astrologia. Não no horóscopo diário, que sai no jornal e me recomenda “cautela com os doces” ou “chances de encontrar o amor da sua vida”, mas na influência dos astros na vida da gente. Tem vezes que me parece ser a única explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa forma cíclica da vida, por exemplo. É engraçado como certas coisas tem uma freqüência, se não previsível, regular. Eu estava vendo a entrevista do Felipe Camargo, por exemplo, e a Marília Gabriela comentou que ele explodiu para o sucesso com 24 anos, na minissérie Anos Dourados. Passou um tempo sendo o 1º galã da Globo, depois vieram os escândalos, a escassez de trabalho e por fim o ostracismo. Ninguém mais ouvia falar em Felipe Camargo. Agora ele retomou a projeção nacional ao protagonizar a excelente minissérie Som e Fúria, aos 48 anos. Não é engraçado que ele tenha encontrado o sucesso a cada 24 anos da sua vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “retorno de Saturno” é outro exemplo de crença astrológica que eu acredito porque observo na realidade. Explicando para quem não sabe (explicação baseada no conteúdo do site Terra): entre os 28 e 30 anos de idade, ocorre o primeiro retorno de Saturno, ou seja, o planeta em trânsito se posiciona no mesmo local em que estava no momento de nascimento da pessoa. Assim, dá início a uma nova volta em torno do zodíaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta maneira, é uma espécie de rito de passagem, a partir deste período muitas coisas que antes eram parte de uma gama de opções se tornam definitivas, surge a necessidade de determinar o que vai dar impulso aos próximos 28 anos e tudo o que é decidido tem sua repercussão e conseqüência. É quando se adquire definitivamente autonomia, quando se começa a se preparar para inverter os papéis (de filho para pais). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Nesta época, surge a necessidade crescente de se fundar um lar, ter filhos, educá-los e progredir profissionalmente. Se começa a pensar seriamente no futuro e é o primeiro contato com a sensação de que o tempo passa e que a velhice não tarda a chegar, daí vem a intensificação das cobranças internas. Nessa época, as pessoas que ainda não se definiram na vida passam a se sentir muito angustiadas, porque o fantasma do fracasso começa a ameaçar. Freqüentemente, nesta idade as pessoas retomam os estudos, procuram caminhos profissionais definitivos e não mais bicos e trabalhos esporádicos. A crise provocada por Saturno sempre é complicada, já que mexe com assuntos como o tempo e a idade, fracasso, frustração ou sucesso. Alguma dúvida de que todo mundo passe pelo Retorno de Saturno? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na minha vida essa “ciclicidade” também é nítida, já cansei de falar sobre isso. Parece que ela vai dando guinadas de dois em dois anos. Geralmente os meus anos ímpares são os de virada e os pares são os de firmação, de calmaria e consolidação do que veio um ano antes. Olha só: 2003 entrei na faculdade. Tudo novo. 2004 segui lá. 2005 comecei a namorar, fui pra Austrália, larguei a faculdade. 2006 voltei, me acalmei, estudei. 2007 faculdade nova, fim de namoro, trabalho novo. 2008 mesmo estado civil, mesmo emprego. 2009 novo emprego. Não é engraçado? E isso se repete em diversas outras áreas da minha vida, no meu humor, nas pessoas á minha volta, em tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga minha que fez mapa astral me disse uma vez: “se a lua, como sabemos, influencia tão direta e visivelmente as marés, porque não influenciaria as pessoas, cujo corpo é composto por mais de 80% de água”? Não é de se pensar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu me guie por isso, que eu fique esperando as mudanças astrológicas, mas eu vou notando elas de certa forma. E, só por via das dúvidas, aumentei a cautela com os doces.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7273134686481165154?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7273134686481165154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7273134686481165154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7273134686481165154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7273134686481165154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/08/da-lua.html' title='Da lua'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SpgdQd_r32I/AAAAAAAAAK0/icBEKPev0ac/s72-c/lua1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7613400827809445155</id><published>2009-08-17T19:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T19:29:27.374-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Carta de ator anônimo</title><content type='html'>Não admito quem não gosta de Godard, Fellini ou Bergman. Só um ignorante não conhece um texto do Beckett, Tchékhov ou Ibsen. Leio muito esses autores porque isso é cultura. Eu tenho a cabeça muito aberta, afinal eu estudo teatro que é uma arte que abre muito a cabeça da gente, não é. Vejo o mundo de uma outra forma. Nada mais me choca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofri muito nos últimos anos. Fiquei muito tempo parado, sem fazer teatro. Ficava triste e brabo ao mesmo tempo. Ninguém me chamava. Comecei a ficar desesperado. Sofri muito nesse período. Via outras pessoas com projetos e trabalhos legais e eu não fazendo nada. Achava que eu era um péssimo ator. Que as pessoas me acham um péssimo ator. Até que voltei a ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bom estar de volta no palco. Em contato com as pessoas. Só ensaiar todos os dias é que é sacrificante. E quando pra juntar o elenco todo pra passar um corridão temos que ensaiar final de semana? Um inferno. Um saco não poder almoçar com os amigos de teatro em locais de teatro, falar de teatro e de pessoas de teatro. Lembrar dos momentos do passado teatral e rir das mudanças que tiveram no teatro. O pior é ainda ter que ensaiar no frio. Deus me livre! Se bem que no calor também é sacrificante. Pode fazer mal pra voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. O pior é quando o diretor ainda pede pra passar e repassar a cena umas dez vezes. Não sei fazer. Não sei fazer assim como ele quer, porra. As vezes ele diz que ta bom e aí no ensaio seguinte já quer coisa diferente. Assim não dá. Fico triste e brabo ao mesmo tempo. Começo e ficar desesperado. Sofro muito nesse período. Acho que sou um péssimo ator. Que as pessoas me acham um péssimo ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, sou muito feliz. Acho maravilhosa a carreira de ator. Acharia lindo se eu morresse no palco. É o que eu quero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7613400827809445155?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7613400827809445155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7613400827809445155' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7613400827809445155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7613400827809445155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/08/carta-de-ator-anonimo.html' title='Carta de ator anônimo'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2892861476990653144</id><published>2009-08-13T17:31:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T17:41:10.539-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agende-se'/><title type='text'>Dicas.</title><content type='html'>Além de "Coração Vagabundo", o documentário do Caetano que eu já comentei por essas paragens, tô -l-o-u-c-a para ver os três filmes brasileiros cujos trailers coloco aí em baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo encasquetada em mostrar como o cinema brasileiro não fala só de violência, tem qualidade e já faz filmes para todos os gostos. Pena que ainda penamos na distribuição: os três já estrearam no eixo Rio/São Paulo, mas sabe-se lá quando serão exibidos por aqui... a mim resta esperar. E deixar a dica para vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/52fgo07LDbk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/52fgo07LDbk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1Aqn_jO_HAM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1Aqn_jO_HAM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Tot5zvDh_a8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Tot5zvDh_a8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2892861476990653144?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2892861476990653144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2892861476990653144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2892861476990653144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2892861476990653144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/08/dicas.html' title='Dicas.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6634548063461873350</id><published>2009-08-11T20:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T06:47:33.067-07:00</updated><title type='text'>de método, cinema e anseios</title><content type='html'>Nesses tempos de férias estendidas por conta da gripe suína, tenho dedicado meu (abundante) tempo livre a tarefas produtivas. Aos trancos e barrancos consegui estabelecer uma disciplina tccística, e atualmente as primeiras horas da manhã - e as últimas da madrugada, que é como eu considero o período entre 0h e 9h - giram em torno de denominações de origem, indicações geográficas, vinhos e a OMC. Dependendo do capítulo, vai-se a tarde também nessa brincadeira. Quando meu cérebro se cansa de formular frases acadêmicas, passeio pelo twitter, pelos e-mails e até aqui pelo blog. Sim, porque a meu ver estas são atividades produtivas. Resolver pendências e me comunicar com as pessoas ao toque do teclado é uma mão na roda. Saber das notícias da Folha, do NYT e da CNN em tempo (quase) real é um luxo, impensável até bem pouco tempo atrás. E ler e escrever besteira produz um efeito altamente desopilante na mente, estudos comprovam! Claro que quando eu abro o link que o Rafinha do CQC tuitou, em que um trio de japoneses canta bizarramente durante 13 minutos, sinto que estou desvirtuando o papel da internet na minha vida, mas fora um que outro excesso eventual, a web é uma aliada e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo real, me empenho diariamente em educar um vira-lata excessivamente sociável que tem fobia de atravessar a rua. Já ensinei o Alemão a sentar, e salvo alguns quase-atropelamentos, a missão tem sido um sucesso, pura adrenalina. Se você vir uma mulher sendo arrastada por um guaipeca pelas redondezas da encol, sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o convívio familiar intenso tem contribuído para que eu possa me tornar monja no Tibet dentro de alguns anos. Ou interna no São Pedro, tudo pode acontecer. No mais, a corrida nossa de cada dia sim, dia não e a terapia, que aos poucos me convence de que entre o Tibet e o São Pedro pode haver uma opção mais aprazível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, posso começar a divagar sobre o tempo. Não é paradoxal que as pessoas que trabalham o dia inteiro anseiem por mais tempo livre; enquanto que aquelas que, como eu, têm uma agenda mais folgada costumam dizer que o excesso de tempo disponível mais atrapalha do que ajuda? Me acostumei a repetir quase que no automático: "quanto mais tempo se tem, menos se faz..." De fato, assim me pareceu a vida até aqui. Chefes, professores, prazos, provas... me habituei a administrar meu tempo condicionada a prazos estabelecidos desde o exterior. E agora me percebo às portas de me tornar senhora do meu tempo: não pretendo ser empregada de ninguém tão cedo - sou uma profissional liberal em início de carreira; a faculdade aparentemente vai acabar mesmo dentro de alguns - poucos - meses, ou seja, doravante, it´s up to me...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá um certo frio na barriga, sim, mas não é desse turning point que eu quero falar. Tenho em mente o tempo livre em geral, ao longo da vida. Por muito tempo me angustiou minha falta de método nas minhas buscas por conhecimento fora do território escolar/acadêmico/profissional. Invejava aquelas pessoas capazes de discorrer longamente sobre todo um período da história da arte, ou que conhecessem de cabo a rabo a obra de um autor. Mas simplesmente não conseguia eleger uma área à qual me dedicar tão avidamente. Sigo admirando aqueles poços de cultura que derramam conhecimento pelos poros, mas hoje aceito esse meu jeito nômade e confesso que me agrada pensar que minha eterna ignorância deve seguir me levando a lugares impensados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A associação entre tempo livre e enriquecimento cultural não é fortuita. Comecei esse post pensando no pai aquele que encampou a idéia do filho adolescente de largar o colégio sob a condição de que o guri assistisse a uma lista de filmes selecionados por ele, pai. A lista incluía títulos tão diversos quanto A Doce Vida, de Fellini, e Os Reis do Iê-iê-iê. Nenhum método, apenas o objetivo de desenvolver o espírito crítico do guri e incutir um pouco de cultura naquela cabeça tão refratária à educação tradicional. O pai em questão é o escritor David Gilmour, e a experiência deu origem ao livro "Clube do Filme", que deve ser interessantíssimo, mas eu não li e dificilmente lerei, por falta de... tempo. Bastou ler a crítica no jornal pra eu me reconhecer como uma entusiasta do experimento dos Gilmour, antes mesmo de ouvir falar neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre acreditei na educação por meio do cinema, apenas não consegui convencer minha mãe de que isso bastava. De modo que estou terminando a faculdade, mas sigo buscando absorver conhecimentos de maneira absolutamente incoerente, sem preconceitos. E isso em todas as áreas, não apenas no que diz respeito à cultura cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso me enerva escutar de alguém frases do tipo: "não vejo filme brasileiro"; "não escuto música popular"; "não falo com estranhos"; "não como nada com pimenta"... Como se todos os filmes produzidos no Brasil fossem pornochanchadas, toda música popular fosse Calypso, todo estranho fosse bandido e todo prato apimentado fosse ardido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando especificamente em cinema, assistir a produções de todas as épocas, gêneros e procedências significa manter aberto o canal da linguagem, apurar minha capacidade interpretativa e enxergar o mundo de uma maneira bem menos maniqueísta do que certamente seria no caso de eu encarar somente blockbusters americanos (ou qualquer outro gênero que fosse entendido com o único válido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrando com a união entre (falta de) método, cinema e anseios, segue o roteiro da semana que passou diante dos meus olhos:&lt;br /&gt;Caramelo, filme libanês sobre um grupo de mulheres e suas feminices (de PoA a Beirut, não muda muita coisa, e a beleza da história tá aí); Love Story (love story, bem isso aí, vi mais por curiosidade depois da morte da Farrah Fawcett); Breakfast at Tiffany´s (além de mostrar a graça da Audrey, me impressionou pelo espírito bastante libertino pros padrões da época, com festinhas mucho locas no cafofo da Ms. Golightly); Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos (esse merece um post especial, que provavelmente eu não escreverei, por não acreditar que eu possa dizer qualquer coisa à altura. É italiano. É uma obra-prima. Vai lá.); Tartufo (baseado na comédia de Moliére, a produção é da década de 20, cheia de graça e beleza. E eu pensando que não fosse rir, sequer sorrir, diante de um filme mudo...); Podecrer (mostra uma gurizadinha terminando o colégio no Rio do início da década de 80. Se imagens cariocas sempre me trazem uma certa nostalgia, imagens nostálgicas do Rio quase me levam às lágrimas); Cidade Baixa (um triângulo amoroso numa Salvador feia, suja e malvada. E ainda ssim tocante!) e por fim, Apocalypse Now. Este eu também não me sinto digna de escrever a respeito. Vi ontem à noite e sigo assombrada pelo Vietnã, por aquela guerra estúpida, pelo Marlon Brando, pelo horror, o horror, o horror...&lt;br /&gt;Foi uma semana interessante, pra dizer o mínimo. Depois do apocalypse, ainda terminei de ler a Saga Lusa da Adriana Calcanhotto, que ainda não decidi se é muito bom ou se eu devorei por conta da identificação com o surto psicótico que ela narra. De qualquer forma, catei o Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, que andava por ali, antes de pegar no sono, e abri no capítulo sobre temperança. Acordei serena e descansada hoje de manhã, louca pra ir ver a exposição de arte francesa no MARGS e o acervo do Iberê, com direito a pôr-do-sol na sequência. Depois dos compromissos diários&lt;em&gt;, bien sûr&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6634548063461873350?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6634548063461873350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6634548063461873350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6634548063461873350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6634548063461873350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/08/de-metodo-cinema-e-anseios.html' title='de método, cinema e anseios'/><author><name>Mari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6743867829634863351</id><published>2009-08-09T15:07:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T15:46:30.005-07:00</updated><title type='text'>sentir – senti – sem ti II</title><content type='html'>No primeiro texto &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sentir – senti – sem ti&lt;/span&gt;, de dezembro de 2008, falei mais da minha relação com três grandes cantoras, Elis Regina, Édith Piaf e Billie Holiday  que me emocionam muito. Além, é claro, de inúmeras outras as quais amo de mais como Nina Simone, Bjork, Clara Nunes, sem falar nas atrizes cantoras Marília Pêra, Bibi Ferreira, dentre outras tantas. Enfim! Esse quero dedicar a escritores maravilhosos cujos livros me deixam com o coração do lado de fora do peito. Exposto, revela amores, amantes, amados.&lt;br /&gt;     Estou falando de Charles Bukowski e Bertolt Brecht. Dois escritores maravilhosos que conheço há alguns anos. Bukowski da literatura e Brecht das peças de teatro e também um pouco da literatura. Mas o ano de 2009 me trouxe as poesias desses dois grandes mestres cujas emoções estão ali, em cada palavra, em cada virgula. É impressionante como se pode notar! Pelo menos eu noto. Pode ser que o uísque ajude na minha interpretação, mas acredito mesmo que quando se escreve alguma coisa com emoção, ali ela fica, encravada.&lt;br /&gt;     Uma boa história te liga, te deixa desperto, te faz pensar, te ensina, te deixa noites sem dormir, te cola as capas nas mãos, mas uma história, não, uma qualquer coisa. Uma palavra, uma poesia, uma musica, um texto, um delírio que sejam escritos com emoção, te apaixonam! Leiam, amem e mudem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3ym-1HU7x-0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3ym-1HU7x-0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IDvs9hq15B4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IDvs9hq15B4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6743867829634863351?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6743867829634863351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6743867829634863351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6743867829634863351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6743867829634863351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/08/sentir-senti-sem-ti-ii.html' title='sentir – senti – sem ti II'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5199166765353121908</id><published>2009-08-04T19:12:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T20:17:46.475-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><title type='text'>enjoy the silence</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chego de férias e me deparo com uma produtividade intensa aqui no Purfa. Luiza e Pato a todo vapor: cabeças fervilhando, dedos tinindo, uma loucura! De cara quis escrever algum texto perspicaz, à altura, mas ôxi, que me deu uma preguiça...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Habituada que eu sou a escrever textos-manifesto, percebo que voltei pra frente do teclado sem ter uma idéia que eu quisesse muito compartilhar. Sabe como é voltar de uma viagem em que muitas coisas aconteceram e não ter o menor saco de contar como foi? É isso. Em parte. Porque resumir vários dias espetaculares durante um almoço fatalmente banaliza a experiência...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tem outros detalhes, e agora eu começo a me preocupar ao me dar conta de que talvez eu escreva um bocado sobre a minha falta de vontade de escrever...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que essas férias tiveram de diferente foi o fato de eu ter voltado com outro estado de espírito, e isso ser a grande novidade. Claro que o roteiro incluiu também paisagens deslumbrantes, personagens pitorescos, festas, indiadas, camaradagem... Mas falar dessas coisas todas sem mencionar o bem que elas me trouxeram me faz sentir como se estivesse lendo um guia turístico, ao mesmo tempo em que contar da viagem explicando o porquê de eu ter voltado tão zen me transformaria numa mala sem alça, tipo aquelas pessoas que querem converter todo mundo à dieta macrobiótica, à Bola de Neve Church, ou a qualquer roubada que traga a promessa de "mudar sua vida".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então serei breve, pra evitar o tom de profetisa do apocalipse, mas vou ter que falar um cadinho da Bahia... Dias de sol e mar, noites de forró... aquele povo debochado, o sotaque contagiante (mesmo!)... o cansaço de um dia bem aproveitado, curtido como a vida deve ser... aquela atmosfera conseguiu o que parecia impossível: me desacelerar. Relaxar cada músculo do meu corpo. Ver graça no que antes andava me enervando. A ausência de um itinerário apertado, cheio de atividades programadas, foi fundamental: nossa única preocupação era que fizesse tempo bom, e com isso o dia se resumia a estender as cangas na areia e ali ficar até o dia acabar. Dava pra sentir a paz chegando e se instalando, ocupando todos os espaços, sintonizando minha freqüência e eliminando os ruídos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses dias por lá como que prepararam o terreno pro que veio depois: fui a Campo Grande, MS, visitar minha família paterna, que eu não via há mais de 15 anos. Conheci uma irmã, revi primos que brincavam comigo e agora são casados, têm filho, ou simplesmente cresceram consideravelmente, meus tios envelhecidos, meus avós mais ainda... Passei um espanador na minha história, e me surpreendi com o que encontrei sob o pó.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que ficou desses dias? Eu ainda não consigo dimensionar. Só sei que cheguei aqui praticamente desprovida de convicções, e muito mais interessada em observar do que em me manifestar. Porque tenho a nítida impressão de que meu modo de enxergar o mundo mudou drasticamente, e agora eu acordo de manhã curiosa pra saber como vai ser o dia, visto daqui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não descrevo as primeiras impressões pela mesma razão de umas linhas acima, mas posso dizer que a nuvem negra do meu último post já voou pra bem longe daqui... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E não virei macrobiótica nem crente, caso alguém tenha ficado apreensivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5199166765353121908?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5199166765353121908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5199166765353121908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5199166765353121908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5199166765353121908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/08/enjoy-silence.html' title='enjoy the silence'/><author><name>Mari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6594116629989476478</id><published>2009-08-04T13:57:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T13:59:22.472-07:00</updated><title type='text'>RAÇA</title><content type='html'>Questão difícil essa das cotas raciais. Aliás, todo problema que tem como cerne a questão “racial” é bem complicada. Isso porque mexe com preconceito (tanto dos ofensores, como dos próprios ofendidos), com descriminação, com todo um histórico de desavenças. A escravidão marca tanto que dizem que demora mais do que o triplo do tempo que ela durou para apagar os seus vestígios. Eu ainda duvido que haja tempo passível de apagar os seus vestígios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que no Brasil há sim uma imensa descriminação, mas não somente contra negros: há descriminação contra o pobre em geral, seja ele negro, branco, pardo. É claro que existe preconceito contra negros, conversa com um alemão da colônia para ver... mas aí também existe preconceito contra gays, contra alemães, contra deficientes, contra mães solteiras. Vamos criar cotas para todos esses segmentos então? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que o Brasil é um país altamente miscigenado, o mais miscigenado do mundo. Dos senhores que tinham filhos com escravas, da mistura do europeu com o índio, da colonização italiana, alemã, japonesa. Difícil olhar alguém no exterior e já saber que é brasileiro, como acontece com os ruivinhos ingleses ou os loiros nórdicos. A não ser que a pessoa esteja sambando ou jogando lixo no chão... Da mesma forma, com exceção daqueles pretíssimos (e não leia isso com preconceito), não é fácil olhar alguém e constatar: é negro. E os mulatos? A Camila Pitanga é branca ou negra afinal? Aqueles irmãos gêmeos da UNB que tiveram pareceres diferentes da Universidade (um foi considerado negro e o outro não) são prova dessa dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa miscigenação brasileira, na minha singela opinião, contribuiu e muito para diminuir o preconceito. Muita gente afirma que o que existe é um preconceito velado. Pode até ser, mas o simples fato dele ser velado já demonstra que não é visto pela sociedade em geral como uma boa coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu sei dessa questão toda é que eu sou sim a favor das cotas, mas das sociais. Acho que realmente há um déficit e que, se as coisas continuassem como estão, as classes C e D dificilmente entrariam na Universidade. Esperar que o governo melhore o ensino de base? É o correto, mas se esperaria até quando? Que se implante as cotas para dar a chance dessas pessoas competirem de igual para igual com aqueles mais afortunados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estudo em Universidade Federal e notei com clareza a diferença dos estudantes ali presentes antes e depois das cotas. Que eu lembrasse, havia uma só negra em toda a minha faculdade, hoje são vários. Pessoas de características mais simples, negras ou brancas, transitam por aqueles corredores onde antes, infelizmente, praticamente só os egressos de escolas particulares e de bons cursinhos tinham acesso. Poucas medidas seriam mais eficazes para combater a desigualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar fazer isso utilizando o conceito de RAÇA, entretanto, não me parece o correto e mais, me dá a impressão de ser algo ainda mais discriminatório, quando não inconstitucional. Compartilhando de opinião parecida vou colocar aqui dois textos completamente diferentes, mas igualmente brilhantes: um é uma parte do voto do Ministro do Supremo Gilmar Mendes acerca de um pedido de liminar que envolvia a questão das cotas raciais e o outro é do humorista Danilo Gentili, do CQC, sobre a questão racial em geral. Dois estilos completamente opostos, do “juridiquês” à piada pura e simples, mas ambos convergindo para um mesmo ponto: a fragilidade do conceito de raça e a impossibilidade de adoção de medidas com base neles. Se tiver paciência, tá aí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1) A decisão de Gilmar Mendes (íntegra http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStfArquivo/anexo/ADPF186.pdf) :&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nunca é demais esclarecer que a ciência contemporânea, por meio de pesquisas genéticas, comprovou a inexistência de “raças” humanas. Os estudos do genoma humano comprovam a existência de uma única espécie dividida em bilhões de indivíduos únicos.&lt;br /&gt;A noção de “raça”, que insiste em dividir e classificar os seres humanos em “categorias”, resulta de um processo político-social que, ao longo da história, originou o racismo, a discriminação e o preconceito segregacionista.&lt;br /&gt;(…) é preciso enfatizar que, enquanto em muitos países o preconceito sempre foi uma questão étnica, no Brasil o problema vem associado a outros vários fatores, dentre os quais sobressai a posição ou o status cultural, social e econômico do indivíduo. Como já escrevia nos idos da década de 40 do século passado Caio Prado Júnior, célebre historiador brasileiro, “a classificação étnica do indivíduo se faz no Brasil muito mais pela sua posição social; e a raça, pelo menos nas classes superiores, é mais função daquela posição que dos caracteres somáticos.&lt;br /&gt;Por mais que se questione a existência de uma “Democracia Racial” no Brasil, é fato que a sociedade brasileira vivenciou um processo de miscigenação singular. Nesse sentido, elucida Carlos Lessa que “O Brasil não tem cor. Tem todo um mosaico de combinações possíveis” (LESSA, Carlos. “O Brasil não é bicolor”, In: FRY, Peter e outros (org.) Divisões Perigosas: Políticas raciais no Brasil Contemporâneo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 123).&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Assim, somos levados a acreditar que a exclusão no acesso às universidades públicas é determinada pela condição financeira. Nesse ponto, parece não haver distinção entre “brancos” e “negros”, mas entre ricos e pobres. Como apontam alguns estudos, os pobres no Brasil têm todas as “cores” de pele. Dessa forma, não podemos deixar de nos perguntar quais serão as conseqüências das políticas de cotas raciais para a diminuição do preconceito. Será justo, aqui, tratar de forma desigual pessoas que se encontram em situações iguais, apenas em razão de suas características fenotípicas? E que medidas ajudarão na inclusão daqueles que não se autoclassificam como “negros”?&lt;br /&gt;Com a ampla adoção de programas de cotas raciais, como ficará, do ponto de vista do direito à igualdade, a situação do “branco” pobre? A adoção do critério da renda não seria mais adequada para a democratização do acesso ao ensino superior no Brasil? Por outro lado, até que ponto podemos realmente afirmar que a discriminação pode ser reduzida a um fenômeno meramente econômico? Podemos questionar, ainda, até que ponto a existência de uma dívida histórica em relação a determinado segmento social justificaria o tratamento desigual.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2) Texto do Danilo Gentili (BLOG: http://danilogentili.zip.net/):&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As pessoas que separam cachorros por raças fazem isso porque acreditam que uma raça vale mais que a outra. Eles acreditam mesmo nisso. Ganham dinheiro com isso. Movimentam um mercado. Dividir uma espécie por raças nada mais é do que racismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente acredito que todo cachorro é cachorro e que toda pessoa é pessoa. E dentro disso não entendo como alguém que morde seu sapato, encoxa sua perna e caga no seu tapete pode ser considerado o melhor amigo do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem propagou a idéia que "negro" é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra". Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco. E sim de burro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de viado e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:&lt;br /&gt;- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação idiota. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa. E no mundo real o lápis preto é bem maior que o amarelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamentes corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os politicamentes corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora peço que não sejam racistas comigo por favor. Nao é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mal gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca terem escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é engraçado piada de gay e gordo, porque não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente", tudo bem, eu  posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Antes que diga "Não devemos fazer piadas com negros, nem com gordos, nem com gays, nem com ninguém" Te digo: "Pode colocar meu nome aí nas páginas brancas da sua lista negra, mas te acho chato pra caralho".&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6594116629989476478?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6594116629989476478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6594116629989476478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6594116629989476478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6594116629989476478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/08/raca.html' title='RAÇA'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-9089799120099295710</id><published>2009-08-01T13:22:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T13:46:00.019-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>O jornalista papagaio</title><content type='html'>O jornalismo é uma profissão bastante abrangente. Os profissionais saem do curso preparados para trabalhar em diversas áreas, bastando apenas escolher a que lhes dá mais prazer. Seja fotografia, radio, texto impresso ou telejornal. Dentro disto, podem fazer inúmeras editorias e escolher um assunto que lhes agrade e sobre o qual entendam: cultura, esporte, previsão do tempo, política, economia, social. Enfim, são as mais variadas formas de se trabalhar com a informação e com o prazer. Mas a questão é justamente sobre isso. Fiquei o dia inteiro pensando no grau de imparcialidade que esses profissionais têm quanto a, de uma maneira ou de outra, expor a sua opinião numa matéria que teoricamente deveria ser apenas informativa. Afinal, existe ou não jornalismo 100% não opinativo?&lt;br /&gt; A primeira lembrança que eu tive foi de três diferentes traduções que li da peça HAMLET de William Shakespeare. A primeira do Millôr Fernandes, depois da Bárbara Eleodora e por último de Lawrence Flores Pereira. Cada uma delas, embora tenham sido traduzidas do mesmo texto, passam sensações diferentes por causa das escolhas das palavras e por causa das cenas mais enfatizadas e valorizadas pelos tradutores que fazem escolhas de palavras, termos e rimas. Cada um deles interpreta esse texto de uma maneira diferente. E ao passar essa interpretação adiante, estão opinando. É assim que vejo todas as outras funções do jornalista. Como as crônicas, os editoriais e os artigos que são espaços abertos para a opinião clara de algum entendedor sobre determinado assunto, o jornalismo das matérias dos fatos do dia, das entrevistas, das fotografias, também é opinativo. Pois não há nenhum jornalista papagaio. Seria o jornalista ideal aquele que não interpreta o acontecido, mas sim, o repete exatamente como aconteceu? Como nas traduções, os criadores das matérias também fazem as suas escolhas de palavras, termos, rimas, figuras de linguagem, entonações, expressões faciais ou angulo de visão que revelam muito mais do que só o conteúdo abordado. A própria escolha das fontes entrevistadas, as perguntas feitas. São demais os fatores que impossibilitam a não opinião de um ser humano sobre a informação transmitida. &lt;br /&gt; É importante que os receptores das mensagens saibam o que estão lendo. Saber do fato puro sem interpretações, pelo menos, quando a informação é vendida como tal ou saber de que lado está o jornalista. Depois de me deparar com este assunto por um dia inteiro, ouso dizer que, embora talvez devesse, o jornalista papagaio não existe. É como uma idéia muito boa, mas que, mesmo sem querer, é impossível que aconteça. O nosso papagaio é, portanto, uma figura utópica desta proposta de jornalismo.&lt;br /&gt; É por isso que, para a importantíssima função de jornalista, é necessário, sim, passar quatro anos estudando prática e ética e adquirir com isso um diploma que o da direito a informar, seja como for.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-9089799120099295710?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/9089799120099295710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=9089799120099295710' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/9089799120099295710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/9089799120099295710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/08/o-jornalista-papagaio.html' title='O jornalista papagaio'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7388978136741072199</id><published>2009-07-31T14:26:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T14:27:04.068-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>A crise dos vinte e poucos anos...</title><content type='html'>Recebi um email de uma amiga com um texto que se chamava “a crise dos vinte e poucos anos”. Vinha com asteriscos, exclamações e entusiasmadas recomendações para todos lerem. Abri avidamente, já que o meu aniversário de 24 anos, comemorado há pouco, desencadeou, além da comemoração de sempre, uma séria crise de idade, punk mesmo, como eu nunca tinha tido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, tenho que dizer que a minha identificação é maior com o bigode do Sarney do que com aquele texto! Fora uma ou outra consideração acertada, a crise descrita ali em nada se parece com a minha. Me pareceu que o autor justifica a crise por ter ido ficando mais solitário com o tempo, ter ido percebendo que certos amigos não eram verdadeiros, ter se distanciado de outros tantos que gostava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o ponto central da minha crise é justamente o contrário: eu acho os “vinte e poucos anos” a melhor fase da vida, disparado. Olha só: a adolescência é um barato, marcante. Cheia de novas descobertas, pouca preocupação, só escola e deu, o resto é festa. O problema é que nela ainda mora o controle mais extremo dos pais, a inconstância, os hormônios borbulhando, a busca constante por descobrir qual a nossa verdadeira personalidade, o que, diga-se de passagem, não é nada fácil. O fim de um namoro parece o fim da vida! A gente sente aquela obrigação de ser amigo de todo mundo, de ir em todas as festas, de usar as coisas da moda, de ir nos lugares onde todos vão. Saco. É a época dos nerds e dos populares, das gírias grudentas, da necessidade de falsificar a identidade para entrar em algum lugar decente, de muitas vezes fingir ser quem a gente não é. O corpo mudando, a personalidade se formando, decisões complicadas a tomar, pura pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os vinte e poucos trazem uma maturidade na mistura certa com o que sobrou daquela inconsequência adolescente. No meu caso: já descobri o que quero fazer da vida, o que é um alívio e tanto. Não me obrigo a mais nada, só saio quando realmente estou afim e com quem estou afim. Sei perfeitamente que relacionamentos acabam, mas que inevitavelmente novos surgem. Já faz tempo que sei quem são meus amigos verdadeiros e com quem realmente posso contar e quais são puro “fazer social”, alguns companheiros de festa, outros somente colegas. Já vou onde quero, quando quero e na hora que quero, sem dar maiores explicações para ninguém. Trabalho e ganho meu dinheiro, mas ainda moro com a minha mãe, o que deixa a minha “pequena fortuna” reservada para ser gasta só naquilo que eu gosto: viagens, jantas, roupas. Já sei exatamente qual o meu estilo e o que me cai bem, não uso nada só porque tem muita gente usando. Aprendi a conhecer as minhas mudanças de humor e o que fazer para resolvê-las. Tem toda uma responsabilidade quando o assunto é trabalho/estudos (ninguém mais te cobra nota a essa altura da vida), mas alguma insensatez adolescente ainda é bem vinda. Acabou a fase de guerra com a família e de mau humor sem explicação, pai e mãe são amigos.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos vinte vem os trinta e é hora de estabilizar a vida, estar em um bom emprego, com alguém legal do lado, depois ter filhos e toda aquela “vida adulta” que a gente conhece. Nesse ponto já não dá mais pra “loquear”, viajar aos montes, gastar só comigo mesma. Isso, meu bem, só nos vinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que entra a minha crise: como essa é a idade do poder-fazer mas ainda sem o precisar-estabilizar, eu tenho MUITOS planos pros meus vinte e poucos anos. O problema que nos 24 ouvi a buzina ressoar: não vai dar tempo! Não vai dar tempo! Vá lá: eu preciso me formar; quero fazer mochilão pela Europa e passar um tempo em Nova York; queria fazer um pós em Paris ou na Espanha; queria morar sozinha em Porto Alegre, mas queria morar um tempo no Rio também; quero viajar pela costa brasileira de carro; preciso decidir se quero concurso ou advogar. Se o primeiro, preciso estudar e passar. Se o segundo, preciso me firmar em um bom escritório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cerne da crise é o seguinte: é uma fase intensa e que deve ser aproveitada, mas, como é a que mais decide as seguintes, traz ainda mais atividades à lista de afazeres. Isso, meus caros, é o que me apavora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se nos vinte eu quero fazer tudo isso e nos trinta eu quero estabilizar, ao longo desse monte de viagens e andanças eu preciso achar um bom emprego e um cara legal, para, lá adiante, acalmar com os dois. Eu quero loucurinhas, viagens legais, aproveitar, mas ao mesmo tempo eu preciso me preparar para uma carreira e uma vida. Não é fácil não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mais de um mês depois do meu aniversário, vou dizer que o mar serenou, a crise passou e a tranqüilidade voltou a povoar a minha pessoa. Mas o estopim da crise e as idéias que a embasavam seguem na minha cabeça. Já daquele texto, a única coisa que eu guardei foi a “cervejinha que serve de desculpa para conversar um pouco”. É o que eu estou indo fazer agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(se quiser ler o texto mencionado: http://www.upalele.com/2008/06/17/crise-dos-20-e-poucos/)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7388978136741072199?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7388978136741072199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7388978136741072199' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7388978136741072199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7388978136741072199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/07/crise-dos-vinte-e-poucos-anos.html' title='A crise dos vinte e poucos anos...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-8205339740160302647</id><published>2009-07-28T13:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T13:53:12.575-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo real'/><title type='text'>Humor, inteligência e mais daquela viagem.</title><content type='html'>“Senso de humor e inteligência” – parece ser a resposta padrão de toda famosa (ou almejante) ao ser interrogada sobre as características necessárias para se interessar por um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso então parecer manjada, repetitiva, charlatona, mas tenho notado o quanto essas duas características efetivamente me atraem e fazem alguém que antes passava desapercebido me chamar – e muito! – a atenção. Para exemplificar, não vou nem falar da vida real, de pessoas que convivem comigo e que eu encontro no dia a dia, mas dos artistas mesmo, aqueles que aparecem na TV e que até o meu cachorro conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perguntam para qualquer mulher um artista que ela acha lindo, as respostas provavelmente não vão exalar muita criatividade: Pitt, Clooney, Santoro e por aí vai. Lindos, perfeitos, unanimidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que agora, com essa profusão de artistas invadindo a internet, com blogs, Twitter e assemelhados, eu tenho me pegado analisando um pouquinho mais a fundo: fulaninho escreve bem? Pelo menos pensa??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a resposta é sim, pode escrever, meu radarzinho começa a apitar. A minha primeira paixãozinha-platônica-por-artistas-que-nunca-saberão-quem-eu-sou, em razão do que eles pensam e não da beleza, foi pelo Pedro Neschling. Conhecia ele de um ou outro trabalho na TV, lembro de ter sido um dos irmãos Sardinha, mas nunca achei nada demais. Comecei a ler o blog dele e plaft: inteligente, interessado por tudo que me interessa, tranquilão. Apaixonei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, notei que meu interesse pela inteligência aumentava quando ela vinha acompanhada de humor. Notei isso com o CQC - programa, na minha opinião, de humor inteligente. Comecei achando eles só engraçados, daí vem uma boa tirada daqui, uma piadinha inteligente dali e quando eu vi tava achando uns três dali ótimos, par ideal, marido perfeito! E olha que nenhum é muito bonito não... Outro dia, novo episódio confirmando a minha tendência recém-descoberta: o Marcelo Adnet, da MTV, foi dar uma entrevista no Jô. Indiscutivelmente a primeira impressão que o Adnet passa é de uma pessoa feia, meio esquisita, narigão, orelhão. Pois então: não precisou nem acabar o primeiro bloco do programa para eu estar achando ele O charme da vida!!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já um bando de galãzinhos globais, rostinho perfeito, corpinho malhado, passam batido por mim quando eu entro no blog e não acho nada além de “tava iraaado”, “a novela ta maaaassa” e “beijããão galera”. Não que atração física não seja importante, mas que uma boa dose de inteligência e humor ajudam a fazer com que ela seja descoberta... aaah, como ajudam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda no clima de depois daquelas férias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que uma viagem me marcou quando eu volto completamente nostálgica; quando basta uma breve menção ao lugar onde eu estive para que eu me encha de suspiros de saudades; quando eu quero profundamente voltar assim que possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque para mim existem dois tipos de viagens: (1) aquelas em que eu conheço lugares que, por mais maravilhosos que sejam, não me tocam profundamente e (2) aquelas em que eu conheço lugares que, maravilhosos ou não, me marcam demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro caso é assim: eu acho lindo, aproveito a viagem, percorro o lugar, tiro minhas fotos, mato as minhas curiosidades e pronto: é um lugar a mais conhecido, uma experiência nova. Voltar? Até pode ser, mas não faço questão, ante a possibilidade de desbravar novos horizontes...  Já no segundo caso, sabe-se lá que sintonia acontece, se é o astral do lugar, as companhias da viagem, as pessoas que eu conheço lá, o acaso. Eu só sei que eu crio uma ligação imediata (mas que eu só vou percebendo com o tempo), uma afinidade absurda e parece que eu meio que “pertenço” àquele lugar também. Ao ir embora a vontade é ficar. Não sendo possível, a vontade é voltar. Voltando, a vontade é repetir de novo, e de novo, e de novo. Que delícia quando acontece isso!   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouquíssimos lugares tiveram esse efeito sobre mim. Até agora Nova York, onde eu fiquei por meros 5 dias e já me sentia em casa, o Rio, lugar que eu já considero quase como uma segunda morada (sem base nenhuma para isso) e para onde eu sei que sempre vou voltar e agora Itacaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que eu noto que não tem um padrão para determinados lugares “fazerem a minha cabeça”: Nova York eu fui com a família, é o símbolo da urbanidade. O Rio não, já é uma mistura de vida urbana com praia, já fui com várias pessoas diferentes e sempre voltei suspirando de alegria. Itacaré, por fim, é roots total, praias mil, trilhas, reggae e forró.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que eu sei é que eu ainda quero conhecer muitos lugares, mas com certeza quero voltar para esses três. Muitas e muitas vezes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-8205339740160302647?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/8205339740160302647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=8205339740160302647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8205339740160302647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8205339740160302647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/07/humor-inteligencia-e-mais-daquela.html' title='Humor, inteligência e mais daquela viagem.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1879678659961842731</id><published>2009-07-24T21:12:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T21:24:25.627-07:00</updated><title type='text'>Depois daquelas férias...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SmqIw4IYOyI/AAAAAAAAAKs/WTxLSxKg_kk/s1600-h/prainha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SmqIw4IYOyI/AAAAAAAAAKs/WTxLSxKg_kk/s320/prainha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362248679620623138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Voltar de férias descansada, há quanto tempo que eu não conseguia essa proeza! Porque geralmente meus períodos de descanso só me cansam mais, é sempre aquela correria para ver tudo, fazer tudo, conhecer tudo. Agora não, tive tempo. Tempo de conhecer, ver, e ainda assim criar uma pequena rotina, aquelas rotinas deliciosas que só boas férias nos proporcionam. Conhecer gente. Abanar para elas na rua e me sentir em casa em um lugar onde nunca tinha estado antes. Tomar um café delicioso, colocar as Havaianas e o primeiro vestidinho leve que eu visse pela frente. O cheirinho gostoso de protetor solar. O almoço / janta com a cervejinha das seis da tarde. O sono sagrado até umas nove. O pife. A noite, sempre igual, mas sempre diferente. Os dias lindos e os coqueirais fazendo fila na minha frente. O mar, ah, o mar. O sotaque que não me largava. Os companheiros de viagem, melhor impossível. Difícil aterrissar na terra dos zero graus Celsius, dos dias mais frios em três anos, da volta ao trabalho e à rotina não tão deliciosa assim. Mas isso que é bom das férias: o gostinho de quero mais e começar a programar as próximas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na minissérie “Som e Fúria”, da Globo, teve um diálogo que eu achei bem interessante. Assistindo a Romeu e Julieta, a personagem da Andrea Beltrão diz odiar ver aquela peça, porque sempre que vê se sente uma merda, já que aquele tipo de amor certamente nunca vai acontecer na vida real. Ela ainda complementa, dizendo que é uma peça que tem que obrigatoriamente ser encenada por jovens, para que eles acreditem pelo menos um pouco na história que estão contando. Daí o personagem do Felipe Camargo retruca: “eu acho uma peça extremamente realista. Dois jovens se apaixonam, são felizes por um curto espaço de tempo e depois dá merda. Como sempre acontece na vida”. Eu, nesse meu ceticismo incurável, não pude concordar mais. Com os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tô louca para assistir o documentário sobre o Caetano, Coração Vagabundo. O trailer só fez aguçar a minha curiosidade sobre esse cara que, a cada entrevista que eu leio, me surpreende mais e mais pela inteligência, talento e humildade. Chegando aqui, to lá. Enquanto isso, dá um conferes: http://www.youtube.com/watch?v=uz8tUA-qMdk.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1879678659961842731?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1879678659961842731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1879678659961842731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1879678659961842731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1879678659961842731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/07/depois-daquelas-ferias.html' title='Depois daquelas férias...'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SmqIw4IYOyI/AAAAAAAAAKs/WTxLSxKg_kk/s72-c/prainha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6288089314090893058</id><published>2009-07-07T13:16:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T13:35:46.826-07:00</updated><title type='text'>this too shall pass</title><content type='html'>Depois do último post, confesso que meu estado de espírito ainda não mudou de todo, mas os prenúncios não poderiam ser melhores: amanhã, neste mesmo horário, pretendo estar circulando pelo pelourinho, de havaianas e óculos de sol, habituando meus ouvidos ao sotaque musical dos baianos.&lt;br /&gt;Me ponho a pensar nos próximos dias e as simples projeções já melhoram meu humor: quero andar pelas ruas de Salvador; quero ouvir percussão; quero guias, patuás e mandingas; quero experimentar frutas esdrúxulas; quero falar baianês; quero acarajé, vatapá e caruru; quero papear com as baianas rendeiras; quero regatear na feira; quero amanhecer e anoitecer na beira da praia; quero trilhas; quero dormir na rede; quero noites de forró; quero café-da-manhã de pousada; quero pouca roupa; quero cheiro de protetor solar; quero reggae; quero sal; quero rir com as pessoas; quero andar na areia sozinha... quero que o tempo passe beeem devagar.&lt;br /&gt;Na volta, além do bronzeado e dos temperos na bagagem, um novo dialeto e muito mais do que dois dedos de prosa... Axé!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6288089314090893058?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6288089314090893058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6288089314090893058' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6288089314090893058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6288089314090893058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/07/this-too-shall-pass.html' title='this too shall pass'/><author><name>Mari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-5838896730406675322</id><published>2009-07-06T12:09:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T12:14:55.843-07:00</updated><title type='text'>De tudo um pouco, mas nada demais.</title><content type='html'>Ouvi falar, não dei bola, entrei, titubeei, não entendi, tentei de novo e agora plaft! Me rendi ao Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor dele, na minha opinião, é o trinômio rapidez / criatividade / economia. Eu, que adoro ir de blog em blog, tenho ali um resumo deles, com atualização automática, direto na minha página principal. Fora que é ótimo ver a demonstração de criatividade das pessoas, postando comentários memoráveis, normalmente engraçados, em apenas 140 caracteres. Para mim é um exercício escrever em tão pouco espaço (basta ver o tamanho dos meus textos aqui no blog). Aliás, acho que o talento de expressar o que quero, com precisão, bem escrito e em poucas palavras eu não tenho. Preciso de treino.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando em talento para escrever pouco e bem, vou dizer que os comentários do Millor Fernandes todo dia na minha página principal são uma das melhores coisas que o Twitter pode oferecer. Aliás, como bem disse um amigo meu no próprio site, o Twitter foi feito pro Millôr Fernandes! Quer ver? Algumas pérolas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Só as mulheres que variam muito de homens podem dizer que os homens são todos iguais”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“Eu posso não ser um bom exemplo. Mas sou um bom aviso”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Enquanto espero o Juízo Final vou usando o meu mesmo, um tanto precário”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O homem sempre se cura sozinho. A natureza produziu o médico apenas para mandar a conta”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, tem ainda os comentários do Rafinha e da turma do CQC em geral, que sempre divertem. Notícias do New York Times em tempo real, da política brasileira através do Lauro Jardim. Dá ainda para dar uma espiada no que alguns famosos pensam e como escrevem, saber o que tá rolando com o Inter,...tudo rapidinho, tudo resumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, acho que o Twitter acaba sendo uma confirmação da característica mais marcante desses tempos em que vivemos: &lt;strong&gt;TODO MUNDO &lt;/strong&gt;tem alguma coisa a dizer sobre qualquer assunto, mas &lt;strong&gt;NINGUÉM&lt;/strong&gt; tem muita paciência de escutar – diga-se , de ler. A não ser, claro, que tenha no máximo 140 caracteres. Acho que tai a fonte do sucesso do Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não conhece? Vai lá: www.twitter.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu time voltar a ocupar o topo da tabela e não deve sair mais de lá. Rumo ao tetra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que maravilha quando a gente comprova que o tempo e a distância simplesmente não abalam certas amizades. Esse findi recebemos aqui em Porto um amigão made in Austrália. Na real é carioca, mas ainda mora por lá. É incrível como algumas pessoas, de alguma maneira, se tornam super especiais nas nossas vidas, por menos tempo que tenhamos convivido com elas. Deve ser aura, química, sintonia, os santos se batem, sei lá. Enfim, é esse o caso do amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após quase quatro anos sem nos vermos o encontro foi igual aos da época em que a gente comia pão de ontem e saia das noites de Manly gargalhando... que alegria essa constatação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edson, caso tu leia isso aqui – apesar de eu estar ciente que tu acha pessoas que escrevem engraçadas – thanks pela visita. E pelas Tim Tams! E até a próxima. Que seja em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam só dois dias para eu sair em umas férias que nunca foram tão necessárias! A partir de quarta o blog provavelmente vai entrar em recesso, visto que as co-autoras mais assíduas estarão sob o sol baiano comendo acarajé. Oxenti, mainha!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-5838896730406675322?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/5838896730406675322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=5838896730406675322' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5838896730406675322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/5838896730406675322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/07/de-tudo-um-pouco-mas-nada-demais.html' title='De tudo um pouco, mas nada demais.'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-4669218283573658008</id><published>2009-07-04T00:03:00.000-07:00</published><updated>2009-07-04T00:44:10.930-07:00</updated><title type='text'>Precisava?</title><content type='html'>Neste exato momento eu sinto um misto de raiva, e dor, e incompreensão e... sono, por isso não vou me demorar. Já aviso de antemão que ninguém vai se beneficiar minimamente da leitura, portanto, se você tem mais o que fazer, não perca seu tempo lendo mais um desabafo estúpido.&lt;br /&gt;Mas tu, tu pode ler. E não, não vou usar o português correto das nossas últimas correspondências. Soube recentemente que de vez em quando tu dá as caras por aqui, então se existe um mínimo de curiosidade quanto ao que eu senti depois dessa noite, é assim que eu pretendo te contar.&lt;br /&gt;Nunca pensei que tu fosse sádico. Não costumo te ligar nas madrugadas - ou em momento algum. Acredito que no 6º ano de faculdade já esteja claro que eu freqüento o caarbaré, em todas as suas edições. Te escrevi, há pouquíssimo tempo, uma carta na qual derramei tudo o que eu sinto e penso, sem pudores, sem orgulho.&lt;br /&gt;Tu? Continuou me tratando bem. Me convidou pra almoçar no lugar onde a gente tinha o hábito de comer juntos. Me perguntou duas vezes sobre o maldito caarbaré. Não mencionou tua namorada nem ao responder àquela carta.&lt;br /&gt;Pequenas coisas que me deixavam feliz. Não animada, nem esperançosa, só feliz. Por te ver, interagir contigo, sentir que muito da nossa sintonia ainda existia. E quem saberia o que esperar do futuro? Eu já tinha deixado de ter expectativas. Pelo menos a curto prazo - como que me acostumei à idéia de que a gente acabaria se reencontrando pela vida.&lt;br /&gt;Cheguei na faculdade faceira. Com as minhas amigas, na festa que eu adoro, uma das últimas antes da formatura, sabendo que tu poderia estar lá. E tu foi a 1ª pessoa que eu vi. Me veio aquela inquietação adolescente que não me envergonha nem um pouco, mas me deixa as bochechas mais vermelhas do que já são. Dei uma volta, e quando retornei, perguntei pro César se tu tava sozinho. Era quase uma pergunta retórica, pensava ser óbvio que tu não traria a menina justamente pro caarbaré. E a resposta foi negativa. "Não tá sozinho". "Veio com a namorada?". "Veio".&lt;br /&gt;Naquele momento, a música parou na minha cabeça. O quentão perdeu o gosto. Minha visão ficou turva. Não demorei pra constatar com os meus olhos o que me parecia incompreensível, inacreditável.&lt;br /&gt;Não vou entrar em detalhes sobre como eu me senti dali pra frente. Tu já me viu sofrer, chorar, sentir dor... desnecessário descrever o quadro.&lt;br /&gt;Mas vou falar um pouco da dor além da dor: como na mensagem que eu mandei, o sentimento de inadequação. De ter me sentido próxima de ti ainda que nada de mais acontecesse entre a gente, de ter tomado coragem pra ser absolutamente sincera contigo. Há poucas horas percebi o engano. Nós somos estranhos e acho que foi isso que tu quis deixar claro. E é por isso que eu escrevo aqui. Não saberia usar um tom mais confessional e falar com clareza, só pra ti, do que eu senti ao te ver com uma guria na festa da nossa faculdade depois dos últimos acontecimentos. Seria persistir na inconveniência.&lt;br /&gt;Enxerguei canais que não existem entre a gente. Nossos olhares não se reconhecem, vi errado. Redimensionar tudo o que eu achava que nós tínhamos e teríamos pra sempre talvez demore um pouco.&lt;br /&gt;Meu deus, como esse semestre demorou pra acabar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-4669218283573658008?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/4669218283573658008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=4669218283573658008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4669218283573658008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4669218283573658008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/07/precisava.html' title='Precisava?'/><author><name>Mari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3821540361588643580</id><published>2009-07-02T14:00:00.001-07:00</published><updated>2009-07-02T14:13:40.061-07:00</updated><title type='text'>Música</title><content type='html'>Tem um site (http://www.planetarei.com.br/100anos/index.htm) que mostra as 100 músicas mais tocadas nas rádios brasileiras de 1904 a 2008. Mais de um século de sucessos registrado. É de se perder analisando, lembrando de fatos, fazendo conexões. Eu achei bem interessante e fiquei um bom tempo fazendo isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando uma olhadinha nas 100 mais tocadas de 2008, por exemplo, eu marquei 16 que me marcaram de alguma forma: &lt;em&gt;Extravasa, Low, Bubbly, I Kissed a girl, Coisas que eu sei, No one, Tem que ser você, Amado, Ciumenta, Don´t stop the music, Borboletas, American boy, If I were a boy, Burguesinha, Vida boa e Midnight Bottle&lt;/em&gt;. Não que eu adooore elas, mas por terem me marcado de alguma forma. É impressionante como músicas marcantes tem o poder de nos transportar fácil para outra realidade vivida! Só de cantarolar baixinho essas eu já me transporto para o Rio, para o Carnaval, para alguma noite na Cidade Baixa, paro o meu carro no inverno, para o meu quarto submerso em reflexões, para uma noite em boa companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das minhas próprias lembranças, peguei as listas e resolvi fazer relações. Em 1957, ano em que o meu pai nasceu, o que tava bombando nas rádios era Maysa, Elvis, Aracy de Almeida, Dóris Day, Dorival Caymmi. Bom hein? Olhando por cima, acho que 70% das músicas eram brasileiras. 1991: ano em que o meu irmão nasceu. A análise da lista é um sopro de inspiração para qualquer DJ de Balonê: Paralamas, Roupa Nova, Roxette, RPM, Madonna, Kid Abelha. Até “noite preta”, de &lt;em&gt;Vamp&lt;/em&gt;, consta lá. Eu já saí cantarolando “&lt;em&gt;balada noite preta, noi-te pretááá...” &lt;/em&gt;e com a vontade de brincar de colocar os sapatos da minha mãe e desfilar. Era minha brincadeira preferida na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da lista de 2008, observei ainda certas coisas: 15 das mais tocadas são sertanejas. Sinal claríssimo que foi o estilo que voltou com tudo no ano que passou (olha o programa da Regina Casé aí!). Em 2007 foram só 8 e nos anteriores com certeza deve ter sido ainda menos. Outra coisa que me chamou atenção foi o número de músicas em inglês, especialmente americanas: 51, ou seja, a maioria. Para um país do tamanho do nosso e com tantas opções e estilos musicais, que tem na lista de mais ouvidas de Marisa Monte a Mc Creu, do reggae no Natiruts ao sertanejo do Bruno e Marrone, é uma mostra clara do quanto a gente realmente consome cultura americana. Não pude deixar de notar, ainda, que tem 2 músicas da Wanessa Camargo na lista. Sério, alguém ouviu a voz dela alguma vez no ano passado? Eu só vi fotos, no alvoroço do casamento, mas nada de voz. Se me dissessem que ela tinha ficado muda eu acreditava fácil. E por fim, “blusinha branca” consta na lista!?? Essa deve estar na minha lista de mais ouvidas de 1995, juntinho com a Wanessa Camargo antes de emudecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, quem tiver curiosidade, passa lá e dá uma olhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô no impacto do texto da Mari aí em baixo, profundamente conexo com a minha fase de &lt;em&gt;caos – profundo – interno – sem explicação&lt;/em&gt; atual. Eu até quis escrever comentando, mas como é uma fase ainda presente, nem eu sei o que quero dizer. O engraçado é que a Mari sabe. Nada melhor, então, do que deixar nas palavras dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me impressiona como as coisas se tornam muito mais claras sob o efeito do tempo e da diferença de perspectiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, só uma frase bonitinha para reflexão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"o coração, se pensasse, pararia"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fernando Pessoa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3821540361588643580?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3821540361588643580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3821540361588643580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3821540361588643580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3821540361588643580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/07/musica.html' title='Música'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-8761670795023820474</id><published>2009-06-30T19:37:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T21:01:28.381-07:00</updated><title type='text'>comida</title><content type='html'>Passados alguns anos de que eu comecei a me tratar - ou me analisar, como preferir -, reparo que adquiri a mania de fazer associações. Pra mim é muito difícil acreditar no aleatório, nas atitudes tomadas "sem querer", "por nenhuma razão" ou "sem qualquer intuito específico". Tirei isso das descobertas que fui fazendo nos últimos anos quanto aos reais motivos que me levaram a agir de determinada maneira, ou me sentir de modo peculiar. Não, isso não me curou das atitudes irrefletidas, não impediu que eu continuasse enfiando os pés pelas mãos, nem mesmo que eu me desviasse do equilíbrio diversas vezes, conscientemente, como uma criança que tira dinheiro da carteira do pai: sabedora da transgressão - e da pena -, mas não recuando diante disso. Muito pelo contrário, por sinal. A diferença é que eu não saboto o bolso de mamãe, e sim a mim própria. E ainda que não represente a solução, ajuda muito identificar as razões.&lt;br /&gt;Se eu resolvesse colocar em palavras, aqui, toda a manta que eu teci com os acontecimentos dos últimos tempos, não haveria espaço, tampouco paciência de quem quer que lesse. Mas tem um paralelo que eu adoro traçar, e desse eu não pretendo me furtar: vida e... comida, claro!&lt;br /&gt;No ano que passou eu engordei. Pudera: deixei de ser vegetariana, comecei a faculdade de gastronomia e alternei períodos de ansiedade e solidão (duas faculdades+trabalho em restaurante=pânico constante de não dar conta e vida social respirando com aparelhos). A resolução de viver intensamente cada um dos meus dias muitas vezes redundou em comer o que desse vontade e/ou beber até cair. Não tava enxergando muita possibilidade de melhora, fiquei muito tempo entre a cruz e a espada, pensando que era muito legal ser advogada-cozinheira-atleta-boêmia, mas com uma vozinha que me dizia lá no fundo: &lt;em&gt;isso não vai dar certo... &lt;/em&gt;Essa minha idéia de versatilidade a toda prova entrava em choque com o valor supremo que eu sempre dei à coerência, e na minha alimentação isso se traduzia em chutar o balde no fim de semana sob a promessa de compensar na segunda-feira - só que segunda-feira era dia de muitas receitas na faculdade... Enfim, entrei em parafuso e passei longos meses carrancuda, mal humorada, por conta de não me reconhecer direito, de não chegar a uma conclusão nas discussões constantemente travadas dentro de mim. Brigando muito, principalmente comigo mesma.&lt;br /&gt;Esse ano, passado o meu &lt;em&gt;delay&lt;/em&gt; habitual, fichas e mais fichas começaram a cair: meu amor; minhas amigas; família; formatura... parece que todos os botõezinhos aqui dentro começaram a piscar. Atordoante, perturbador no início, mas depois de traçado o mapa a situação começa a ficar controlada. E eu sinto que tudo se encaminha pro seu devido lugar (pelo menos na minha cabeça).&lt;br /&gt;Parece que a Mariana de verdade tá voltando, se apropriando de todas as experiências vividas nesse ano que passou e sabendo o que fazer com elas. Não preciso abrir mão de curtir cada momento, não preciso correr por 3 horas pra compensar episódios compulsivos, não preciso de episódios compulsivos. Posso experimentar só um pedaço, beber só uma taça, gastar só um pouquinho. Não preciso mais tomar litros de café ao longo do dia, não como mais como se fosse a última refeição antes de um inverno rigoroso, os tragos andam bem mais esparsos, e fazer dieta já tem parecido um desafio empolgante, antes de uma missão impossível. Sério, chega uma hora em que a privação começa a ser prazerosa, juro! Aceitar que carne não me faz muito bem não implica partir pro vegetarianismo e riscar boizinhos, avestruzes, patos e cia. para todo o sempre do meu repertório, mas restringir o consumo a 1 vez por semana, por que não?&lt;br /&gt;Nunca diria que parei de dar bola pra comida, ou que larguei de vez a bebida, muito menos que encontrei Jesus ou coisa do tipo... mas a sensação de botar um pouco de ordem no caos e mandar cada sensação pro seu devido lugar ajuda muito na hora de perceber que comida não serve pra tapar buracos nem amenizar neuroses. Reconhecer o que nos faz bem e o que não faz, saber onde maneirar e quando usufruir, isso é estar no comando, ao invés de ser comandada pela comida. É alimento, e é prazer também, e deve seguir assim, sem virar culpa - ou indigestão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-8761670795023820474?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/8761670795023820474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=8761670795023820474' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8761670795023820474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8761670795023820474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/06/comida.html' title='comida'/><author><name>Mari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6499657923467452203</id><published>2009-06-26T13:06:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T13:16:22.643-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SkUqehlMiEI/AAAAAAAAAKc/hYiWATgMYW8/s1600-h/principe.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 292px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SkUqehlMiEI/AAAAAAAAAKc/hYiWATgMYW8/s320/principe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351730436098525250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho tantas coisas para comentar por aqui, mas o trabalho me raptou e ainda nem deu sinal de que há a opção de resgate... Acontece que esse início de inverno me deixa muito mais pensativa, faz a minha cabeça fervilhar e todo e qualquer assunto me parece ser digno de comentários. Pelo amor de Deus, até o Michael Jackson morreu, quer assunto com mais pano para manga?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na real por enquanto eu vou passando esse papinho-astro-pop, deixo para os Globo Repórter da vida. Enfim, o assunto hoje é uma coisa na qual eu venho pensando. É sobre relacionamentos. Ih, fudeu – alguém deve ter pensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma corrente de pensamento que é um encontro entre a Teoria de Darwin e a psicologia que é a chamada Psicologia Evolucionista. É um modelo que explica os fenômenos psíquicos a partir da genética e da evolução. Pois bem, opinião de leiga: nada poderia se encaixar melhor na explicação da busca permanente do ser humano – e principalmente do jovem – pelo seu par “ideal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teoria da Evolução de Darwin diz que os indivíduos mais adaptados prevalecem no ambiente. Assim, muito provavelmente todos nós, inconscientemente, buscamos no parceiro as características que acreditamos mais aptas a “vencer”, para que passem para uma eventual prole. Não adianta, nós somos programados geneticamente para reproduzir e possivelmente a nossa busca é conduzida, claro que involuntariamente, por essa simples função genética. Que romance o quê, no fim é quem dá as cartas são os nossos genes mesmo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somado a isso, ainda somos programadas desde crianças (as mulheres, no caso) a acreditarmos em conto de fadas e que o nosso “&lt;em&gt;end&lt;/em&gt;” só vai ser “&lt;em&gt;happy&lt;/em&gt;” se um príncipe vier nos resgatar em seu cavalo branco. Sonho, devaneio? Por incrível que pareça, de um jeito ou de outro, é o que todas esperam. E o pior é que a gente cresce e segue vendo que o príncipe é a única opção de final feliz... ou alguém lê outro recado nos contos de fada disfarçados de filmes de Hollywood e novelas da Globo que consumimos avidamente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: Darwin + Hugh Grant + pitadas de Gianechinni = estereótipo do par ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É &lt;strong&gt;fato&lt;/strong&gt; que toda mulher idealiza um tipo de homem como aquele que seria o seu ideal. Seja &lt;em&gt;darwianamente&lt;/em&gt;, procurando um bonito e saudável para gerar bebezinhos idem; seja &lt;em&gt;freudianamente&lt;/em&gt;, buscando a figura do pai no par; seja romanticamente, esperando um príncipe para dar início ao seu tão esperado final feliz. Não interessa o que cada uma idealiza, o fato é que a gente efetivamente idealiza. E muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre notei isso em mim e me questionei o quanto essa idealização me fazia perder. Porque eu já embarquei em paixões com quem eu não tinha a mínima sintonia, pura e simplesmente por achar aquele &lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; cara, do jeitinho que eu queria. E também já deixei outras tantas de lado por não suprirem esses requisitos aí, que eu nem bem sei quais são. Depois que a poeira da paixão baixa, dá para perceber claramente que foi a minha própria “seleção natural” que fez eu me apaixonar ou largar alguém de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo jeito, tenho notado esse fator influindo claramente nos relacionamentos de duas amigas minhas ultimamente: em sentidos opostos, elas estão sucumbindo ao “estigma do homem perfeito” e deixando que ele fale muito mais alto do que a força dos fatos. Eu digo em sentidos opostos porque uma se dá extremamente bem com um que teoricamente não seria o perfeito imaginado por ela e a outra mantém uma relação que talvez não valha a pena, simplesmente por achar que aquele seja o perfeito. Complicado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amiga 1 está com o cara que supostamente não é o ideal - pelo menos não conforme o imaginado – mas eles se dão incrivelmente bem, tem uma sintonia absurda, nada parece faltar ali. Só que ela reluta. A amiga 2, ao contrário, tá com o cara que ela sempre idealizou como o ideal, que parecia que viria a se tornar rapidamente o marido perfeito, pai perfeito, companheiro perfeito. Só que, numa dessas rasteiras que a vida dá, ela percebeu que não existe tanta perfeição assim. Ainda assim preferiu manter a relação com ele - ou será com a imagem que mantém dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O complicado de tudo isso é que me parece que a gente acaba seguindo a linha errada de raciocínio. O que a gente tem que entender – eu, inclusive – é que não existe um par ideal pré-concebido. Senão quando acabassem os ricos, bonitos e não fumantes ninguém mais casava! O par ideal é aquele que dá certo com cada um, que tem química, que &lt;strong&gt;se prova &lt;/strong&gt;certo com o tempo. Pré julgamentos só nos confundem e nos fazem perder coisas boas. Ou insistir nas ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que eu, a Amiga 1 e a Amiga 2 consigamos ultrapassar essa imagem pré-concebida. Que Darwin seja posto de lado, que Nothing Hill seja esquecido, que só os fatos e os sentimentos sejam analisados. E que assim, da idealização passemos à efetiva realização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6499657923467452203?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6499657923467452203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6499657923467452203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6499657923467452203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6499657923467452203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/06/eu-tenho-tantas-coisas-para-comentar.html' title=''/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vxlx7I5CgSg/SkUqehlMiEI/AAAAAAAAAKc/hYiWATgMYW8/s72-c/principe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-2402497806524769576</id><published>2009-06-21T17:59:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T18:07:50.740-07:00</updated><title type='text'>Romário</title><content type='html'>Estamos nas 953 visitas ao blog! Tal qual o Romário em busca do milésimo gol, vou começar a fazer contagem regressiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É meio estranho pensar que já entraram aqui pra ler nossos escritos mil vezes. Óbvio que se a gente escreve e "publica" neste espaço é porque, de alguma forma, queremos ser lidos. Do contrário eu poderia simplesmente deixar bem guardadinho em uma pastinha do meu computador - o que eu faço com grande parte das coiss que escrevo, by the way. Acontece que na realidade a impressão é que ninguém vai ler, que não vai interessar muito os outros. É engraçado que cada vez que alguém me fala que leu o blog me dá uma mistura de sentimentos: fico orgulhosa e talz, mas também com muita vergonha. Fico feliz que alguém vê alguma coisa de interessante nas nossas opiniões, desabafos e histórias, mas também fico bem encabulada. Vai entender a cabeça humana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quase mil vezes lidos. Legal hein? (um pouco ruborizada)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-2402497806524769576?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/2402497806524769576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=2402497806524769576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2402497806524769576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/2402497806524769576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/06/romario.html' title='Romário'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-4041936350724627148</id><published>2009-06-11T07:49:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T10:17:09.492-07:00</updated><title type='text'>sala de espelhos</title><content type='html'>Escutou o despertador, mas já estava semi-acordada. Em noites mal-dormidas nuca sabe direito se chegou a adormecer de fato. Incomodou-se com o fato de nem querer acionar o "soneca", desprezando uns minutinhos a mais na cama quentinha. Ora, é outono em Porto Alegre, daqueles típicos, ou seja: um mero eufemismo para "inverno glacial".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos automáticos na cozinha, preparando o café-da-manhã, a necessidade de manter mãos e mente ocupadas 100% do tempo, o "bom dia" grunhido. Queria acordar com preguiça e ir despertando aos poucos, abraçar e beijar as crianças, sentar e ler o jornal com calma, só com uma xícara de café, ouvindo o &lt;em&gt;Bom Dia Brasil&lt;/em&gt; ao fundo. Mas via que já incorporava uma formiga operária há dias, com humor de jararaca, e a constatação só servia pra irritá-la mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela quinta-feira, o céu azul e a perspectiva de um certo encontro casual a animaram a se arrumar e sair de casa relativamente satisfeita, apesar do mau começo. Sentia-se bem, mas já deixara de creditar isso a uma conquista, sabia ser apenas um momento. A dor de cotovelo, a saudade de uma rotina bem diferente, a demorada - mas enfim chegada - constatação das consequências de alguns atos pregressos... tudo isso andava ali ainda, e jamais era completamente ignorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, andou pela Rua da Praia ensolarada, entrou em um sebo, chegou pontualmente ao tribunal... finda a sessão, sentia-se de fato feliz com essas frugalidades. Quando fatos prosaicos da vida a alegravam, sabia ser sinal de que a nuvem negra começava a se dissipar. Não havia conseguido falar com a amiga para almoçarem juntas, mas paciência, desencontros acontecem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que na saída do plenário, a amiga aparece, atrasada, atrapalhada, e em um diálogo que durou menos de um minuto, as duas conseguem se estranhar! Poucas palavras, mas fisionomias suficientemente expressivas para instalar-se a hostilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem compreender, ela quis tirar a história a limpo. "Como assim? Por que a cara feia? O que que eu te fiz? E a propósito, por que tu não me escutas mais? Não quiseste saber daquela carta que eu mandei pra ele? Tampouco me contas das coisas que realmente passam pela tua cabeça? Só essas chatices que eu não aguento mais ouvir... Cadê aquelas duas gurias que viviam grudadas no início da faculdade? Às vésperas da formatura, parecemos duas estranhas!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na resposta, caiu na real: "somos muito parecidas. Nossa carcaça dura, a eventual cara de poucos amigos, o pavio curto... quando nos vimos mais cedo, uma viu na outra um espelho - e nenhuma gostou do que viu." Silêncio. Reflexão. Ops. Foi assim que as duas conseguiram se enxergar finalmente: carrancudas, mas se foi o jeito, que bom que ainda tinha jeito! Seguirem-se pitadas de DR que não convém transcrever...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa conversa, decidiram abrir os olhos uma pra outra. Não são mais as gurias de 18 anos recém passadas no vestibular, que todos os dias comiam alguma coisa muito boa antes de ir pra faculdade. Também deixaram de ser as estagiárias subversivas, que entre outras coisas ficavam bêbadas no happy hour dia sim, dia não, e depois iam pra aula trocando as pernas. Ainda porra-loucas? Por vezes, não há dúvida. Talvez exatamente as mesmas na essência, mas inevitavelmente mudadas depois de tudo o que os últimos 5 anos lhes apresentaram. Amigas, sim, e não só de faculdade, ora essa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que agora andam as duas empenhadas em controlar melhor o humor e a linguagem corporal pra deixar de gelar os ossos de quem quer que as encare em dias não tão ensolarados... exceto quando recebem olhares desaprovadores durante conversas em sala de aula. Nesses casos, a uma delas só falta rosnar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-4041936350724627148?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/4041936350724627148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=4041936350724627148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4041936350724627148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/4041936350724627148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/06/sala-de-espelhos.html' title='sala de espelhos'/><author><name>Mari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1350066959887304964</id><published>2009-06-01T12:13:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T19:36:47.081-07:00</updated><title type='text'>Ata-me</title><content type='html'>Depois de tanto escrever sobre dias cinzas e diante da previsão de mais um fim-de-semana de ruas pouco convidativas, minha sede de cores e tramas vibrantes foi levada às últimas consequências! Entrei na locadora em visível agitação, e supliquei ao atendente: Almodóvar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bom profissional que é, ele detectou a gravidade do caso e prontamente sacou uma dose cavalar: &lt;em&gt;Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos&lt;/em&gt; E&lt;em&gt; Ata-me&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optei aleatoriamente por começar pelas mulheres piradas. E a escolha casual se mostrou acertadíssima. O filme é cômico, e a estética almodovariana - atemporalmente &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt; - não poderia ter tirado melhor proveito da década de 80. &lt;em&gt;Highlights&lt;/em&gt;: o visu de Julieta Serrano como esposa traída, completamente desgrenhada, de sombra preta com cílios desenhados e indefectível tailleur de tweed; e o comercial de sabão em pó estrelado pela protagonista, uma Carmen Maura linda de morrer, que lavava a camisa ensanguentada de seu filho assassino, enaltecendo a capacidade alvejante do produto ("parece mentira")! A marca do sabão? "&lt;em&gt;Ecce Homo&lt;/em&gt;"! Sensacional...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom de começar com o filme mais absolutamente bizarro foi que assim preparou-se o terreno para a segunda sessão: &lt;em&gt;Ata-me!&lt;/em&gt; A pungência do título já dá uma idéia da trama, e um olhar menos atento pode não enxergar muito além de uma comédia sado-masô. Mas fora todas as gargalhadas e bizarrices, além da transa espetacular entre Banderas e Victoria Abril, o filme me comoveu. De verdade.&lt;br /&gt;A julgar pela filmografia mais recente do diretor, nenhuma surpresa: &lt;em&gt;Fale com Ela, Má Educação, Volver&lt;/em&gt;... todos filmes extremamente tocantes. Caricaturais em maior ou menor medida, mas capazes de fazer os mais broncos ficarem pelo menos com um nó na garganta, diante da combinação de fotografia fora do comum, trilha sonora sublime e personagens humanos demais. Mas fiquei com a impressão de que essa capacidade que o Almodóvar tem de ler e traduzir o universo humano - e principalmente feminino - com tamanha delicadeza foi se mostrando aos poucos e de maneira extremamente sutil.&lt;br /&gt;Pra ilustrar o que eu tô tentando expressar, vou falar logo do bendito filme, em vez de ficar nesse ata/desata (não resisti, &lt;em&gt;sorry&lt;/em&gt;!). &lt;em&gt;Ata-me&lt;/em&gt; conta a história de amor entre uma atriz de segunda e o psicopata que a sequestra. À 1ª vista, a doida da trama é ela, afinal de contas, pra se apaixonar por uma pessoa que te quebra um dente e te mantém amarrada por dias a fio, só sendo louca de atar (!) mesmo... Acontece que o tal maníaco passou a vida jogado às traças, e o único amor que conheceu foi o da diretora do hospital psiquiátrico onde ele vivia até então. Um amor não exatamente maternal, digamos assim... De modo que sendo obcecado pela mulher - com quem já tinha passado uma noite, no passado &lt;em&gt;junkie&lt;/em&gt; dela -, e não tendo nada a perder, era de se esperar que ele não pensasse em outra alternativa além de manter a moça bem presa até que ela se apaixonasse também. Enquanto isso, ele cuidava da dor de dente dela, falava nos filhos que eles teriam e a deitava numa cama sob um teto envidraçado, pra que ela ficasse com a lua e as estrelas enquanto ele ficasse fora... e a porn star viciada em heroína descobriu que era merecedora de amor e de cuidados (ainda que um pouco fora dos padrões preconizados pela Lei Maria da Penha...). Até que teve a chance de fugir, e não fugiu. E quando foi resgatada, não demorou a correr atrás do sequestrador amado, pra viverem felizes para sempre...&lt;br /&gt;Fiquei pensando depois na riqueza de elementos da história, que tem uma série de nuances das quais eu não vou falar aqui; na sutileza de um diretor que exagera nas imagens, que constrói um universo &lt;em&gt;over,&lt;/em&gt; pra dar um recado que passa longe do escracho puro e simples. Pensei também em como deve ter sido difícil contar uma história dessas, em que se consegue enxergar o amor apesar de todas as barbaridades, e como é libertador lembrar que a vida real não se presta a maniqueísmos e idéias prontas. Também não é porque eu me afeiçoei à história de Ricky e Marina que eu passei a achar lindo bater em mulher ou manter a amada em cativeiro... Só fico emocionada com a capacidade de um diretor que mostra os personagens mais marginais e controversos sendo exatamente o que eles são, o que todos somos: humanos; apaixonados; fortalezas vulneráveis; cômicos e trágicos.&lt;br /&gt;No final de tudo, nossas estruturas estão aí pra serem abaladas, não é mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1350066959887304964?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1350066959887304964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1350066959887304964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1350066959887304964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1350066959887304964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/06/ata-me.html' title='Ata-me'/><author><name>Mari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-1973058540922125860</id><published>2009-06-01T07:37:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T07:38:25.215-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa fiada'/><title type='text'>Vocabulário</title><content type='html'>A-d-o-ro dicionários. Seja o nosso bom e velho Aurelião, seja qualquer um de línguas, tem alguma coisa nesses volumosos livros, muitas vezes empoeirados, esquecidos em uma estante qualquer das nossas casas, que me fascina. Acho que isto decorre de eu sempre ter admirado quem fala e/ou escreve bonito e isso geralmente se dá, dentre outras razões, por uma imprescindível: UM BOM VOCABULÁRIO. Não tenho dúvidas de que a pessoa que tem vocabulário – e claro, sabe construir as frases para utilizá-lo – se destaca fortemente das demais. Um exemplo disso para mim, fugindo da obviedade dos autores conhecidos e consagrados, está nesse singelo blog: os textos da Mari - além do conteúdo, que eu adoro - sempre me impressionam pelo vocabulário que ela usa, expressões que jamais passariam pela minha cabeça estão lá, parecendo, depois de escritas, serem a coisa mais óbvia a se colocar naquela parte do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, disse isso para fazer uma confissão: uma das minhas paixões no escritório onde eu trabalho é pesada, volumosa e pouco atraente. Um artigo da biblioteca, justamente da família dos dicionários, só que um pouco diferente do tradicional: o Houaiss de sinônimos e antônimos! Sério, são quase 1.000 páginas com sinônimos para todas as palavras possíveis, uma delícia de consultar na hora de escrever. Porque se eu ia escrever “casamento”, porque não preferir “conúbio” e dar uma diferenciada? Se eu queria dizer que aquele ato gerou uma agitação só, porque não mencionar que foi um alvoroço, um bulício até? E nesses tempos em que beber virou modinha, eu posso alertar para o perigo mencionando que a pessoa pode se tornar alcoólatra. Mas isto é tão recorrente que talvez impressione mais se eu falar que ela pode virar um alcoolômano, um dipsomaníaco, ébrio, etilista. Bom, né? Eu, por exemplo, quando estiver impaciente no trânsito por causa daqueles carros que andam a 10 Km/h, não vou buzinar e chamar o motorista de lerdo. Vou gritar que ele é pachorrento, remansado! Uma maravilha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer meio nerds, pode ser coisa de louco, mas nada como uma boa olhada em um dicionário de vez em quando. Acreditem, tem certas coisas que fazem toda a diferença.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando em dipsomaníaco e em admiração pela Mari, depois de sábado dei um tempo na ingestão de qualquer substância adicionada de etanol e derivados por tempo indeterminado. Nem a ida do colorado para a final da Copa do Brasil nesta quarta-feira vai me desvirtuar do meu objetivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-1973058540922125860?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/1973058540922125860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=1973058540922125860' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1973058540922125860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/1973058540922125860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/06/vocabulario.html' title='Vocabulário'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-3848498473387991788</id><published>2009-05-31T08:43:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T08:45:18.135-07:00</updated><title type='text'>Lacanagem com O Banquete</title><content type='html'>Grandes nomes de épocas diferentes reunidos em um único evento. A montagem do espetáculo teatral O Banquete que estará a disposição do público em junho no Theatro São Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No princípio de tudo, há mais ou menos 2.500 anos, um homem chamado Platão escreveu textos que, devido a importância dos temas debatidos nos mesmos, o deram o título de pai da filosofia ocidental. Possuidor de uma mente inquieta e contestador, como se não bastesse o talento com as palavras, Platão é responsável por dar a civilização atual o acesso aos pensamentos socráticos. Como Jesus Cristo, Sócrates dividiu o tempo em dois: antes e depois dele, e nunca escreveu uma única palavra. Podemos assim dizer que Platão está para Sócrates como os Apóstolos para Jesus Cristo. &lt;br /&gt; Em 1961, um dos maiores psicanalistas de sua época, o francês Jacques Lacan escreveu o volume 8 de O Seminário, dedicado a “a transferência”. Neste estudo, há uma genial sacanagem feita pelo autor sobre os personagens e o cenário de O Banquete, texto escrito por Platão. No original estão Fedro, Pausânias, Erixímaco, Aristófanes, Agatão, Sócrates e Alcibíades reunidos na casa de Agatão para comemorar o fato de o anfitrião ter ganhado o prêmio de dramaturgo numa edição dos concursos teatrais da época. Na comemoração um único tema foi discutido: o amor, Eros. Nos ensaios de Lacan, encontramos os mesmos personagens, porém com a análise peculiar sobre cada um que só um mestre poderia ter feito sem nunca ter conversado com eles. Se vê no livro uma inteligente brincadeira sobre os discursos e a personalidade de cada um. Lá, temos um Fedro hipocondríaco, idealista e romântico, um Agatão elegante e exibido e um Pausânias afeminado, entre outras “lacanagens”. &lt;br /&gt; Esse trabalho feito foi o que bastou para, em 2008, um dos grandes intelectuais da nossa época e cidade, Donaldo Schüler, fazer uma brilhante adaptação para o teatro de O Banquete, com uma visão lacaniana dos personagens de Platão. Ao finalizar sua obra, Schüler tinha uma comédia nas mãos. “Platão é um dos grandes brincalhões da literatura ocidental. No Banquete, ele brinca desde a primeira linha. Não seria justo sacrificar a brincadeira nesta reunião de ébrios. A dialética de Platão é erótica, o prazer não está excluído de seus processos de investigação. O discurso erotizado cria, não a filosofia austera, mas a filosofia apaixonada”, descreve ele. &lt;br /&gt;         Com o texto para o teatro pronto, eis que entra em cena outro grande nome da cultura local, Schüler convidou Luciano Alabarse, um dos mais renomados diretores de teatro de Porto Alegre e estudioso do teatro grego, para levar ao palco sua adaptação. Num espetáculo em que o texto está em primeiro plano é importante, para que ele se destaque, a criação e execução dos personagens, que deve ser a prioridade da encenação. Para isso, Alabarse convidou um time de atores de primeiro nível como Luiz Paulo Vasconcelos, Mauro Soares, Carlos Cunha, José Baldissera, Sandra Dani, Vika Scgabbach, Lutti Pereira, Marcos Contreras e Marcelo Adams para dar vida aos presentes no banquete. “Que ninguém espere dos personagens platônicos um romantismo desvairado construído a partir de clichês. Erudição, irreverência e iconoclastia são os principais ingredientes desse banquete grego e universal. Quanto ao texto, qualquer semelhança com nossa atual conjuntura só mostra que o carimbo de validade da obra está afiadíssimo e vigente, pois o texto é puro Platão” conta Alabarse.&lt;br /&gt;E aproveitando o ensejo, a produção é deste que vos escreve. Será um verdadeiro evento que transformará de ponta cabeça os pensamentos de todos que forem ao Theatro São Pedro entre os dias 04 e 14 de junho de 2009. De quintas a sábados às 19 horas e domingos às 18 horas. O espetáculo começa com uma introdução a filosofia platônica a partir dos diálogos de Sócrates. E após o intervalo, deliciem-se com O Banquete e um bom apetite! Aguardo a todos com muita fome de cultura, afinal a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-3848498473387991788?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/3848498473387991788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=3848498473387991788' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3848498473387991788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/3848498473387991788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/05/lacanagem-de-o-banquete-em-cena-grandes.html' title='Lacanagem com O Banquete'/><author><name>FerZugno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17608011844389323841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-6032227480448121962</id><published>2009-05-30T12:21:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T13:34:16.833-07:00</updated><title type='text'>chuva, cama e revistas</title><content type='html'>Por que será que quando chove a pessoa sente necessidade de escrever? Comentei isso com a Luiza ontem: nos últimos dias, cada pensamento que vem a gente já imagina como pode colocar em forma de texto, as duas andam numa fase muito escrivinhadeira...&lt;br /&gt;Eis as últimas, então: na minha corrida matinal várias idéias me ocorreram e eu fui viajando nas associações.&lt;br /&gt;Primeiro pensamento: eu me sinto muito foda correndo na chuva (essa expressão é um tanto grosseira, mas não consigo pensar em outra mais adequada). Por que será? Me dei conta de que por melhor que seja a sensação da corrida em si - a endorfina circulando, o shuffle inexplicavelmente acertado do iPod, a conclusão do percurso planejado -, ela em nada difere do que eu sinto correndo em dias de sol. O motivo real: a idéia de estar correndo na chuva em um sábado de manhã, quando a maioria das pessoas está em suas casas dormindo, ou em seus carros indo pro shopping, secas, agasalhadas, confortáveis, cercadas de distrações e aconchegos. Inevitável o prazer triunfante de perceber que algo que a maioria dos mortais consideraria uma grande roubada me enche de satisfação!&lt;br /&gt;Sempre senti isso, mas quis escrever a respeito porque essa semana eu li um texto que foi publicado na última Piauí. O autor é um norueguês chamado Per Petterson, e o título é "A Busca, Noite Adentro". Ele fala do hábito que tem de sair a caminhar pela noite, em meio à absoluta escuridão, durante o inverno gelado daqueles pagos. Por que ele faz isso? Porque sente necessidade, às vezes, de fugir de si mesmo, &lt;em&gt;"dissolver um pouquinho a fronteira entre corpo e não-corpo"&lt;/em&gt;, como se a sensação do infinito presente no breu total descolasse ele dos papéis desempenhados diariamente: o professor, o escritor, o marido, o contribuinte... Ali ele traça paralelos com pessoas que foram ao Saara em busca do nada. Vou transcrever só mais um trecho: &lt;em&gt;"(...)pode ser que muitos façam isso: procurem o esquecimento, por razões que não julgarei agora, não aqui sozinho nesta estrada de chão batido, mas para encontrar esse esquecimento, para serem deixados para trás, podem permitir que o deserto faça o papel de uma grande borracha, que atue de forma tão absoluta como o apagador no quadro-negro, que no fim não se possa mais ouvir nada no vazio, a não ser o som frágil dos sinos da ausência. Outros buscam a mudança, querem mudar a si mesmos completamente, e para conseguí-lo precisam atravessar a noite, penetrar no deserto e talvez deixar que o vento seco e abrasivo da mudança sopre através dos seus corpos e limpe as suas almas; deixar que o deserto os reeduque para as coisas elementares.".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O texto me tocou por causa da identificação, essa razão tão óbvia que nos leva a gostar de filmes, livros, pessoas e lugares. O que eu sinto correndo na chuva, andando sozinha pela rua de noite, trabalhando perto do fogo e de facas afiadas é a minha modesta forma de viver situações análogas às desse andarilho da escuridão e dos "mergulhadores do Saara". Estar alerta, testar os limites da minha resistência física, tolerar cortes e queimaduras. Tudo isso tem muito de auto-destruição, mas também é permeado pela vontade de tomar consciência do que eu tenho de mais humano, de mais elementar.&lt;br /&gt;Essas divagações me levaram a outra mais superficial: ando sem saco pra Vogue e Elle, duas revistas que eu adoro. Ah, cansei de expressões como &lt;em&gt;old money, it girl, &lt;/em&gt;e afins... Das reportagens falando sobre pessoas e suas respectivas vidas como se fossem todos muito cool, até bem de pertinho, do &lt;em&gt;savoir vivre &lt;/em&gt;indissociavelmente ligado ao luxo. Uma preocupação permanente com status e imagem que às vezes cansa... Acabei de falar que adoro essas revistas, e normalmente gosto mesmo de ler o mundo sob essa ótica glamourosa. A qualidade editorial é indiscutível, a competência pra abordar moda e tendências é perceptível em cada página. Nada disso eu nego, só tô dizendo que me enfarei um pouco, só isso.&lt;br /&gt;Por isso que comprei a Piauí, que eu tinha lido pouquíssimas vezes, e tô adorando. A tpm é outra que vira e mexe tá na minha cabeceira: dá gosto ler uma revista que não dedique uma linha a ensinar como enlouquecer os homens ou à última maneira revolucionária de acabar com a celulite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-6032227480448121962?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/6032227480448121962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=6032227480448121962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6032227480448121962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/6032227480448121962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/05/chuva-cama-e-revistas.html' title='chuva, cama e revistas'/><author><name>Mari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-8891213624916082269</id><published>2009-05-29T10:34:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T10:35:29.341-07:00</updated><title type='text'>SOBRE PLANOS, MANDATOS E CRACK.</title><content type='html'>Eu estou com saudade de ter planos. Assim, não sei explicar, mas eu ando com uma sensação de estar vivendo dia a dia só me deixando levar, sem ter um objetivo concreto para o futuro, sem estar perseguindo algo. Os únicos planos que eu sempre faço e obrigatoriamente tenho são as minhas próximas férias. Neste quesito pode saber que sempre tem alguma coisa na minha cabeça, uma viagem programada, um roteiro feito. Mas eu estou sentindo falta de uma coisa maior, em relação à minha vida mesmo, à carreira, ao futuro: carência de um objetivo claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser passar em um concurso, entrar em determinada empresa, pode ser até tirar só A na faculdade, decidir estudar MESMO. Contando que eu tenha um lugar a chegar e um caminho a percorrer, é isso que eu quero ter e que está me fazendo falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer um curso de línguas (inglês ou francês), melhorar meu tempo na corrida, ir bem na faculdade, estabelecer um horário de estudo certo, pelo menos duas horas por dia três vezes por semana, decidir mais ou menos onde eu quero trabalhar e em que área. Enfim, planejar. Tá decidido: esse será meu novo passatempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.........&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa insistência em falar em terceiro mandato do Lula é uma coisa que me irrita profundamente. A simples conversão desta idéia em projeto concreto, sujeito à votação na Câmara, já me parece uma profunda afronta à democracia, tão consolidada no nosso país. Porque nós podemos ter todos os problemas possíveis politicamente – e temos! – mas uma coisa de que podemos nos orgulhar é da nossa democracia. Então eu espero que continuemos assim, que os nossos parlamentares sigam inclusive a vontade do próprio presidente – que se diz rigorosamente contrário à tal emenda constitucional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;..........&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta, no Rio Grande do Sul a RBS nos cerca. A grande maioria dos gaúchos – e eu me incluo nestes – assiste ao canal 12, ouve na AM a Gaúcha, na FM a Atlântida ou a Cidade, lê a Zero Hora ou o Diário Gaúcho. E já que é assim, que bom que eles decidem fazer essas campanhas institucionais e eleger um tema novo todo ano para conscientizar e alertar a população. Já teve contra violência doméstica, para a paz no trânsito e agora é sobre o Crack. Essa droga pesada, que parecia tão longe da nossa realidade, coisa de “mendigo e presidiário”, já está completamente disseminada, se tornou um problema de saúde pública, sem qualquer distinção entre os viciados: classe baixa, média e alta sofrem igualmente. Sejam os pais que sofrem com o vício do filho, sejam os atingidos indiretamente, através dos roubos e mortes provocados por quem precisa de dinheiro para comprar mais droga, sejam os próprios viciados. Quando eu soube que alguém muito querido e próximo a mim estava sofrendo com esse vício foi um choque e a consciência da minha impotência diante de tal problema uma agonia. Querer ajudar e não ter o que fazer é das piores sensações que eu conheço. Torço profundamente, todos os dias, para ele se recuperar e enquanto isso apóio muito iniciativas como a da RBS. Elas provavelmente não ajudarão muito a ele, ou àqueles que já estão nesse caminho (que devem procurar tratamento, terapia, etc), mas podem, através da informação, impedir que outras pessoas entrem nessa. Que assim seja!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-8891213624916082269?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/8891213624916082269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=8891213624916082269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8891213624916082269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/8891213624916082269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/05/sobre-planos-mandatos-e-crack.html' title='&lt;strong&gt;SOBRE PLANOS, MANDATOS E CRACK.&lt;/strong&gt;'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042026654212951543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4809799846663490261.post-7193684190525007372</id><published>2009-05-28T18:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-28T18:50:53.485-07:00</updated><title type='text'>a morbidez natural da vida</title><content type='html'>A vida é muito irônica mesmo. Acordamos, estudamos, trabalhamos, amamos, rimos, comemos, dormimos, caímos, levantamos, lembramos e esquecemos. Esquecemos na maior parte do tempo que essa sucessão de eventos pode ser subitamente interrompida. Não pensamos muito na morte, em geral, sob pena de concluir que talvez não valha o risco dedicarmo-nos com afinco a causa nenhuma, afinal de contas, amanhã pode-se ter partido dessa pra melhor...&lt;br /&gt;E um dia, ela resolve fazer uma visita. Um aceno, não tão de perto que interompa nossa caminhada, mas ainda desconfortavelmente próxima. E é nesses casos que a morte me parece mais perturbadora. Quando eu fiquei na fronteira, me vi tranquila, contemplativa, quase alienada (O Dráuzio Varella trata em um livro sobre o estado psicológico - espiritual? - dos pacientes terminais. Na mosca!). Quando pessoas amadas se foram, me vi no centro da tragédia, no olho do furacão, e só tinha espaço pra tristeza. Depois do luto, a aceitação. O ciclo natural, creio eu.&lt;br /&gt;Mas hoje foi diferente. Fui ao velório do pai da minha tia. E não sei explicar, até agora, o que eu senti.&lt;br /&gt;Conhecia o falecido superficialmente. Era um senhor muito simpático, ainda que reservado. Encontrava ele e a esposa, sempre juntos, com frequência: no Parcão, na feirinha orgânica, nos churrascos do meu tio. Ele acabava de ganhar uma netinha, minha prima linda. Minha tia, que eu adoro, era bem ligada ao pai, e cortou o coração ver a tristeza dela. Mas fora esse pesar, não posso dizer que eu tinha uma relação com o falecido. Não tinha. E era isso que me incomodava, me saber quase uma estranha ali, diante do corpo inerte de uma pessoa. E os grupos conversando, por vezes até sorrindo, não por frivolidade, mas imagino que na tentativa de negar o peso daquele ambiente, da circunstância insólita de se estar diante de um corpo que poucos dias antes respirava, andava, falava, beijava a esposa, ninava a netinha, dirigia o carro.&lt;br /&gt;A morte é natural, é nossa única certeza, mas não vejo como se habituar a ela, ou estar preparado pra quando ela chegar. É muito estranho, velório é uma coisa louca, não sei até hoje se eu concordo que seja necessário pra processar a informação de que aquela pessoa se foi, que simbolize a despedida. Não faz o menor sentido ver sem vida alguém que a gente ama.&lt;br /&gt;Cada frase que eu penso, escrevo aqui e em seguida apago... porque todas parecem pueris. Sou só eu tentando colocar em palavras tudo aquilo que vem com a consciência de que a morte está permanentemente à espreita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra completar, fui ver a exposição do Corpo Humano assim que saí do crematório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma sexta-feira menos sombria e pelo pronto restabelecimento da ignorância fingida quanto ao nosso destino inevitável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4809799846663490261-7193684190525007372?l=purfa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://purfa.blogspot.com/feeds/7193684190525007372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4809799846663490261&amp;postID=7193684190525007372' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7193684190525007372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4809799846663490261/posts/default/7193684190525007372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://purfa.blogspot.com/2009/05/morbidez-natural-da-vida.html' title='a morbidez natural da vida'/><author><name>Mari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
